Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

17
Mar 10

                
Muda o tema, muda o interveniente. Desta vez foi Rui Baptista, editor de política na agência noticiosa LUSA, que brindou os alunos de Jornalismo da Universidade Lusófona do Porto com uma aula sobre o jornalismo político em Portugal. Além de nos contar um pouco sobre a sua vida profissional e a sua experiência enquanto jornalista, também nos transmitiu a sua opinião em relação a variados temas que marcam a actualidade política no nosso país.
 
                
Inicialmente, começou por expressar a sua insatisfação pelo facto de os jovens portugueses se interessarem pouco por política. Rui Baptista referiu que “os jovens hoje em dia não se interessam pela política porque dizem ser chato”, mas contrapôs esta ideia ao dizer que “talvez não sigam esta área porque é muito exigente”. Pelo que nos transmitiu este jornalista, para seguir a área de jornalismo político é preciso dominar a estética jornalística, e disse ainda que nesta área as palavras têm um peso extraordinário. No entanto referiu que “esta é das áreas do jornalismo mais compensadoras, não só a nível financeiro, mas também”.
                  Referindo-se à política em geral, Rui Baptista defendeu que a política tem a ver com as emoções. “A verdade é um valor supremo da política. Podemos enganar muita gente durante muito tempo, mas não conseguimos enganar toda gente durante todo o tempo. O poder é o maior afrodisíaco. Uns utilizam o poder para mudar o mundo, e outros servem-se desse poder para acompanhar a mudança do mundo. Para conhecer o carácter de um homem dêem-lhe poder”.
                No que respeita à relação entre a política e o jornalismo, vemos em grande foco na sociedade actual, várias questões ligadas às pressões exercidas por membros da política sobre os jornalistas. Rui Baptista não desmentiu que isso acontece, mas preferiu dizer que quem faz essa pressão está a fazer o seu papel, e que os jornalistas só têm é de fazer o seu trabalho. Para concluir, exprimiu ainda que “jornalismo e política não vivem um sem o outro, têm uma relação de amor e ódio.”
                Por último, o jornalista especializado em política falou um pouco do seu cargo actual caracterizando a agência LUSA como sendo o jornal dos jornalistas. Rui Baptista disse que “esta agência é a maior fonte de informação para muitos órgãos de comunicação portugueses”.
 
Hugo Ferreira

 

 

publicado por hugoferreirajornalismo às 18:53

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