Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

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Abr 11

 

 

Lembro-me de crescer a ouvir a Antena 3. Lembro-me de alguém com a voz, palavra e ideia certa no momento certo. Esse alguém foi o primeiro convidado da Unidade Curricular Jornalismo Especializado - Álvaro Manuel Costa Sousa e Costa, mais conhecido apenas por Álvaro Costa.A comunicar desde o ano de 1984, altura em que começou na rádio, aquela que chama ‘’mãezinha’’ viu a sua vida proporcionar-lhe muitas e variadas experiências. Até hoje, Álvaro Costa não fez mil e umas coisas mas anda lá perto. Antena 1 (Álvaro.Com e Um Café e uma Torrada); Antena 3 (cobertura de festivais e Bons Rapazes); RTPN (Pontapé de Saída, Liga dos Últimos e Cinemax); Antena 3 Rock (ÁlvaroPólis) e Casa da Música (DJ nas sessões Clubbing) são algumas das actividades pelas quais deixou a sua marca.

‘’Só tenho saudades do futuro’’ refere quando se lembra no que consistiu o passado. ‘’Não havia telefones, telemóveis, faxes. Muito menos Youtube! A ‘’selva tecnológica’’ em que vivemos fá-lo pensar que não faltará muito para humanos programados. Chips, cabos, entradas e USB e sabe-se lá mais o quê serão implantados nos até então comuns mortais.

Rendeu-se ao poder da rede World Wide Web e actualmente é uma ferramenta indispensável no seu trabalho. Numa altura em que tríade televisão, rádio e impresa foi ''atacada'' pelos meios digitais é através deles que paralelamente com os programas interage com quem está do lado de lá.(O Facebook atingiu em 2011 os 400 milhões de utilizadores, em Portugal são cerca de um milhão).  Hoje, o comunicador não é só comunicador. Numa altura em que qualquer pessoa tem conta no Facebook ou Twitter, o comunicador pode ser amigo, inimigo e até ‘’psiquiatra’’. ‘’É necessário não ter medo do ridículo, de ter opiniões e manifestá-las’’ contudo, posteriormente, saber ouvir os receptores para o bem e para o mal. O contacto entre ambos é cada vez mais rápido, democratizado e informal. É a evolução tecnológica e o domínio das redes sociais nos órgãos de comunicação social.

A velocidade do tempo de comunicação é acelerada. Hoje, o tempo é de integração e agregação é o tempo do I Media. Integrarmo-nos no mundo tecnológico em que vivemos. Saber mais do que nunca, co-existir com os inúmeros meios e formas de comunicação digitais. Agregarmos os elementos existentes à nossa volta e utilizá-los em nosso proveito. O amanhã deixou de ser apenas o dia a seguir.

A actual estrutura social resulta do choque do nascimento de um mundo altamente tecnológico e do culto das redes sociais, como refere Álvaro, aconselhando a leitura do livro Is Internet Making us Stupid? de  Nicholas Carr.

Considera que hoje  o que nos rodeia não é real. É efémero, passageiro como um fenómeno de internet que deixa de o ser quando sai do mundo virtual/viral.

Assim sendo, o hoje não é o amanhã.

 

Por: Catarina Marinheiro

publicado por Catarina às 19:50

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