Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

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Mai 10

 

 

A convidada de hoje na aula de Jornalismo especializado foi Maria José Brites, jornalista, mas de momento a exercer apenas funções como docente na Universidade Lusófona do Porto.

Depois do Desportivo, Político e Digital, chegou a vez do Jornalismo Judicial.

Maria José Brites na aula sobre Jornalismo Judicial falou essencialmente de delinquência juvenil em notícia, parte da pesquisa feita para a sua tese de mestrado.

É considerada delinquência juvenil a prática de ilícitos por jovens entre os 12 e 16 anos. A docente citou Albert K. Coheu para definir delinquente juvenil. O autor define delinquente juvenil como alguém que possui significação que advém do “código social da vida quotidiana”.

Para a tentativa de resolução deste problema existem duas vias de justiça. A lei de protecção de crianças e jovens em perigo, que ajuda as crianças e jovens enquanto vítimas e a lei tutelar educativa, que vem tutelar os jovens que se encontram em risco social, sendo vitimadores, ou seja, que têm actos delinquentes e que às vezes vivem também eles em perigo. Estas duas leis funcionam como instituições de acolhimento ou de correcção, respectivamente.

 

Normas face à comunicação social

Face a esta questão, a comunicação social também tem responsabilidades. Para além de ter que cumprir com o código deontológico tem também o dever de manter sigilo, de respeitar a personalidade e a vida privada do menor, não tirar fotografias, filmar ou fazer entrevistas contra a vontade do jovem.

Na pesquisa que Maria José Brites fez sobre o tema constatou que são feitas mais entrevistas a jovens brancos do que a negros e que os que pertencem a classes sociais mais baixas são vistos como “monstros”, “ladrões assassinos”, etc.

  

Idades

Apesar de as idades para se considerar os jovens como delinquentes serem entre os 12 e 16 anos, o que a docente apurou é que as notícias que saíram nos períodos que analisou tratavam essencialmente de jovens entre os 16 e 21 anos de idade. Com a excepção do ano de 1998 e 2001 em que o Jornal Público destacou nas suas notícias jovens com idades compreendidas entre os 12 e 16 anos.

 

Cobertura Jornalística

Segundo Maria Brites o ano de 2000 foi o ano que deu mais cobertura à questão da delinquência aquando o caso CREL. Este foi um acontecimento destacado porque constitui “um momento de pânico moral potenciado pela violência do acto, pela existência de uma vítima de notoriedade, pela paralisação política (direita vs esquerda) e imagem de desentendimento entra as forças policiais” (PJ e PSP).

Relativamente a este caso podemos ainda salientar duas opiniões de entrevistados de Maria Brites. O entrevistado da docente pertencente ao jornal Público fala de delinquência infantil como um tema importante e o Entrevistado do Correio da manhã refere-se ao mesmo assunto como sendo mais um caso de política.

 

Joana Teixeira

 

publicado por joanamorais às 18:17

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