Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

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Mai 11

 Manuel Molinos, editor da página online do Jornal de Notícias foi o segundo convidado das aulas de Jornalismo Especializado na ULP. Na passada sexta-feira o director falou sobre o que tem acontecido na prática do jornalismo para os cibernautas.

Do ano 2008 a 2009

 

O JN foi o primeiro jornal diário a criar uma plataforma na Internet no ano de 2008, altura do Boom dos jornais digitais. A página foi pensada e trabalhada durante quase um ano. Inicialmente os conteúdos publicados restringiam-se ao que era o jornal impresso, isto é, os textos eram copiados e colocados exactamente igual aos do jornal físico.

A partir de 2009 o JN inovou e apostou numa redacção integrada. Não existem jornalistas a escrever especificamente para o online. É possível que todos os jornalistas, das diferentes áreas, acederem à plataforma em qualquer momento e criar uma publicação. Um ‘’pivot’’ designado para o cargo, congrega os elementos que chegam e faz uma selecção da informação. Foram procuradas pessoas com conhecimentos característicos na área da multimédia: Flash e Java Script para que as publicações assegurem um complemento multimédia como infografias (o JN apresenta infografias em 3D) ou vídeos.

A independência

De 2008 a 2010 o JN esteve alojado no domínio do Sapo criando uma parceria. Como o portal usava conteúdos inúmeras visitas ao jornal eram feitas pelo Sapo. Quando criou um domínio independente houve o receio de perder utilizadores o que não aconteceu porque o Google, motor de busca mundial, começou a ter referências às notícias o que fez com que as entradas externas disparassem. (Entende-se como externas as ligações que os utilizadores fazem a partir de motores de busca ou redes sociais como Facebook ou Twitter. Internas feitas directamente pelo endereço www.jn.pt). Só no mês passado a plataforma do JN online contou com cerca de 2,3 milhões de pageviews.

 As redes sociais no online

Num ano muda muita coisa. Se em 2008 pensava-se em construir a página, em 2009 pensava-se em adaptá-la o mais possível às redes sociais. As mesmas ditaram o ‘’nascimento’’ do gestor de redes ou comunidades. Atento a tudo o que passa é o rosto do jornal nas páginas das redes sociais. Elas são dominantes e não demorou muito a tornarem-se uma fonte de informação. O JN pisca o olho à presença activa e dinâmica. Um ‘’bom dia’’ logo pela manhã desperta o interesse e a companhia de quem está do outro lado do computador. Com o lema ‘’estamos em todo o lado’’ o JN pode ser encontrado no Facebook, Twitter, Foursquare, Orkut e Hi5 referiu Molinhos. Um mundo altamente democratizado a Internet possibilita que todos, em qualquer circunstância possam tornar público o que pensam. Comportamento que pode tornar-se complexo no que diz respeito aos órgãos de comunicação. A publicação dos comentários com ou sem controlo continua a ser um assunto em discussão. Com os utilizadores a colocarem em causa a liberdade de expressão os comentários ficam, por enquanto, disponíveis para serem denunciados por outros utilizadores.

 O Futuro Mobile

Com a acelerada evolução tecnológica a aposta futura dedica-se aos dispositivos móveis. O JN tem já APPS (aplicações) para iPad, iPhone, iPodTouch, Plystation Portable e brevemente para o sistema Andróid e Widgets TV da Samsung. Disponobiliza também uma versão E-Paper (uma versão digital do jornal) para computadores, Tablets e SmartPhones. O objectivo destas aplicações é proporcionar aos utilizadores o acesso aos conteúdos de forma fácil e prática consoante o meio pelo qual acede às notícias.

Para o intuito há uma equipa de profissionais, engenheiros informáticos, que trabalha para desenvolver as diferentes e especificas aplicações. Cada dispositivo possui características que podem condicionar o acesso e visualização dos conteúdos online.

Por: Catarina Marinheiro

publicado por Catarina às 18:54
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