Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

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Jun 10

 

No fim do curso muitos perguntam a si próprios “E agora?”. Estão preocupados se vão ou não prosseguir os estudos, se vão trabalhar ou se vão fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Se conseguirem encontrar um trabalho fica a dúvida se será ou não na área em que se formaram. Estas são algumas preocupações. Outras serão já, se conseguirão ter um futuro estável ou uma carreira sólida na profissão que escolheram.

Àlvaro Costa costa esteve com os alunos finalistas do curso de Ciências da Comunicação e da Cultura na Universidade Lusófona do Porto e deixou um conselho: ser-se individual.

Não existem receitas para o sucesso. Não existe um futuro certo. Mas pode existir uma atitude a ter, podem existir sonhos e objectivos e saber que para os alcançar é preciso trabalhar.

 

Novo paradigma, novos desafios

O jornalismo sofreu muitas alterações desde os anos 70 até aos dias de hoje, não só tecnológicas mas também humanas. E as primeiras deram origem às segundas. Neste período de tempo cai em desuso o fax para dar lugar ao e-mail. As fontes de informação deixam de ser os amigos para passar a ser a rede, a comunidade em rede através da internet. Os próprios meios de produção de notícias passaram a ser acessíveis em qualquer lado a qualquer um. Hoje em dia com a internet é possível a todos e a qualquer um publicar, comentar, dar a opinião.

As chamadas redes sociais abrem entao novas portas, dão novos contornos e novos desafios aos jornalistas. O jornalista agora tem de ser integrador e agregador. Com o facebook, o twitter, os blogs entramos numa era de “vómito informativo” como lhe chama Álvaro Costa. Aos jornlistas cabe então separar o “trigo do joio” o essecial do acessório. É cada vez mais importante avaliar a qualidade e a credibilidade dos meios.

 

O sucesso pode ser determinado pelas nossas escolhas

O altar em que a classe jornalística se encontrava em outros tempos, um altar reservado a quem tinha um maior e mais fácil acesso à informação, acesso priviligiado, está a baixar. Num universo fragmentado onde todos somos media (emissores de mensagens) o jornalista tem de perceber como é que se tem de posicionar, tem de se adaptar à rede, às comunidades, conhecer o seu funcionamento e interagir com elas. Como jornalistas temos de ser generosos com a audiência, gratos e abertos às informações que as novas tecnologias nos oferecem defende o jornalista Álvaro Costa.

O maior erro é tentar agradar a todos, tal não é possível. O importante é sermos fiéis a nós próprios e à nossa individualidade pois é isso que nos destingue, é isso que pode marcar o nosso sucesso. Destinguirmo-nos num mundo de anónimos.

 

publicado por sararncardoso às 23:18

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carlacoelho a 16 de Junho de 2010 às 02:13

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