Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

15
Abr 11

 

Álvaro Costa, um apresentador de televisão, um comentador e um radialista. Nasceu em 1959 e começou a trabalhar em rádio em 1980, na RDP. Uma paragem crucial pela BBC World Service, em Inglaterra. Actualmente, apresenta o programa “a liga dos últimos” na RTPN e é uma das vozes do programa de rádio “Bons Rapazes”, na Antena 3. Um vasto currículo em comunicação que faz dele, um dos melhores.

 

O comunicador deu início ao ciclo de convidados da unidade curricular, Jornalismo Especializado. Abriu a sessão com um contraste do panorama da sociedade de hoje e outrora na área da comunicação. A velocidade da comunicação e a explosão do Facebook são factores fulcrais para esta mudança contínua que a sociedade atravessa. Álvaro Costa explicou ainda que as redes sociais, nomeadamente o Facebook, são cada vez mais usadas para partilhar informação e para comunicar. Desta maneira, o comunicador de hoje tem que ser multifacetado na medida que tem que se integrar e ter a capacidade de incluir todos os elementos possíveis num discurso.

 

 

Em contrapartida, considera que o Facebook é facilmente comparável às VHS, outrora indispensáveis, hoje em desuso. O profissional explica este conceito argumentando que nada é só e perene, pois a comunicação de hoje nada tem que ver com a de há um tempo atrás. E por conseguinte, o comunicador também não o pode ser porque encontra-se num meio que exige capacidades, competências e adaptações que antigamente não eram necessárias. As tecnologias são exclusivamente uma realidade de hoje.

A linha de pensamento estendeu-se pelo conceito “I am media” onde a integração e agregação começam a ser desenvolvidas e interiorizadas por obrigação do exigente mundo em que vivemos.

 

O experiente Álvaro Costa fez questão de partilhar com os alunos a sua visão relativamente ao mundo jornalístico e explicou que como agregados temos que estar atentos ao mundo que nos rodeia, com sonhos e pesadelos.

 

Como comunicadores, ter a consciência de que a “populaça” tem uma voz e incluir elementos digitais no tradicional porque já não há separação entre rádio, televisão e imprensa. Os meios fundem-se porque há uma interligação para incluir pessoas. Os cidadãos integram-se com um iphone e outras tecnologias, são como que próteses indispensáveis no mundo em que vivemos. E conclui ainda que a imprensa, a rádio, a televisão não vão acabar mas sim, fundir-se num futuro próximo.

 

“Vivemos em permanente mudança” sublinhou o comunicador para estimular os alunos a “reinventarem-se continuamente” porque a integração e agregação são fundamentais para o futuro.

Em jeito descontraído proporcionou uma sessão proveitosa com frases que ficarão na memória dos alunos, entre elas, “a única certeza é a incerteza” e “tenham saudades do futuro porque não há passado”.

 

 

 

 

 

 

Por: Carina de Barros

 

publicado por crnbarros às 21:11

Abril 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14

17
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
30


pesquisar
 
blogs SAPO