Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

17
Mai 11

State of Play – A História

Realizado por Kevin McDonald e protagonizado por estrelas do c­­inema como Russel Crowe, Bem Affleck e Rachel Adams, State of Play é um filme sobre jornalismo. Sobre a dimensão que pode adquirir a notícia de um suicídio que despoleta uma investigação jornalística onde deputados, interesses monetários e políticos, espionagem e mortes se relacionam.

 Stephen Collin, deputado no Departamento de Defesa de Washington, vê a sua investigadora principal envolvida num suicídio/homicídio numa linha do metro. Naturalmente, e numa sociedade ávida de notícias, ainda que especuladas, não tardou a que os órgãos de comunicação social associassem a morte a questões amorosas com o deputado.

O Jornal Washington Globe tomou a dianteira do caso e juntou os jornalistas Call McAfrrey (amigo do deputado Collins) e Della Frye. Ambos iniciaram uma investigação que revelou um mundo oculto de interesses e mentiras. Sendo que viriam a descobrir que tudo não passou de estratégias e ambição.

Call MacAffrey, jornalista do jornal impresso, vive uma relação conflituosa consigo próprio. Apaixonado pela mulher do amigo, vê neste caso uma maneira de se redimir, ao ajudar o deputado a livrar-se de acusações.

Della Frye é uma jovem no domínio do ‘’novo jornalismo’’ ou ciberjornalismo. Redige uma coluna na página Web do Globe. É perceptível ao longo da investigação que é ainda um pouco inexperiente mas muito perspicaz.   

Stephen e Anne Collins, o casal, envolvido no caso aproveita a amizade com o jornalista do Globe para se mover dentro da investigação e usar a informação a seu proveito.      

Cameron Lunne é a editora do Washington Globe. É a sua personagem que lembra o aspecto economicista do jornalismo. Sempre preocupada com os prazos, produção e quantidade de informação, Cameron chega a afirmar que ‘’a notícia verdadeira é a falência do jornal’’.     

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State of Play – Visão Crítica

Realidade

Um filme que (tenta) retratar a realidade do mundo do jornalismo de investigação. State of Play é, na minha opinião, um retrato pouco fidedigno da verdade na medida em que o acontecimento decorrem de forma fluida. Fora da ‘’caixinha mágica’’ é diferente. São inúmeras as dificuldades com que lida o jornalista. É, por norma um trabalho exigente, demorado. As fontes não tendem a ser de tão fácil alcance, por vezes sendo preciso dias até conseguir entrar em contacto.

Tendo em conta que um dos elementos é amigo do jornalista McAffrey devia haver por parte dele um afastamento imediato do caso. O que não acontece e acaba por ser ele quem descruza as ‘’ligações perigosas’’ da história. É movido essencialmente pela vontade de ajudar o deputado, deixando para segundo plano a isenção, a imparcialidade e objectividade, elementos chave na prática do jornalismo. O comportamento do jornalista muda perto do fim quando há uma reviravolta na história e a verdade sobrepõe-se à amizade.

O filme segue os parametros de uma investigação - procura factos desconhecidos, ocultos do grande público que podem mudar o rumo dos acontecimentos e até a vida dos intervenientes - ''eu vou ser lembrado por isto'' referiu Stephen Collins sobre o poder da comunicação social.

 

 

Fontes

Neste filme, as fontes oficiais e oficiosas são não identificadas e of the record. Durante a investigação, McAffrey, jornalista arrojado, com a ajuda da parceira Della Frye chegam a simular um rapto a uma das fontes de forma a conseguir informação de extrema importância. Stephen e Anne Collins, principais lesados na história, são também fontes não identificadas. Sendo que se trata de assuntos governamentais o sigilo e a não identificação são estratégias necessárias por questões de segurança para os intervenientes que só desta forma revelam o que sabem.

 

Conceitos

São três os conceitos referidos no filme: jornalismo de investigação, jornalismo impresso e jornalismo online. A trabalhar no impresso acerca de quinze anos, Call McAffrey vê com alguma relutância o online. Considera os bloggers ‘’sanguessugas ‘’ e o conteúdo ‘’vomitado’’. Revelando o seu espírito um pouco antiquado em relação às novas tecnologias.

 

Por: Catarina Marinheiro

publicado por Catarina às 11:09

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