Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

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Abr 12

 

A obra cinematográfica "5 days of war" da autoria de Reny Harlin descreve as vivências de um jornalista de Guerra, Thomas Anders,  e do seu repórter de imagem, Sebastian Ganz, no período de Guerra vivido na Geórgia devido à invasão da Rússia em 2008. Os audaciosos e destemidos, conseguiram testemunhar e filmar os mais terríveis crimes enquanto lutavam pela suas sobrevivências em lugares inóspitos e isolados trespassados por tiros e pela morte.

 

É na possibilidade de transmitir uma história em clima de conflito, característico da guerra, que levou estes jornalistas aventurarem-se em cenários preenchidos de pânico. A ambição de relatar acontecimentos com intuito do Mundo se manter informado dos avanços da guerra, influenciando, consequentemente, o quotidiano dos envolventes directos e indirectos poderá, eventualmente, ser subordinada a poderes sociais, por questões políticas ou económicas . Foi o que aconteceu com Thomas Anders. Na oportunidade de enviar as suas reportagens recebeu uma negação  no acesso à transmissão. Os editores justificaram a recusa com o desinteresse do público referente à realidade vivida na Geórgia, utilizando a transmissão dos Jogos Olímpicos como forma de ocupar grande parte da programação.

 

A velocidade e a pressão simbólica do clima de alarme limita o tempo de analisar com rigor o material que tem ou não valor de notícia e até que ponto se justifica a trasmissão de imagens violentas que poderão agredir a susceptibilidade do público, tal como também a segurança dos expostos. Esta é a problemática que Sebastian Ganz confronta usando Tatia como foco principal da sua reportagem. É na opção por um jornalismo sensacionalista, apelando a dor de uma rapariga perdida na procura da sua família após o casamento da sua prima ter sido alvo de um bombardeamento,  que o repórter encontra a solução para a possível transmissão das suas imagens, uma vez que este tipo de jornalismo apela um maior número de ouvintes para um problema.

 

Tendo em conta a falta de protecção dos jornalistas e restantes profissionais da área de comunicação presentes nos países em guerra coloca-se a questão se é um privilégio presenciar tal acontecimentos ou considerar uma verdadeira prova de vida.

 

Edgar Alves

publicado por edgaralves às 22:20

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