Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

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Abr 11

 

 

Quem não o conhece de programas como A Liga dos últimos, emitida na RTPN, ou Bons Rapazes, da Antena 3? Álvaro Costa, apresentador e radialista, aceitou o convite e veio até à aula de jornalismo especializado, onde partilhou com a turma alguns pareceres da sua experiência no campo comunicacional, e alguns prognósticos daquilo que se espera deste num futuro cada vez mais próximo.

 

É uma figura incontornável dos media e foi a escolhida para abrir a sessão de convidados da cadeira de Jornalismo Especializado. A sua postura, pautada por uma certa irreverência, faz com que seja reconhecido como um comunicador ímpar. O seu trajecto passado deixou pegadas de profissionalismo e criatividade, em paragens como a RDP, a BBC, a Antena 1, a rádio Comercial o Jornal 7, entre muitas outras. Mas este é, sem dúvida, um homem voltado para o que ainda está para vir, tal como o próprio assume: só devemos ter saudades do futuro.

 

Foi neste sentido que a abordagem do comunicador convergiu. A questão mais pertinente em toda a conversa foi: para que futuro caminham os media? Falou-se principalmente em reinventar e transformar. Com efeito, o choque da estruturação digital e a evolução da sociedade da informação deram espaço a uma geração multi-formato, da mesma forma que alimentaram fenómenos virais, tais como o facebook ou o youtube. Álvaro, como bom conhecedor da matéria, alerta para o risco da perda de controlo destes fenómenos mas por outro lado está ciente dos desafios estimulantes que surgiram, à volta destes.

 

A mudança passa, indubitavelmente, por ‘integrar e agregar’, defende. O comunicador prevê que em breve surjam novos paradigmas, novas regras e novos mandamentos no panorama comunicacional. A fundição de meios – a edificação de uma nova concepção comunicacional: transmedia - começa já a ser uma realidade concreta. A velocidade da comunicação levou à adopção de um discurso multifacetado, capaz de dar resposta ao homo digitalis, ou seja, à personificação da sociedade permanentemente actualizada através da internet, utilizadora dos mais avançados gadjets, que constitui uma audiência cada vez mais fragmentada.

 

O apresentador e radialista, deixou-nos alguns conselhos e uma mensagem que apesar de paradoxal cai que nem uma luva aos tempos de pela mutação em que vivemos: a única certeza a ter é a da incerteza.

publicado por anaclaudiaazevedo às 12:02

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