Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

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Mai 11

Para dar uma nova perspectiva da moda a jornalista Paula Martinho da Silva esteve presente na aula de Jornalismo Especializado. A trabalhar na RTP decidiu explorar para o canal uma outra vertente do mundo moda – a económica. ‘’Uma referência económica pode fazer com uma notícia sobre moda passe do fim para o meio do jornal televisivo’’ acrescenta.

São inúmeras as histórias ligadas à moda e aos criadores e designers portugueses. A título de exemplo: Leticia Ortiz já calçou Luís Onofre; Carlos Santos, que vive na América, já calçou o presidente dos EUA Barack Obama e Filipe Oliveira Baptista, director da marca Lacoste em França, já calçou o presidente francês Nicolai Sarkozy. Portugal é conhecido mundialmente pela produção de calçado essencialmente em Felgueiras e São João da Madeira, distrito do Porto e Aveiro. Com o apoio da APICCAPS (Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos) marca presença nas feiras nacionais e internacionais como a MICAM ShoeEvent em Milão.

Portugal beneficia ainda da posição geográfica. Espanha, um gigante das marcas e da produção de moda, tem estabelecido no território nacional indústrias, deixando de enviar as peças para países como China. Em Portugal o sector do calçado e têxtil evolui e é considerado por muitos um país com excelentes aptidões técnicas para a produção dos sectores mencionados.

Aproveitando o momento foi exibida a reportagem Tenho uma Blusa Igual à Tua, transmitida no programa da RTP1 Linha da Frente. Paula Silva conseguiu em exclusivo – entrar no munda da marca Inditex. A empresa detentora de marcas como Zara, Pull & Bear, Massimo Dutti, Bershka, Stradivarius ou Oysho é conhecida por não dar entrevistas nem publicidade abriu numa rara excepção as portas à comunicação social.

Com o conceito ‘’fast fashion’’ o grupo aposta num comércio extremamente competitivo. Não produzem em massa. Se a peça vender continua a ser fabricada com modificações, caso não venda deixa de ser produzida. A equipa de trezentos criadores, exclusiva do grupo, concebe cerca de quinhentas mil peças por ano. Duas semanas são suficientes até à produção seguinte. Os cem mil metros quadrados de instalações em Arteixo, perto de Corunha, acolhem noventa e dois mil funcionários dos quais cinco mil são portugueses. Para circular é necessário uma bicicleta ou, no exterior, um carro.

A jornalista Paula Martinho da Silva conseguiu assim mostrar que a moda não se resume a tecidos, peles, saltos altos,cortes e costura. É um mundo complexo, onde o design, criatividade, competitividade, e muito trabalho dão os seus frutos. O reconhecimento da marca mas também o reconhecimento económico são objectivos atingir quando a máquina monetária dita o fim ou o nascimento de um negócio.

Por: Catarina Marinheiro

publicado por Catarina às 18:45
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