Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

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Abr 11

 

 

Foi um cansado mas energético Álvaro Costa que deu início a um novo ciclo de convidados para a unidade curricular, Jornalismo Especializado. No relógio marcavam 10h da manhã de sexta-feira, mas para ele ainda era quinta-feira: “Ainda não me deitei, acabei o trabalho e vim diretamente para aqui”.

Mais do que um jornalista, Álvaro Costa é um comunicador cujo percurso profissional pode-ser qualificado, no mínimo, como completo. Embora não goste de relembrar o passado, “Só tenho saudades do futuro!”, as suas experiências merecem ser recordadas. Tendo começado a sua carreira em 1980 na RDP, viajou para Inglaterra onde prestou os seus serviços à BBC e Music Box. Quando o trabalho em terras britânicas acabou, partiu para os E.U.A. onde a chamada “pop culture” o marcou profundamente. De regresso a Portugal, passou pela Rádio Comercial, Antena 1, Antena 3 e RTPN. Actualmente, marca presença nos programas: Bons Rapazes (que pode ser ouvido na Antena 3), Liga dos Últimos e Pontapé de Saída (ambos emitidos na RTPN).

Defende que vivemos o tempo dos “Transmedia”, onde é necessário trabalhar e transmitir utilizando todos os meios, de várias formas. A inclusão dos elementos digitais nos meios de comunicação provocou-se uma mudança profunda no tecido da sociedade: a população é integrada na comunicação dos media, podendo responder e opinar instantaneamente com os comunicadores. Tal possibilidade pode gerar caos, já que para o telespectador a emissão começa quando liga a tv/rádio,etc.

Devemos olhar para o meio que nos rodeia, para todos os detalhes, para que os possamos transmitir. Pois vivemos numa “selva tecnológica” e o comunicador de hoje é um explorador que deve ter a capacidade de “desbastar” o seu caminho. Autodidata nas tecnologias e admirador da World Wide Web e das redes sociais que resultaram da criação da internet. Diz que vivemos num mundo em constante mudança e que “no futuro vamos comunicar para miúdos de dois anos”. No entanto, prefere o futuro ao passado e é claro que vive no presente, “os desafios hoje são diferentes, mais estimulantes, mais divertidos...”

Ao olhar para o panorama nacional, a conclusão que tira da situação actual é simples: “O problema de Portugal, é Portugal”. Existem vários “mavericks” (visionários) e “connectors” (comunicadores) mas não existem “decision-makers” (empreendedores). “A única certeza é a incerteza”.

 

Por: Lara Costa

publicado por nastacha às 23:58

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