Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

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Jun 10

Investigação é o que os Jornalista querem

 

 

 

 

uma breve apresentação sobre o filme State of Play

 

 

 

Cal McAfrrey, interpretado por Russel Crowe, investiga uma rede de conspiração prestes a ser descoberta, depois de dois assassinatos logo no começo. Este tem um passado turbulento marcado pela sua relação de amizade com Stephen Collins (Ben affleck), o congressita cuja assistente foi morta. Cal começa a investigar todas as pistas, juntamente com Della Frye (Rachel Mcadams), a nova redatora. Mas quando o jornalista chega perto da verdade, eles devem decidir se vale a pena pôr as suas vidas em risco para conseguir uma história para o jornal onde trabalham.

 

 

 

Este filme foi lançado na América do Norte no dia 17 de 2009.

 

 

 

State of Play é influenciado pelo cinema da década de 1970 “explora os assuntos actuais de independência jornalística e a relação entre os políticos e a imprensa”.

 

  

 

Apesar deste filme ser de ficção científica, trata sobre um jornalismo que está em decadência por todos os motivos que conhecemos. Contudo, o que este filme representa é aquilo que todos os jornalistas desejam fazer na sua carreira profissional, uma investigação profunda sobre assuntos que sejam importantes para a sociedade. Para este processo jornalístico está feito com práticas como as de uma investigação, com fontes anónimas, polícia, política, e o jornal em si.

 

 

 

Os meios de comunicação (televisões, rádios, jornais e até blogs que é usado no filme) são vistos como perdedores, sempre em volta de especulações e de novas oportunidades para fazer noticias sobre os assassinatos e sobre a relação amorosa entre o congressista e a sua assessora.  Apesar de o tema principal não ser esse, logo no inicio do filme vê-se uma envolvente da imprensa, por exemplo quando o congressita começou a chorar ou quando a mulher dele fez uma conferência de impressa. É o que acontece nos dias de hoje, vemos os media à procura de assuntos para terem mais vendas e a publicarem especulações que podem e movem pessoas.

 

Outro aspecto importante é que o jornalista que está a investigar este caso é amigo do congressita. Isso, por vezes faz com que haja ainda mais dificuldades, com isso a directora do jornal aproveitou-se para retirar mais informações sobre o congressista para a publicação do seu artigo. Aqui envolve-se a questão da ética, que torna-se um problema de ética num grande jornal.  Será que é aconselhavél usar-se informações pessoais para publicações num jornal? Se houvesse um caso assim, será que o jornalista sentia pressão das redacções para dar informações que possam ser úteis para o caso?

 

 

 

Este filme invoca grandes questões relaccionadas com grandes empresas. Torna-se cada vez mais dificil que os jornalistas sejam capazes de fazer trabalhos como este, a não ser em filmes. As grandes empresas conseguem dominar quase por completo os meios de comunicação, os grandes grupos dos media que em Portugal, por exemplo, dizem que o querem publicar. As notícias são seleccionadas e por isso a questão da investigação jornalística pode ser feita, mas não pode fugir às regras impostas do meio para o qual trabalham. Infelizmente, os jornalistas estão com a sua vida dificultada com todos estes aspectos negativos. Mas se alguém o quiser mesmo fazer, há uma solução para isso: investigar, perguntar, escrever e no fim publicar nas ruas onde todas as pessoas possam ler e ver!

 

 

publicado por luanabarbosa às 22:23

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