Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

18
Mai 10

 

Em mais uma aula de jornalismo especializado, desta vez com lugar o jornalismo judicial.

A convidada foi a professora Maria José Brites, jornalista, de momento a leccionar na Universidade Lusófona do Porto, que nos falou do jornalismo judicial expondo a sua tese de mestrado que trata a delinquência juvenil.

Delinquência juvenil engloba os ilícitos de jovens entre os 12 e 16 anos, que são tratados pela justiça pela lei da protecção das crianças e pela lei tutelar educativa.

A delinquência juvenil é um fenómeno que se vem alastrando em Portugal. Cada vez mais jovens são apanhados a cometer ilícitos, o que nos leva a duas questões… A questão das causas, e a questão dos efeitos.

Será este momento de crise nacional um índice que provoca que o numero de jovens a entrar no crime aumente?

Sempre que abrimos um jornal temos oportunidade de ler noticías relacionadas com jovens delinquentes, jovens que cometem crimes.

As restantes páginas continuam infinitamente a falar da crise que se atravessa. Do IVA a subir, dos postos de trabalho a descer e sucessivamente, dos rendimentos familiares.

Ora podemos claro ligar um fenómeno ao outro. Muitos jovens entram no mundo do crime para ajudar as famílias… Outros por curiosidade, dando espaço ainda aos que já lá estavam ou entram devido a influências.

A justiça quando intervém envia estes jovens para as chamadas “casas de correcção”.

Podíamos levantar a questão das casas de correcção. Será que estão a fazer o trabalho devido?

As estatísticas indicam que os jovens saídos das casas de correcção são anos mais tarde presos por outros ilícitos. Talvez o trabalho não seja bom. Talvez a inserção social não seja a melhor para estes jovens.

A comunicação social tem de ter em atenção o código deontológico do jornalista quando lida com menores.

O direito à reserva da vida privada alia-se ao jovem, não devendo o jornalista fotografar ou filmar o delinquente contra a sua vontade.

O uso de nomes fictícios é um bom modo de dar a notícia!

Concluindo, o jornalismo judicial tal como todos os outros tem exemplos de boas e de más práticas. Cabe aos possíveis futuros jornalistas zelar para que as praticas correctas sejam adoptadas mais vezes do que as incorrectas.

 

Hugo Salgado

publicado por basket_revolution às 02:48

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