Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

05
Abr 13

 

LUÍS HENRIQUE PEREIRA

 

No passado dia 3 de Abril, foi à Universidade Lusófona do Porto, Luís Henrique Pereira, autor e apresentador do programa  “Vida Animal em Portugal e no Mundo” da RTP. O autor foi um dos convidados do jornalista e também Professor na Universidade Lusófona, Daniel Catalão. Na cadeira que lecciona, “Jornalismo Especializado”, o Professor convidou Luís Henrique Pereira com o intuito de dar uma palestra sobre a sua especialização – área ambiental.

 

Luís Henrique Pereira é o autor e apresentador do primeiro programa da história da televisão portuguesa de produção nacional e em continuidade sobre a vida selvagem “Vida Animal em Portugal e no Mundo”. Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Fernando Pessoa, é também Jornalista desde 1989. Iniciou-se na rádio Renascença, passando pela também pela  RFM e rádio PRESS.

 

PRÉMIO FAPAS

 

Recentemente, no passado dia 27 de Março de 2013, Luís Henrique, recebeu o prémio FAPAS (Fundação para a protecção dos Animais Selvagens) pelo “Documentário Natureza” ao programa “Vida Animal em Portugal e no Mundo”. A cerimónia que decorreu no Parque Biológico de Vila Nova de Gaia, distinguiu o jornalista e a RTP. Segundo o Professor Doutor Paulo Talhadas Santos, Director do FAPAS - “O programa de Luís Henrique veio preencher uma lacuna que ao longo deste anos não existia em Portugal, e  tem mantido a qualidade com o apoio cientifico e com uma divulgação muito boa do nosso património, e da nossa biodiversidade.” Para Elísio de Oliveira, Director do Centro de Produção do Norte da RTP, a produção deste programa enche-o de orgulho, “para nós, profissionais da RTP, este prémio enche-nos de orgulho, porque não há muito jornalismo ligado a esta temática, e tê-lo no porto, é para nós um orgulho enorme”.

 

PALESTRA NA UNIVERSIDADE LUSÓFONA DO PORTO

 

Na palestra que concedeu à Universidade Lusófona, Luís Henrique afirmou “É sempre bom saber que o nosso trabalho é reconhecido..nunca é demais. Quem disser o contrário, falta à verdade, certamente.”

 

Desde pequeno tive sempre interesse na vida animal, e tive sorte em ter herdado uma biblioteca que continha um grande número de obras de autores naturalistas  desta temática. Fiz uma leitura intensiva, o que me permitiu obter ferramentas para ir mais longe..Com o novo paradigma social, em que tudo é diferente, estas ferramentas são-me ainda hoje muito úteis”, explicou no inicio da palestra onde fez uma breve apresentação de si mesmo.

 

Aquando da conversa com os alunos, destacou duas reportagens que fez.
A primeira, “ANIMAIS NA PRIMAVERA”, que mostra o renascer da vida selvagem na primavera, entre insectos e mamíferos. Revelou imagens captadas no Centro e Norte do país, dando destaque ao Vale do Mondego e Douro Internacional. Segundo Luís Henrique, “os insectos são o sustentáculo de toda a vida. Para conseguir esta narrativa de imagens foram precisos meses de trabalho, de idas ao terreno, para minutos em televisão.”

 

A segunda reportagem GRANDES CETÁCEOS NOS AÇORES”, mostra os grandes cetáceos ao largo do Pico, nos Açores. “Para mim qualquer documentário é apaixonante e é um género que privilegio. Tento sempre levar o espectador ao cenário e nunca o cenário ao espectador. Penso que com os planos de grande promenor desta reportagem, tais como a cabeça do cachalote, ou a baleia azul, consegui que o espectador sentisse. As minhas aparições aqui, chamadas de vivos, têm uma razão lógica de ser. Penso que aqui os grandes mestres são os operadores da câmara e os animais os protagonistas” . “O texto nestes documentários é para ser dito, contado, e não lido! As pausas são fundamentais para respirar, para o espectador possa de facto sentir-se no local.”, acrescentou.

 Foi um mini documentário que alimentou vários serviços informativos da RTP, realçou no final do discurso.

 

Luís Henrique Pereira terminou a palestra dizendo que paixão e tempo são dois termos indissociáveis, mas que paixão está em primeiro lugar, “como em tudo na vida”, lembrou.

 

 

DADOS ESTATÍSITCOS:

 

  • 1 /4 dos mamíferos está em perigo de extinção
  • 13% das aves do mundo em série ameaça – mais de 2000 espécies
  • 1/3 dos anfíbios perigo de extinção – são ótimos bioindicadores
  • 70% de espécies de plantas ameaçadas (em algumas zonas do globo)
  • ¾ dos bancos de pescas esgotados
  • Mudanças climáticas podem levar 600 espécies de aves tropicais à extinção
  • As aves marinhas são o grupo de aves mais ameaçado do mundo. Das 346 espécies, (28%) estão globalmente ameaçadas
  • 35 espécies de aves marinhas encontram-se muito perto de atingir o mesmo estatuto
  • Ser humano é o “predador mais calculista”

 

http://bloguedoluis.blogspot.pt/

http://www.rtp.pt/programa/tv/p24746

Reportagem de Maria Girão Sá

publicado por Maria Girão Sá às 14:13

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