Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

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Mai 10

 

Desta vez, Maria José Brites. A jornalista e professora na Universidade Lusófona do Porto, foi a convidada para nos falar de jornalismo judicial. Nesta sessão tivemos também a oportunidade de conhecer a sua tese de mestrado que aborda o tema da delinquência juvenil.

Muito na órbita da comunicação social, este tema que se resume a tratar de casos de ilícitos cometidos por jovens com idade compreendida entre os 12 e os 16 anos, tem sido ainda mais falado com a ligação ao “bullying”. Como exemplo disso na semana anterior a esta, foi notícia no Jornal de Notícias uma violenta agressão a um jovem na Escola Secundária de Paredes, tendo o mesmo, a necessidade de ser submetido a uma cirurgia aos maxilares na sequência das agressões.

Existem, em Portugal, duas vias para a resolução destes problemas ligados à delinquência juvenil. A lei de protecção de crianças e jovens em perigo, e a lei tutelar educativa. Em relação à primeira, a sua função é ajudar os jovens enquanto vítimas. Já no que se refere à segunda, esta destina-se a tutelar jovens que se encontram em risco social, aqueles que cometem os actos de delinquência, e que por vezes vivem em situações de risco. Em ambos os casos, as leis funcionam como instituições de acolhimento ou de correcção.

Maria José Brites, falou-nos da sua pesquisa e disse ter constatado que nos casos de violência juvenil, a comunicação social age de forma diferente. São elaboradas mais entrevistas a pessoas de raça branca do que pessoas de raça negra. Mesmo em termos de classes sociais, os que pertencem às classes sociais mais baixas tendem a ser “vistos” como “ladrões/assassinos”.

O caso CREL, que ocorreu no ano de 2000, foi também abordado pela convidada. Na sua pesquisa para a tese de doutoramento a docente na Universidade Lusófona do Porto, para além de ter dado realce ao facto deste acto ter levantado questões muito polémicas mesmo em termos políticos, falou ainda das opiniões que recolheu de duas pessoas, uma ligada ao jornal Público, e que adjectivou o caso como sendo a delinquência infantil um tema muito importante. Já no que se refere à pessoa ligada ao jornal Correio da Manhã, esta caracterizou o sucedido como mais um caso de política.

 

 

publicado por hugoferreirajornalismo às 15:58

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