Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

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Mai 12

     A crise que hoje o país atravessa impulsionou uma autêntica “corrida ao ouro”.  O comércio ligado à venda de ouro aumentou em Portugal 55,5 por cento em 2011 em relação ao ano transacto. A grande maioria são negocios por conta própria mas já existem actualmente redes nacionais de franchising de comércio de ouro.

 

 

                                                                                                                                        As lojas de compra e venda de ouro invadem o país de Norte a Sul

   

   Historicamente podemos observar que em épocas de crise há sempre um negócio que emerge. Na que estamos a viver há um que tem crescido num ritmo alucinante: o da compra e venda de ouro.

   Na Rua de Santa Catarina do Porto, uma das mais agitadas da cidade , quem passa tropeça facilmente em lojas directamente associadas a este negócio. “Aqui a concorrencia é enorme. Só nesta rua temos cerca de 15 lojas de compra e venda de ouro” afirma Filipa Semedo proprietária de uma ourivesaria. “Naturalmente vieram prejudicar o negócio das ourivesarias desta zona” desabafa.

   Esta rua  do centro do Porto não é mais do que um espelho daquilo que acontece no resto do país que tem assistido a uma rápida expansão do negócio de Norte a Sul. A explicação para este fenómeno prende-se principalmente com a crise nos mercados bolsistas que consequentemente, elevaram a cotação do ouro para máximos historicos tendo como efeito uma nova tendência: o aumento das lojas da especialidade.  Segundo dados da Imprensa Nacional Casa da Moeda, surgem em media  quatro novas lojas por dia.

   Como recurso para combater as dificuldades, cada vez mais portugueses recorrem ao ouro que tem em casa encontrando assim uma bóia de salvação, o que segundo Rui Neves, ourives na cidade do Porto, explica o “boom” deste negócio . “Como  sabemos o país está a atravessar tempos difíceis e o ouro é encarado como um refúgio pelas pessoas”. Segundo o empresário “É fundamentalmente daqui que advém as casas de ouro em grande escala, porque é oportuno para aquelas pessoas menos escrupulosas que vão comprando peças de ouro a baixo custo e como está a valorizar imenso, conseguem registar lucros signifivativos”

 

Rui Neves , proprietário de uma ourivesaria na cidade do Porto 

 

 Exportaçao do ouro

 

   Grande parte do ouro adquirido por este tipo de lojas é comercializado para o estrangeiro, como refere Rui Neves. “Sabemos de antemão que o ouro que compramos hoje em dia não fica cá em Portugal. A Alemanha e os países de Leste, neste momento , são os países que compram mais.”

   No ano passado Portugal foi dos países que mais exportou este metal precioso. Estima-se que tenham sido exportadas 13 toneladas de ouro, que se materializaram num disparo de 140% das exportações do ouro, dados estes que revelam o aumento do protagonismo deste mercado no seio da economia portuguesa.

 

 

 

Os portugueses têm se desfeito do seu ouro para combater a crise 

 

 Escassa fiscalização

 

   Notícia publicada no Jornal de Noticias, revela que uma parcela muito significativa do ouro furtado e roubado em Portugal tem como destino os diversos estabelecimentos de comércio de ouro espalhados pelo país . A falta de uma fiscalização rígida tem sido uma das principais críticas a este mercado.

  Neste negócio , como noutro qualquer existe um código que regula a actividade . Porém, em grande parte devido á concorrencia asfixiante , o processo não é cumprido na totalidade como denuncia Rui Neves .“A policia  é forçosamente obrigada a tomar conhecimento de todas as nossas vendas e compras. Agora se todos o fazem, isso é que eu tenho duvidas.” Esta falta de fiscalização , revela-se um furo aproveitado para a circulação de ouro roubado e clandestino.

   Os assaltos são precisamente um dos principais medos que assolam quem trabalha no meio . Quem está a frente destas lojas tem receio de dar a cara , consequência natural das inúmeras noticias que dão conta dos assaltos a este tipo de lojas. “Poderão querer ou não dar a cara,  porque ao mostrarem-se vão dar o conhecimento de quem é a pessoa que está por trás, e hoje em dia vemos que a vaga de assaltos não para e não queremos ser vítimas também” afirma o ourives.

  Contudo o negócio vai de vento em popa e os portugueses vêem aqui uma oportunidade para enganar a crise levando á letra o ditado popular : Vão se os anéis e ficam os dedos.

 

 

Tiago Alexandre

publicado por tiagoalexandre19 às 23:47

E não param de aparecer o raio das lojas... Não tenho duvida que sejam bastante rentáveis, mas a verdade é que é uma pena qu existam! Creio que terá sido um dos factores mais importantes para o aumento dos furtos a casas :(
imprimir cartaz a 2 de Agosto de 2012 às 11:33

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vendaecompreaki.com a 15 de Setembro de 2012 às 11:17

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