Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

09
Mai 12
São bolas de pêlo simpáticas e tímidas, mas muito meigas.
Os porquinhos-da-índia podem ser loiros, castanhos, cinzentos,
com manchas ou pretos. O único criador conhecido no Norte é
Ruben Santos, do Cantinho dos Peludos.

Na imagem: Mister Tommy é um porquinho-da-índia de raça Peruano.
 
Ruben, de 25 anos, tem 60 porquinhos-da-índia de estimação, e mais alguns para
vender. A casa, garante, chega para todos. «Estão numa divisão só deles, mas
às vezes eu e a minha esposa trazemos uma gaiola para a nossa beira, para
conviverem connosco. Todos têm nome, mas agora a imaginação começa a
 faltar». A ideia surgiu há menos de um ano. Ruben comprou um 
porquinho-da-índia para ter como animal de estimação. Depois,
comprou outro, e mais um,e outro ainda. O gosto aumentou,
o espólio também. Procurou informar-se sobre estes animais e
descobriu que os criadores se concentram na zona de Lisboa.
Isso encorajou-o a avançar com um projecto novo no Norte.



Inscreveu-se no Clube dos Amigos dos Porquinhos da Índia
(CAPI), que gere os criadores portugueses, e criou o Cantinho
dos Peludos
, juntamente com a esposa Mónica. O objectivo,
diz, «não é fazer dos animais mercadoria. Não queremos
reproduções em massa, queremos ter uma linhagem com os
padrões que gostamos e informar as pessoas.»
Procura ter exemplares puros das raças. As reacções do público
foram imediatas. «Tem havido muita adesão. As pessoas
interessam-se, querem saber os cuidados a ter com os animais
e o que eles devem comer, porque a informação que é dada
nas lojas que os vendem nem sempre é a mais correcta. Nós
vendemos mas também informamos.», explica Ruben.
Por exemplo, é vendida comida de coelho-anão para
porquinho-da-índia, e alguns dos grãos são demasiado
grandes para estes animais, podendo levar à asfixia.
E tenta garantir que o porquinho-da-índia ficará feliz ao
lado do novo dono «São animais que, quando estão
sozinhos, sentem-se infelizes. Por isso, quando as pessoas 
querem comprar um, perguntamos se já tem algum. Por
exemplo, se tiver um macho e comprar outro macho bebé,
não haverá problema, porque o grande vai aceitá-lo. Se
fossem dois adultos já seria complicado. Mas o que
aconselhamos sempre é as pessoas levarem dois machos
ou duas fêmeas.», conta Ruben.

 
Até agora, o Cantinho dos Peludos tem surtido os efeitos desejados. 
Em Abril, organizaram a primeira mostra de porquinhos-da-índia feita
no Norte do país, em Vila Nova de Gaia, e fizeram parceria com a
Casa da Bicharada e os Coelhinhos do Mundo para apresentarem
também coelhos-anões. Ruben diz que estas iniciativas são
importantes porque «é diferente ver ao vivo e ver numa fotografia».
Para o futuro, já há planos bem definidos: «Quando criei o Cantinho,
tinha já em mente tentar fazer uma exposição oficial, com júri
especialista a avaliar os porquinhos.» O sucesso da primeira mostra
serve de incentivo, e o Cantinho pensa em avançar para as exposições
oficiais já em 2013.


Na imagem: Ruben Santos exibe Mister Tommy.


Carlos Moura tem 33 anos e é o responsável pela Casa da Bicharada.
Também participou na mostra organizada pelo Cantinho dos Peludos.
Apresentou coelhos-anões,mas da Bicharada constam também cães
(pincher e labrador retrevier) e furões.


Na Imagem: O coelho Jack é um coelho-anão holandês e é um dos animais
de estimação de Carlos Moura.


Enquanto estudante seguiu a opção de Desporto, que não chegou a terminar.
Agora, trabalha como vigilante. Diz que sempre gostou de animais e foi através
da internet que conheceu os coelhos-anões. «Nas lojas não havia o que eu
procurava. Não têm coelhos de raça pura, têm animais que vêm já de
cruzamentos. E os criadores das raças puras concentram-se no Sul».
Criar animais não era uma coisa nova para Carlos. Já durante a juventude
criava coelhos.



Por isso, criar a Casa da Bicharada, em 2009, não foi uma coisa nova,
foi só mais oficial. «Registei-me na Associação Portuguesa de Coelhos-Anões
(APCA) e comecei a criar. De início só criava os coelhos, começamos com
três ou quatro. E fui continuando até se tornar um vício». E daí surgiram
os outros animais. Agora, são 40 porquinhos-da-índia, 25 coelhos,
8 cães e 20 furões. «Fui escolhendo os animais de que mais gostava.
Há alguns que não vendo, que são de estimação. A nossa actividade
principal é a criação, para seleccionar os melhores, de cores
diferentes.». Ao todo, são 41 animais de estimação. Implicam uma
boa gestão do tempo e alguma despesa. «Abdico de algumas
coisas para poder tê-los, mas gosto. Para ir de férias, tenho
de ter sempre alguém que venha tomar conta deles. Senão,
não há ferias para ninguém.» A noção da responsabilidade é das
coisas mais importantes quando se pretende ter um animal.
Por isso, já aconteceu a Carlos acabar por não vender um
animal: «Há pessoas que pensam que os animais são peluches
que se encostam a um canto.». Por outro lado, o coelho-anão
começa a ser uma opção para quem quer ter um animal de
estimação mas não pode ter um cão. «Não é preciso levar à rua.
A pessoa deixa comida de manhã e ele não reclama se o dono chegar
mais tarde, não precisa de tanta atenção como um cão. Só têm o
problema de roer coisas mas podem ficar na gaiola enquanto
o dono se ausenta. E é um animal que interage, é sociável e meigo.»
Depois da mostra de Abril, muitas pessoas ficaram a conhecer a
APCA e a raça do coelho-anão. A principal curiosidade foi saber se
os coelhos ficam pequenos para sempre. E ficam. «Por norma,
pesam 900 gramas. Mas podem ir até 1,5 Kg.» Para as exposições
oficiais, com júri, concorrem apenas os mais pequeninos, por
terem mais hipótese de vencer.



É já em Maio que Carlos participará numa destas exposições, em Lisboa,
para tentar que um coelho da Casa da Bicharada seja considerado um dos
melhores exemplares da raça.Para o futuro, a Casa da Bicharada não
pretende ter mais variedade de animais, mas apostar na variedade de raças.
«Em relação aos coelhos-anões, gostava de ter mini-lop e mini-rex.»,
conta Carlos.

 
Na Imagem: Carlos Moura mostra o coelho Jack. 
publicado por jessicasantos às 22:53

        

 

 

O consumo do tabaco é responsável pela morte de 4,9 milhões de pessoas, em todo o mundo, anualmente, e, consequentemente  poderá ser a maior causa de morte num futuro próximo.

Segundo um estudo feito pelo departamento de epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge existem cerca de 20.9% de
fumadores em Portugal. De salientar que, em média, os homens fumam diariamente 20 cigarros e as mulheres, 13 cigarros.

 

 

“À medida que avançam as investigações sobre os efeitos do tabaco na saúde, cresce o número de pessoas afectadas. A lista de doenças relacionadas com o tabaco têm aumentado, existindo provas que todas as partes do corpo são atingidas pelo consumo de tabaco e ainda infecções como cataratas, pneumonia, leucemia mieloide aguda, aneurisma da aorta abdominal, cancro do estomago, cancro do pulmão, hipertensão, cancro do pâncreas, cancro
cervical, cancro renal, periodontite, aumento de risco de AVC”, afirma o médico Manuel da Silva.

 

 

 

 

  

                                      

                                                              

                                                                     

 

 

 
Por: Isabel Fortes
publicado por isabelfortes às 22:33

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