Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

13
Abr 12

 

 

 

Década de 50, Estados Unidos da América. A crescente relevância da televisão no dia-a-dia dos cidadãos americanos e, também, o elevado número de simpatizantes do partido comunista dão origem a uma alargada perseguição ao partido “vermelho” (comunismo) e, por consequência, aos órgãos de comunicação. Proteger o país da ocupação comunista era o propósito do Senador McCarthny. No entanto, as obsessivas investigações e perseguições “atropelaram” os direitos e as liberdades civis. Embora julgasse que a maior parte dos americanos compactuasse com tal posição, havia um opositor. Edward R. Murrow, um prestigiado jornalista da CBS, denunciou todas as artimanhas levadas a cabo pelo Senador, descredibilizando-o. Desta forma, dá-se início a um confronto político, onde as ideologias das personagens estão presentes.

Quando terminámos de ver o filme, percebemos que este conduz-nos aos primórdios do exercício do jornalismo. Um tempo onde a publicidade se cruzava com a informação, um tempo onde não existia teleponto, um tempo onde os jornalistas emitiam opinião, conseguindo, até promover certos hábitos de vida, tais como, fumar.  Porém, apesar das práticas anteriormente enumeradas não coincidirem com as práticas estabelecidas pelo código deontológico, verificámos que, no decorrer da trama, existem pontos atuais. As várias pressões aos jornalistas estão presentes do início ao fim. Mas, o protagonista Murrow não cedeu à pressão e procurou exercer um jornalismo imparcial, objetivo e, sobretudo, isento, sem qualquer vestígio de influências políticas. Deste modo, o jornalista entra em conflito com o Senador, acabando por colocar em risco o próprio emprego, uma vez que a CBS perde lucros com a perda de patrocínios. A direção do canal tenta aliciar Edward a abandonar a investigação a que se propôs. O jornalista recusa, mas coloca em questão a viabilidade da mesma, questionando-se sobre a utilização de factos devidamente comprovados.

O direito de resposta está, também, patente nesta trama, pois o Senador tem oportunidade de se defender e justificar sobre os factos de que é acusado. O Senado opta, então, por investigar McCarthny, devido à tamanha relevância que o caso ganha, graças ao reconhecimento por parte de outros órgãos de comunicação de prestígio. Todavia, apesar do trabalho jornalístico ter sido reconhecido, a direção decide tirar o programa do horário nobre, de forma a desviar a atenção pública do caso.

Ano 2012. Portugal. Aqui, também nos deparamos com situações idênticas, dado que os meios de comunicação são chefiados por grandes grupos económicos. Objetivo principal: a obtenção de lucro. Muitas vezes, os jornalistas vêem-se obrigados a ceder a chantagens e publicar informação menos verídica, acabando por manchar e prejudicar a atividade jornalística.

Percebemos, assim, que a televisão tem capacidade para mover causas, mudar ideologias e opiniões. Basta utilizá-la de forma correta e não ceder a pressões e censuras, lutando, sempre, pela liberdade e imparcialidade. Deste modo, podemos perceber o porquê de classificarem os Média como o quarto poder. Por isso, só resta dizer: “Boa noite e… boa sorte.”.


Por: Ana Pinto

publicado por anavanessapinto às 11:42

Gostei muito deste texto!
Regina Machado a 13 de Abril de 2012 às 12:54

Nada mais actual.
Como estivador falo.
A verdade que não lhes interessa.
http://estivadeportugal. blogspot.pt
Anónimo a 28 de Setembro de 2012 às 22:24

Nada mais actual.
Como estivador falo.
A verdade que não lhes interessa.
Estivadores de Portugal a 28 de Setembro de 2012 às 22:27

http://estivadeportugal.blogspot.pt
Anónimo a 28 de Setembro de 2012 às 22:37

Abril 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
14

15
16
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


pesquisar
 
blogs SAPO