Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

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Mai 11

 

Este filme é influenciado pelo cinema da década de 1970

Este filme é um filme relativamente contemporâneo que retrata questões que sempre foram suscitadas na política, quer no jornalismo, mais concretamente.

Cal McAffrey (Russel Crowe) é um jornalista que trabalha na área do jornalismo de investigação, o qual se prende geralmente a investigações no seio da corrupção, envolvimento dos políticos em escândalos, fraudes, todavia neste caso do filme, é única e exclusivamente motivado para a investigação de mortes. Neste sentido, toda a investigação conduzida por Cal e Della, é feita com o objectivo de desvendar um esquema corporativo, que envolve um político americano, que é um forte suspeito no homicídio da sua amante.

De início, o personagem do Russell Crowe, mostrou-se contrário ao avanço que é de um jornalista blogueiro. Puro Preconceito. Por conta da velocidade da informação no ar, achava que não havia uma longa investigação na apuração do fato. Mas a personagem da Raquel McAdams mostrou a ele que fazia sim. Que não fazia uma investigação de campo como ele, mas do seu jeito, ia atrás dos dados. E mostrou-se aberta aos seus métodos. Com sustos em situações de perigo, ela foi aprendendo ao longo do caminho.

Todos os personagens, com longas ou curtas aparições, estão muito bem. Destacando a Chefe da Redação, personagem da Helen Mirren, que lhe caiu bem. Num belo conjunto de beleza elegante e de inteligência impessoal. Alguém que será pressionada a parar as prensas…

Russel Crowe está impecável e como sempre atuando divinamente no papel Cal McCaffrey, um jornalista que trabalha em um jornal e que tem como editora-chefe, Cameron Lynne (Helen Mirren). Uma jovem jornalista é aceita para trabalhar com Cal, no entanto, acaba sendo convencida a conter a sua empolgação e retém as informações até onde é necessário.
Outro acerto do filme é mostrar o enfrentamento dos repórteres com a editora-chefe Cameron Lynne (Helen Mirren). O Washington Globe foi comprado a pouco tempo por empresários ambiciosos que desejam apenas vender jornais, e, para isso, tudo valeria, até mesmo romper o código de ética jornalístico. Uma série de assassinatos misteriosos que podem estar relacionados com uma importante corporação americana e que tem ligação direta com um promissor congressista do país. É a partir desta trama criminal que “Intrigas de Estado” ousa e acaba refletindo sobre jornalismo. Envolvente e inteligente, o jornalismo neste filme baseia-se em duas partes importantes, uma delas no terreno em busca de provas, estando presente no local dos crimes, outra parte fazendo pesquisas nas redes sociais, e estando sempre ao corrente de todas as informações.
Privado, ligada às Forças armadas dos E.U.A. Cal começa, então, a investigar todas as pistas sobre este crime, juntamente com Della Frye (redactora do jornal Washington Globe). Juntamente com isto, Cal começa a recolher as pistas que o conduzem a um “sistema” de profissionais e assassinos que pode envolver o meio políticos dos E.U.A. Contudo, quando o jornalista Cal se aproxima do desfecho do mistério do crime, pensa se deve ou não publicar a história, pois esta poderá ter vários riscos inerentes.

 

 Por: isabel fortes

 

 

publicado por isabelfortes às 11:41

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