Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

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Mar 10

 A minha análise vai partir das opiniões do Jornalista Hugo Gilberto e responder a perguntas deixadas no ar. Que tipo de jornalismo desportivo temos hoje? Como é tratado o jornalismo desportivo nos órgãos de comunicação? Como se designa um transição de futebol? Há obstáculos para haver um bom jornalismo desportivo?


 

O Jornalismo Desportivo é uma especialização das variadas do grande ramo que é a profissão Jornalística, que deve seguir as mesmas regras que qualquer outro tipo de jornalismo e onde os jornalísticos usam a sua criatividade para noticiarem determinados assuntos de uma forma mais cómica, sendo que a criatividade de agora é mais básica já não se compara com a dos anos 60 e 70. Hoje em dia o Jornalismo Desportivo em Portugal é sinónimo de jornalismo de futebol. Porquê? Porque quando se fala nesta especialização em todos os órgãos de comunicação, só se houve falar do desporto “rei” de Portugal o futebol, quando existem muitos mais desportos em Portugal e onde os atletas até conseguem melhores resultados. Mas este sinónimo ainda vai mais longe quando em Portugal só existe três clubes de futebol, deixando os outros, que são muitos, de lado.                                     
                                 
A pergunta que se faz é então o que se passa com o nosso país, com os nossos órgãos de comunicação? Eu já tinha pensado nesta pergunta mas hoje com esta aula consegui perceber e seguirem o raciocínio que me fizeram seguir também vão perceber embora possam não entender. 
Num país tão pequeno como é o nosso, se a maioria da população esta dividida em três clubes e cada destes clubes tem um jornal que faz grandes destaques e que ocupa imensa páginas a contar tudo o que se passa com o respectivo clube e que já têm o seu público garantido só por falar em futebol é obvio que não vão começar agora a falar em grande destaque sobre outro desporto que só “seis” pessoas se interessam. Pois os adeptos iriam começar a incompatibilizarem-se com o jornal, perdiam leitores, perdiam receitas e as empresas iriam começar a investir menos e podia vir a fechar.
Concluímos então que por muito que essas “seis” pessoas quisessem que dessem mais destaque a outros desportos, o que vende é que o interessa o a todos os órgãos de comunicação é terem lucro para não fecharem.
O jornalista Hugo Gilberto falou num assunto que eu nunca me tinha apercebido mas eu é verdade, o jornalismo desportivo trabalha muito com as emoções dos indivíduos, principalmente em qualquer circunstância mais no público masculino. Os jornais jogam com estes sentimento nas capas dos jornais, tanto pela positiva como pela negativa, atraindo o público para quem se dirigem.
Como qualquer especialização no ramo Jornalístico, o jornalismo desportivo também se dividi nos órgãos de comunicação, em dois tipos, nos órgãos de comunicação generalistas e nos órgãos de comunicação especializados.
Como é evidente as notícias de desporto nos órgãos de comunicação generalistas têm uma abordagem superficial, conta apenas o que é necessário e importante. Enquanto nos órgãos de comunicação especializados, nos três principais, a emoção é um aspecto muito mais retratado, exploram muito mais a notícia, dão muitas mais páginas, pois relatam todos os pormenores do treino, como estavam as caras dos jogadores, dos treinadores, quem corre mais quem corre menos, vão mesmo a todos os detalhes, fazem do treino quase um futebol.
Com estes órgãos especializados, vou falar dos jornalistas. Os jornalistas servem para noticiar, isto é, servem para sintetizar determinado assunto para o público, como o jornalista Hugo Gilberto disse “o jornalista é o representante do cidadão no espectáculo do mundo”. Nestes jornais o espírito de síntese é posto em causa, fazendo com que a síntese passa-se a análise no desporto.
Um assunto que foi referido nesta aula sobre o jornalismo desportivo é o facto de se a transmição de um jogo de futebol é informação ou entretenimento, isto não se sabe, o que é certo é que ainda bem que é feito por jornalistas, o que leva a que haja mais percepção em contextualizar, preparação, carga informativa e rigor. No meu ponto de vista pode haver o rigor de não cometerem erros na transmição, mas não há rigor em alguns casos tanto a nível de televisão como de rádio em demonstrar o seu agrado ou desagrado quando a sua equipa está a ganhar e quando está a vibrar por uma equipa está a perder. Isto claro na minha opinião de telespectadora ou ouvinte, quando ouço os comentários e mesmo na parte de gritarem o golo, podendo estar a dizer algo errado.
Mas como na vida nem tudo é fácil para o jornalismo desportivo também não o é, têm uns obstáculos chamados assessores de imprensa ou em relação ao futebol há os bloqueadores de imprensa. Bloqueadores porquê? Porque como a palavra indica bloqueiam o “caminho” para chegar aos jogadores, treinadores, fazendo com que sejam mais conhecidos os adeptos, os chamados porta-vozes dos sentimento do que os próprios jogadores e treinadores, porque é difícil os jornalistas conseguirem entrevistas com eles.
Finalizando, na minha opinião há certos assuntos no Jornalismo Desportivo de que referi e que aprendi nesta aula que nunca tinha pensado, se calhar por não ser este tipo de jornalismo que mais me cativa ou como não estando a trabalhar nunca me tinham surgido, mas agora depois de saber realmente há aspectos neste tipo de jornalismo e em todos que não passam para o público.  

 

 

               Tânia Aguiar


 
publicado por taniaaguiar às 19:49

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