Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

04
Jun 13

O filme retrata - Cal McAffrey -um veterano repórter de Washington, cuja profundo conhecimento das ruas, bem como a sua persistência e determinação, levam a desvendar um assassinato onde estão implicados alguns dos maiores políticos e empresários dos Estados Unidos da América (EUA).


 

 

 

Maria Girão Sá

 


 

publicado por Maria Girão Sá às 21:17

27
Mai 13

 

No passado dia 22 de Maio, compareceu à Universidade Lusófona do Porto, Álvaro Costa, autor e apresentador de programas de música na rádio e televisão públicas. Faz actualmente intervenções no mundo do futebol no programa "Grande Área", da RTP Informação. Locutor da Antena 3 e ex-apresentador do célebre programa “Liga dos Últimos”, programa da Rádio e Televisão de Portugal (RTP), foi convidado pelo professor e jornalista Daniel Catalão.

Numa conversa descontraída e informal, o convidado veio falar aos alunos de infotainment e showbiz no contexto do mundo digital, cultura pop chamou-lhe. Realçou as mudanças no paradigma da comunicação. Mencionou os novos media, sem os quais já não se vive, as chamadas Redes Sociais, Hoje em dia estamos perante uma cultura digital, o instagram, facebook, e youtube são média, e nós comunicadores e fontes de informação”, palavras do convidado no início da palestra. 

 

 Explicou que hoje em dia, com a globalização, todos estamos ligados em rede, "qualquer um de vocês que aqui está hoje quando se levantou mesmo antes de tomar o pequeno almoço o que é que fez? foi ao facebook certo?". Houve um olhar de sintonia e troca de sorrisos entre os estudantes.

 

 Segundo o convidado, somos nos dias de hoje “uma geração digital, do eu, do momento”. Vive-se actualmente o culto do instantâneo, palavras de Álvaro Costa. Mencionou dois casos polémicos de como a notícia se divaga instantaneamente, o caso da morte de Michael Jackson e depois o da cantora Whitney Houston. “Mickael Jackon morreu e a notícia foi dada em 10 minutos, a morte da Whitney Houston foi anunciada em apenas 1”. Continuou a palestra a contar algumas histórias, de experiência e vida pessoal, e proporcionou aos alunos momentos descontraídos e mesmo até de alguns risos. Alertou para o facto de actualmente não existir uma audiência mas várias. As pessoas estão sempre “on”, “eu mesmo quando estou a trabalhar estou on, estou a receber vibrações, comentários, uns bons outros menos bons” riu-se.

 

Chamou a atenção de todos os presentes que o Jornalista de hoje, "do digital, explicou, deve saber adpatar-se às exigências do mundo lá fora, estamos a evoluir à velocidade da luz, temos que por isso habituar-nos aos novos meios, novas lógicas da Internet, do "on"  neste tempo de mudança de paradigma na comunicação". O jornalista deve saber ser versátil e capaz, finalizou. 

Rematou a palestra acrescentando que um comunicador “absorve, faz a integração, ligação, senão fizer isto é uma tanga.”


Maria Girão Sá

publicado por Maria Girão Sá às 23:15

25
Mai 13


Na passada quarta-feira, dia 22 de Maio, Álvaro Costa foi o último contribuidor para as aulas abertas de Jornalismo Especializado. Foi uma boa forma de encerrar estas sessões, um convidado peculiar e muito interessante desde logo pelo seu brinco na orelha e as suas le coc sportif, a aula desenvolveu-se de forma descontraída e em jeito informal.

 

Apresentador, Radialista, Dj, Ilusionista, Comentador Esportivo e Mestre em Reiki, Álvaro Costa é o exemplo do comunicador dos tempos actuais. Adaptável, versátil e jornalista multimédia, o "comunicador tem de ser capaz de se reinventar". Vários temas foram abordados, mas os novos modelos de comunicação foram o cerne da discussão. 

 

"Como fazer dinheiro com o Jornalismo no novo modelo comunicacional? Como fazer disto business?", foram algumas das questões levantadas. Álvaro Costa, considera que a resposta passa por uma boa formação, "ter um pé no rigor, na deontologia e nos valores fundamentais de jornalismo", mas também por uma adaptação aos tempos reais. O jornalista dos dias de hoje tem de ser um jornalista dos mil e um ofícios, um jornalista multimédia, uma espécie de McGayver.


Considera que, "os novos modelos de comunicação estão assentes na capacidade de cada um de nós, em qualquer altura, ter acesso". Assim sendo, os novos modelos centralizados de rede cabo pagos, vão acabar e migrar para as novas tecnologias. Para Álvaro Costa, a transição para o novo modelo comunicacional, faz-se quando os "canais generalistas, a publicidade e os eventos migrarem para os novos players". Eles não vão deixar de existir, eles vão migrar, "vão transformar-se em programas de conteúdo e serviço".

 

Nos dias que correm, o convidado acredita que "não há audiência, há audiências". "Não devemos de forma alguma subestimar o nosso público", nem para o bem nem para o mal, de facto, "há pessoas fantásticas mas também há pessoas que não recebem a informação da mesma forma que nós". Deveremos, pois, ter sempre em mente a deontologia e o serviço público.

 

Álvaro Costa terminou a sessão com alguns conselhos e incentivos. Apesar de vivermos tempos difíceis, de crise financeira e psicológica, o convidado alertou para os novos desafios, "be careful out there", mas também para as oportunidades do nosso futuro que são fabulosas, "o futuro é brilhante e no mínimo divertido". Dadas as possibilidades multimédia, "é como estarmos dentro de um biblioteca de Alexandria em formato digital". 

 

 

 

Trabalho realizado por: Alexandra Alves

 

 

 

publicado por xanaalves às 11:04

24
Mai 13

Álvaro CostaFoi assim que identificaram Álvaro Costa. O público contemporâneo reconhece o trabalho de grande parte de uma vida pública através de um meio virtual. É este o grande paradigma da comunicação que o “one man show” evidencia. Refere-se ao Facebook como sendo a internet, o media que está a criar uma geração de “ciborgues” inspiradora ao invés de meros cibernautas. Uma rede social que traz de volta a euforia vivida aquando da expansão da economia gerada pela internet. Atualmente estamos presentes quando o dedo indicador faz soar um “clique”. Vivemos de uma absorção constante da tecnologia e da rapidez que a mesma nos dispõe. “Está tudo muito mais rápido, comunicar é ter capacidade de correr à velocidade da luz”, afirmou. Esta terceira geração digital cria esse lado, “o lado da ilusão”, o lado instantâneo. Ao contrário de uma outra geração que, em tempos, “repensava a notícia, selecionava-a”, agora com o novo modelo como se cria uma notícia com rigor? Uma das questões que ao refletir, determinamos a importância do papel do comunicador. Não o comunicador de “casa”, aquele que ri alto sozinho em frente a um monótono ecrã com uma notícia que a “amiga” virtual partilhou na rede, mas sim o comunicador profissional que escreveu essa notícia e seguiu parâmetros cujos princípios se transformam todos os anos. A causa dessa mudança encontra-se nesta “alucinação coletiva do eu e do momento”. Álvaro Costa, a pessoa fora da rede, sente que o modelo centralizado está a acabar e que o problema incide na criação de novos modelos quando não se tem dinheiro para investir. Assim, o futuro e o apresentador ditam em conjunto que os media vão convergir nos novos “players” e esse será o modelo de comunicação. Apesar da atualização constante do acontecimento ser o mote da sobrevivência das empresas na rede, o próprio acredita que a maior parte das pessoas já não se sentam para ver um programa e a sua continuidade, “estão a fazer mil coisas ao mesmo, estão a comer, no Messenger, no Facebook, e, por isso, não estão a ver, está ligado apenas, é um programa B”. As redes sociais estão a conduzir o cibernauta para dois lados. O lado do acesso imediato, da partilha, da vida virtual que pode ser “anónima” e o lado do excesso de informação que de certa forma inibe o utilizador da boa informação e da exatidão. Um conflito que só irá ser desfeito quando criarem uma rede social com a aplicação: futuro.

Filipa Alves

publicado por jornalismofilipaalves às 23:53

“Ser do Porto cria uma espécie de ADN mental, uma atitude granítica que, por exemplo, nos pode ser muito útil para enfrentar grande desafios: quando estava no meu exílio, sempre que ia contra um poste dizia para mim mesmo que eu era um cidadão do Porto”.

 

Homem do Norte comunicador, radialista, apresentador de televisão e entretainer , Álvaro Costa, veste também , por vezes, a pele de disco jokey.

 

Álvaro Costa é um privilegiado orador e uma figura marcante dos meios de comunicação em Portugal.

 

Rádio Goodfellas, na Antena 3, Álvaro com, na Antena 1, League, na RTPN/RTP1 e Top dos Tops, na RTP Memória, são trabalhos que se destacam no seu vasto currículo profissional.

 

O convidado de Jornalismo Especializado da Lusófona do Porto sentiu-se como o peixe na água rodeado de jovens e promissores jornalistas e quiçá radialistas, comentadores ou apresentadores e, até aconselhou: “acreditem sempre que as coisas podem mudar e nunca desistam”.

 

“Vivemos numa época muito fragmentada. Para mim é indiferente que as pessoas ouçam no carro, em casa ou no computador. Podem ouvir no dia seguinte através do podcast, no Youtube ou no telemóvel. Vivemos numa época da cultura do híbrido. Cabe ao comunicador entender isso, mais do que estar num púlpito, deve estar Cnuma floresta. O comunicador, hoje, não tem a mesma superioridade que tinha antigamente sobre o interlocutor ou ouvinte, uma vez que este está muito bem informado”, refere Álvaro Costa.

 

Segundo este comunicador, a velocidade da comunicação e a explosão do Facebook são fatores fulcrais para esta mudança contínua que a sociedade atravessa. Álvaro Costa explicou também que as redes sociais são cada vez mais usadas para comunicar e partilhar informação, daí o comunicador ter que ser multifacetado.

 

“Sinto que sou um dos últimos proprietários da liberdade de poder comunicar. Criou-se a ideia de que sou um fala barato. Mas sou, acima de tudo um ator que estuda bem os seus papéis e que tenta dentro dos seus conhecimentos e experiências, ajustá-los a cada objetivo. Tem a ver com o facto de ter crescido num período em que a especialização era uma consequência e não um fim. Hoje, nascem especialistas e eu fiz de tudo antes de chegar aqui. Houve uma altura em que foi excessivo. Hoje, sou mais conciso e mais objetivo. Em tempos, disse que se o mundo acabasse, a notícia só seria dada mais tarde… exagerei. Sou especialista em sound bytes. É preciso sentido de humor e eu defendo o exagero como meio para chegar a um ponto lúcido”, Álvaro Costa autorretrata-se.

 

O passado já lá vai, Álvaro Costa nas plataformas digitais tem no ar o ACNN, magazine onde cruza toda a cultura pop contemporânea. Mais do que ninguém, é dos que acredita que o maior microfone pode estar na net, embora tenha sido dos últimos aderir ao Facebook.

 

Num futuro próximo, imprensa, rádio e televisão, fundir-se-ão disse Álvaro Costa, em tom de conclusão.

 

Para este apresentador, os Meios de Comunicação fundem-se ,pois há uma interligação para incluir pessoas. Estamos diante de uma fase de fusão mediática que dará um passo importante para outra época da comunicação e que, por isso, é o momento de reprogramar, de reinventar.

 

Como refere o nosso orador, não podemos ficar de braços cruzados.

 

À medida que os progressos tecnológicos na área da comunicação atingem enorme grau de evolução, a tendência é os veículos de comunicação se tornarem mais especializados.

 

 

 

 

Trabalho realizado por : Maria João Domingues

publicado por mariajoaodominguesblog às 23:30

«Hoje, entramos por dentro da casa das pessoas sem pedir» foi o que Álvaro Costa mencionou na aula aberta da passada quarta - feira, dia 22 de Maio, na Universidade Lusófona do Porto.

 

Locutor da Antena 3 e antigo apresentador do programa da RTP “Liga dos Últimos”, Álvaro Costa num ambiente descontraído falou-nos sobre «infotaiment e showbiz no contexto do mundo digital».

 

 Álvaro Costa mencionou os novos media, o principal meio de propagação de notícias, as Redes Sociais. E que hoje em dia são raras as pessoas que não estão ligadas em rede, que não estão ligadas a esta nova forma de «universo social» que possibilita novas formas de interação e construção de laços sociais online. Confessou que já lhe chegaram a dizer «conheço-te do facebook» por aí, já podemos ver a «alteração da estrutura de comunicação, alteração de status».


Mencionou que «comunicar nos dias de hoje é ter a capacidade de correr à velocidade da luz», que esta facilidade e rapidez com que a informação chega até nós, faz com que todos os dias sejamos bombardeados com informação.

Esta é a «geração digital, do Agora, do EU», que «estamos a chegar ao instantâneo, cada um de nós é uma fonte de informação», dando alusão à dinâmica social existente nos dias de hoje.

O jornalista também referiu a importância de alguns valores fundamentais «tem que se ter um pé no rigor, na deontologia e ao mesmo tempo adaptar-se ao atual».


No ponto de vista do jornalista os novos modelos de comunicação «youtube», «Vimeo» estão a tornar-se canais. Que com estes novos meios de comunicação, estes novos modelos «hoje em dia não há audiência, há audiências».

E relativamente aos canais generalistas o apresentador afirmou que «estes vão existir enquanto existir publicidade e eventos centralizados que colocam as pessoas no mesmo local e ao mesmo tempo», e ainda que «certos modelos não vão deixar de existir, vão migrar».

 

O jornalista ainda mencionou que com todas estas mudanças, novos hábitos se instalaram no quotidiano dos espectadores e que nem sempre as pessoas vêm programas «de forma tradicional», pois o tempo dos espectadores atuais é muito curto e «estão a ver tudo ao mesmo tempo». Desta forma temos que ter a capacidade de perceber que «estamos a comunicar num domínio público, aquilo que é hoje a comunicação digital» alertou o locutor.

 

Álvaro Costa afirmou que «estamos a criar um modelo da próxima geração» e que «as oportunidades da nossa geração são fabulosas, estar em contacto com a biblioteca de Alexandria em formato digital, é fabuloso».

Aconselhou os recém – licenciados dizendo que temos que ir à luta, arriscar, pois não temos nada a perder e que «os modelos que presenciam estão a morrer, vão ter que reinventar tudo, vão ser “carne para canhão”».

 

Sara Gomes

publicado por saragomes às 23:03

Álvaro Costa foi o último dos convidados a perfilar-se no contexto das aulas abertas de Jornalismo Especializado. Foi sob o signo do entretenimento e do showbiz, em português, indústria do espectáculo, que a presença do comentador e apresentador de programas radiofónicos e televisivos sobre desporto e música se legitimou. Começou por dizer que se assiste hoje à mudança do paradigma comunicacional, justificando esta sua posição através do argumento da descentralização dos media. Estes já não são entidades estanques ou meramente autónomas, mas elementos dinâmicos e supersónicos, convergentes também, que concorrem para a rápida e cada vez mais eficaz difusão da informação, principalmente no espaço digital, nas redes sociais, autênticos fóruns de discussão e de produção de opinião. Mais do que nunca, o indivíduo é absorvido por uma vastíssima torrente de informação, é integrado numa rede como um elemento que decide sobre a circulação e validade dos discursos implementados. Ser é comunicar, e todos nós “somos meios de comunicação”, testemunhamos, participamos, partilhamos e interagimos, num mundo onde a velocidade impera, o instantâneo e o imediato são soberanos. Transformamo-nos, realmente, em cyborgs, seres metamorfoseados que se fundem com a potencialidade da máquina, criaturas híbridas influenciadas pelas teias infinitas de uma rede global, incomensurável, convocamos a necessidade orgânica de nos multiplicar, de nos tornar extensões de algo inacabado, de sermos vários e de nos confundirmos com o outro. Esse processo de conhecimento pode começar nas redes sociais, no Facebook, por exemplo, estabelecendo “amizades”, comentando notícias, partilhando factos, ou ainda construindo uma identidade, um perfil social, que nos confere certa visibilidade nesse vasto mar, ininterrupto mar de informação e estímulos. Os media migraram para um suporte único, capaz de absorver todos os demais, o espaço do on-line, das possibilidades imensas. Aí se possa, talvez, falar de convergência dos meios num único meio. Parece ser este um caminho para o futuro, se houver dinheiro, publicidade, informação credível, modelos de negócio sustentáveis. Essa é a grande questão. Porque se o paradigma muda a economia também tem obrigatoriamente de se adaptar. Referindo-se à televisão, onde ocupa um papel destacado, Álvaro Costa acredita que são os grandes acontecimentos, os eventos que mobilizam e animam as massas, aqueles que ainda conseguem sustentar a presença dos canais generalistas. A publicidade desempenha um papel de base, actua como balão de oxigénio de algo que está na eminência de se esgotar, porquanto se não houvesse dinheiro os canais generalistas estariam condenados à falência. Mas por enquanto, a publicidade e a “guerra das audiências” parecem ainda garantir a existência do suporte televisivo. No que respeita ao entretenimento, Álvaro Costa referiu-se à “Liga dos Últimos”, programa que apresentava na RTP, já extinto. Um programa, esclareceu, sobre “cultura popular” e não sobre futebol, como muitos dos “críticos” classificavam. De futebol tinha muito pouco, sublinha. Não é fácil, confessa, gerir o amontoado de comentários que todos os dias inundam os murais das redes sociais. A liberdade de expressão é muitas vezes confundida com a liberdade do insulto e do ataque verbal, sem consistência ou legitimidade. Destacam-se os comentários mais pertinentes, relegam-se os comentários que estão entre a fronteira do impropério e da calúnia. A ponderação evoca a deontologia. A deontologia é necessária à moderação. E assim, incorporando estes princípios, se salvaguarda a liberdade de expressão nas redes digitais. Nesta nova era, considerou Álvaro Costa, o jornalista digital deve adaptar-se às novas lógicas narrativas, aos novos meios, às potencialidades que o on-line oferece, nestes tempos de mudança e de questionamento face aos paradigmas hegemónicos. Em contexto de crise, económica e de ideias, Álvaro Costa apelou a todos os presentes que nunca desistam de investir no seu próprio trabalho, nos projectos que acham exequíveis e impulsionadores, que se esforcem para alcançar os objectivos que definiram a priori. E, acima de tudo, que nunca deixem de ser criativos e inovadores.      

 

Joaquim Pinto

publicado por joaquimpinto às 22:58

No passado dia 22 de Maio de 2013 a Universidade Lusófona do Porto, mais especificamente os alunos de Ciências da Comunicação e da Cultura receberam Álvaro Costa, convidado por Daniel Catalão, professor da cadeira de Jornalismo Especializado do 3.º ano.

Álvaro Costa nasceu em 1959, iniciando a sua carreira na rádio em 1980 na RDP, passou ainda pela Rádio Comercial, Antena 1 e Rádio Nova, apresentou o programa ”Liga dos Últimos” transmitido pela RTP e participou em “Bons rapazes” na Antena 3.

 

 

 

 

Foi com descontração e boa disposição que Álvaro Costa começou por partilhar algumas das suas ideias relativamente a novos paradigmas de comunicação. Para o apresentador, a sociedade encontra-se em constante mudança essencialmente gerada pelo surgimento das novas tecnologias. Em qualquer lado temos rápido acesso à internet e outros suportes que nos mantém sempre presentes, evoluídos e atualizados. O convidado salienta que as redes sociais como Facebook, Youtube, Twitter, etc. são exemplos de novos meios de comunicação que quase toda a gente utiliza para comunicar. Na atualidade é fácil a entrada a todos estes meios, que se tornaram tão presentes na vida de todos a uma velocidade brusca. Qualquer pessoa através de uma conta numa rede social tem acesso a todos os instrumentos para difundir uma notícia e fazer espalhar uma mensagem. “Comunicadores do século XXI”, como refere Álvaro Costa. Aliás é de salientar que qualquer notícia/mensagem/evento que seja foco nas redes sociais começa a ter mais impacto do que aquilo que se passa por exemplo nas televisões. “Existe televisão enquanto existir audiências” diz o  convidado. Começam-se a substituir e a renovar as tecnologias e todas as pessoas devem acompanha-las e estar atentas ao mundo que as rodeia estando de olhos postos no presente e no futuro. Desta forma, o “novo comunicador”, tem que ser multifacetado e capaz de expandir. A nova tecnologia é um meio que facilita a informação. Acompanhar toda esta mudança, significa também para os jornalistas, a inclusão de elementos digitais no jornalismo tradicional, não deixando para trás tudo aquilo que é atual e permitir uma integração no futuro.

Para o convidado, esta nova era oferece imensas oportunidades e devem ser agregadas na nossa contemporaneidade.

 

Diana Sanches

publicado por Diana às 22:57

 

 

No dia 22 de Abril, o jornalista e radialista Álvaro Costa esteve numa aula aberta na Universidade Lusófona do Porto, para falar sobre o infotainment e showbiz no contexto do mundo digital.

 

Álvaro Costa tem feito vários programas sobre o mundo do futebol, como o "Grande Área", da RTP Informação. Durante anos, apresentou o premiado programa "Liga dos Últimos".

 

O principal tema no qual o jornalista se centrou foram as mudanças que actualmente existem no paradigma da comunicação, afirmando que o “facebook se tornou numa forma de comunicação”.

 

A nova geração e os novos modelos de comunicação fizeram parte desta “conversa informal”, conforme apelidou o jornalista a aula aberta. “A minha inspiração actual é a nova geração” porque a diferença é que “nós reflectimos as coisas e vocês usam-nas”, dizendo que os jovens, actualmente tem ao seu dispor um conjunto de ferramentas que lhes permitem divulgar não só os seus interesses, como os seus projectos e trabalhos e uma das possibilidades que hoje se encontra é através dos canais na web, 

“hoje em dia somos todos meios de comunicação, o I media, o self-media”

 

A convergência empresarial dos meios de comunicação tradicionais e a necessidade de fazer cortes de produção, deram origem á figura do jornalista multimédia, alguém que nos próximos tempos será capaz de produzir e editar notícias para os diferentes media. Esta questão também foi abordada por Álvaro Costa, que afirmou que o comunicador dos tempos actuais tem de ter um “lado híbrido e tem de ser capaz de se reinventar”, e acabou por dar um exemplo pessoal e que ocorreu durante a sua carreira enquanto jornalista. 

 

 

Além disto, também o futuro dos canais generalistas esteve presente nesta aula, pois o jornalista fez questão de dizer que “Os canais generalistas vão existir enquanto existir publicidade tal como a conhecemos e existirem eventos” porque neste momento é isto que faz com que os canais generalistas sobrevivam. Na era do digital isto é diferente, porque “tudo o que está nestes canais vai migrar para outros pontos, outros canais como o Youtube”.


Para todos os alunos que assistiram a esta aula Álvaro Costa deixou alguns conselhos, “Tem de sair das faculdades bem formados, ter noção da ética e do rigor que rege a profissão, mas ao mesmo tempo adaptar-se aos novos tempos” porque actualmente não basta apresentar as notícias por escrito é necessário divulga-las nas mais diferentes plataformas. Aconselhou também a que os jovens criassem os seus próprios canais on line, blogs tudo para poderem divulgar o seu trabalho.

 

 
Ana Luísa Azevedo 


publicado por luisaazevedo às 22:46

Àlvaro Costa, o apresentador de televisão, comentador e radialista esteve na passada quarta-feira na Universidade Lusófona para abordar o tema “as mudanças do paradigma da comunicação”. Aos alunos, Álvaro Costa deixou o conselho:“saiam bem formados” com “um pé no rigor, na deontologia, nos valores fundamentais e ao mesmo tempo adaptem-se ao que é actual”.


Àlvaro Costa, o habitual convidado da Universidade Lusófona do Porto no âmbito da cadeira de jornalismo especializado para abordar alguns temas, começou por afirmar que “cada vez que venho cá digo coisas completamente diferentes.”

Álvaro Costa contextualizou o tempo no qual vivemos dizendo que “ a net, tal como a conhecemos, não existia”. Os novos media e as novas ferramentas de divulgação e propagação da informação conhecidas como redes sociais estiveram presentes no discurso do comentador que demonstrou com toda a convicção que hoje são raros os que não estão “ligados” em rede a este universo social. Álvaro Costa revelou que há quem já tivesse dito que o conhecia através do facebook e o comentador deu como exemplo esta situação para demonstrar “uma mudança paradigmática, uma mudança de status”. Por outro lado, para o radialista esta realidade não agrada a toda a gente, “ há pessoas que acham os tempos em que vivemos completamente pavorosos”. Para Álvaro Costa, “tudo isto que nós temos hoje, todas estas tecnologias, é tudo managing”.

Embora o apresentador não pertença à nova geração, o interesse relativo à modernização e ao que é actual são para Àlvaro Costa uma preocupação “ nós chegamos aos 50 anos e começamos a ver as coisas e percebemos que temos de estar a par disso”. No entanto, e com a facilidade e rapidez em que a informação chega a toda a parte, o radialista diz que há que “saber o que é verdade, o que é alucinação”, sabendo “como separar a árvore da floresta”.

Esta agilidade em informar e ser-se informado faz com que Álvaro Costa demonstre que “comunicar hoje é correr à velocidade da luz”.

Esta nova fase intitulada pelo comentador como “fase do encantamento digital” sobrevive à custa dos que querem inovar e de acordo com Álvaro Costa esta nova geração “é a geração do momento”.

As palavras rigor e deontologia foram também mencionadas pelo orador que frisou serem importantes para o futuro dos recém-formados da ULP.

No ponto de vista de Álvaro Costa “nós estamos no pós-cabo” e segundo o apresentador, tudo dos canais a cabo “vai migrar para outros canais: canal da Apple, canal do Youtube. Relativamente ao futuro dos canais generalistas, Álvaro Costa diz que estes “existem enquanto existir publicidade” e que “os eventos centralizados no mesmo lugar e à mesma hora vão continuar a existir”. Na perspectiva do comentador e ainda referindo-se aos canais generalistas, “quando nós deixarmos de ter os grandes eventos, RTP, SIC, as marcas vão continuar o que vão ter é de se tornar em serviços.”

Fomentando ainda a ideia das novas tecnologias e dos novos meios de comunicação, Álvaro Costa afirmou que, “ hoje não há audiência, há audiências, há o instantâneo” e recomendou aos alunos de jornalismo que, “nunca subestimem a vossa audiência quer para o bem, quer para o mal”. Este advento dos novos media veio também criar novos hábitos sendo que para o comentador nem sempre as pessoas vêem os programas “de forma tradicional”, “estão a comer, estão no facebook. Estão a ver tudo ao mesmo tempo”. O lado interactivo, por exemplo, das redes sociais faz com que, e de acordo com Álvaro Costa, muitas pessoas “estão no programa B” seguindo o mesmo através dos “comentários”.

Álvaro Costa desenvolveu a ideia de que, com estes progressos “estamos a criar um modelo das próximas gerações”.

Para finalizar, o orador, deixou no ar um espírito confiante e esperançoso para os alunos “as oportunidades da nossa geração são fabulosas”. As palavras optimistas de Álvaro Costa deram ânimo e coragem aos futuros recém-licenciados “as coisas são de facto bonitas, brilhantes e estamos a viver tempos maravilhosos”.

 

As imagens foram retiradas do site : google.com

 

Trabalho de: Marta Sobral


publicado por On-and-off às 20:40

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