Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

05
Abr 13
Luís Henrique Pereira com uma Arara Escalarte na Amazónia Brasileira

 “Eu não sou um habitante do campo, nasci na selva urbana, infelizmente”, é assim que Luís Henrique Pereira se define. 


Jornalista há mais de 20 anos, licenciado em Ciências da Comunicação e um amante da natureza e     da vida animal, o jornalista faz o que mais gosta: divulgar a fauna e a flora em Portugal, através de documentários dedicados à vida selvagem.

Convidado por Daniel Catalão a dar uma aula sobre jornalismo ambiental e sobre a sua experiência enquanto reportér da “vida selvagem”, o jornalista da RTP, falou do seu contacto com os animais, do seu desejo de criança em querer descobrir os animais, dos episódios mais caricatos e abordou assuntos mais sérios como a falta de ética que existe na realização de muitos documentários sobre a vida animal.


 

"Desde muito cedo que procurava dentro dessa selva urbana capturar uns bichinhos para ver" e o jornalismo surgiu como uma segunda paixão. Foi nele que descobriu a possibilidade de se tornar num divulgador da vida e dos recantos selvagens que existem em Portugal e em algumas partes do mundo, mas também a possibilidade de contactar directamente com os animais. Como o próprio referiu, gosta de “levar o espectador ao cenário e não o cenário ao espectador”, porque é através desta máxima que o público vai conseguir absorver tudo aquilo que o documentário tem para mostrar. Na elaboração de um documentário sobre a vida selvagem, Luís Henrique Pereira reforça que é necessário perturbar o menos possível, procurar ver sem ser visto, sentir sem ser sentido, cheirar e apreciar sem ser cheirado e apreciado pelos animais selvagens e aqui cita Warren, ao dizer que “Mergulhar num ambiente selvagem sem estar escondido não vale a pena”.


Na preparação de um documentário relacionado com a vida selvagem, a ética está acima de tudo, mas o investigador da RTP considera que em muitos casos isso não acontece, não só porque não há um respeito pela fauna e pela flora, mas como também não há respeito pelo espectador, devido à manipulação das imagens. A divulgação destes retiros selvagens é importante para conscencializar as pessoas, porque tal como disse, “Nós somos o pior dos predadores, porque nós não temos inimigos naturais e não nos vemos integrados na própria natureza, julgamo-nos acima da própria natureza”.


 

 

Luís Henrique Pereira na Ilha de Santa Maria, nos Açores


Enquanto repórter afirmou que o caderno de campo é fundamental, e fez questão de partilhar com os presentes na aula o seu caderno, que o acompanha quando vai para o campo e para os espaços selvagens. Considera que “o caderno de campo é uma peça fundamental é lá que vão constar muitas das nossas observações, muitos dos nossos sentimentos no terreno”.



Ana Luísa Azevedo

 

 

 

 

publicado por luisaazevedo às 14:30

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