Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

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Através de uma narrativa, o filme mostra a trajetória de Ed Murrows ao confrontar e sempre questionar os métodos do Senador Maccarthy, que em 1953 perseguia a todos que tivessem contacto com a política de esquerda e nomeadamente o comunismo.

O filme mostra-nos um importante período histórico para os Estados Unidos da América e para a comunicação social, como é mostrado o dia a dia da redação da CBS, os pensamentos, atitudes, conflitos e até mesmo os questionamentos da própria consciência e, principalmente o preço alto pago pelos jornalistas para desenvolver um real jornalismo.

Ed Murrows inspirou, lecionou e ensinou. No seu discurso diz o que se está a passar na televisão. E se ele diz o que é de responsabilidade, apenas ele é responsável por dizer. A nossa história é o que fizemos dela.

O que está em causa no filme, é a liberdade de expressão, responsabilidade social, responsabilidade civil, ética, conhecimento por parte dos editores, repórteres, e equipas sabendo qual é a sua função na sociedade civil que é de investigar, denunciar, informar, esclarecer fatos, e fornecer conteúdos para a construção de ideologias, independente de qualquer regime de estado politico.

A preocupação com os meios de comunicação social, nomeadamente a TV, que está a iludir e isolar as pessoas. Por vezes o que é mostrado não é realidade, mas ficção e essa ficção tem o dom de iludir, existe os interesses nas parcerias entre a TV, as agências publicitárias, a publicidade, que financiam, ditam regras e pagam o que é que vai entrar na casa de uma sociedade.

A CBS, e toda a sua equipa têm os seus princípios políticos. E a grande critica é o que a comunicação social e quem faz a comunicação social, pode fazer numa sociedade. E a luta é para uma responsabilidade social, é determinante em todo o filme. Há diversos momentos de grandes desafios e pressões que Murrows e a sua equipa passa, há muita influência externa para estagnarem, tanto pela parte politica, como também por alguns concorrentes da comunicação social. A CBS que o filme mostra, é um meio de comunicação social em que não existem preconceitos, mesmo diante de um juramento de lealdade, dentro da CBS e a América.

Os editores dão a informação e querem que a comentem, que sejam discutidas as notícias, ou seja, a liberdade para que uma sociedade possa construir uma opinião pública e que a televisão não seja apenas uma caixa de luz e fios. O Murrows trabalha sempre indo buscar a sua consciência, a sua liberdade de pensar e trabalhar.

 

Conclusão: A liberdade de expressão para a comunicação social é um problema que está longe de ser resolvido, visto que este filme retrata os tempos da segunda guerra mundial e tanto esta época quanto aos dias atuais, é um fato, a “Liberdade de Expressão” quando não agrada aos poderes políticos, pessoas com poder ou patrocinadores (publicidade), esses tentarão de todas as maneiras parar, colocarem travões, ou até mesmo estagnarem a comunicação social. E isto é visto em quase todos os meios da comunicação social. A liberdade de expressão e a manifestação da opinião pública estão previstos na constituição da República. Atualmente é um direito adquirido.

A responsabilidade social é um ponto importante tanto para a credibilidade do media, tanto para o destino do jornalista, para entrar para a história da credibilidade e o Murrows e sua equipa mostra e ensina isto todo o tempo no filme.

 

Por: Patrícia Alves

publicado por patriciaalves às 18:54

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