Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

11
Abr 13

Paula Rebelo tem 37 anos e é jornalista há 16. Licenciada em jornalismo através da Escola Superior de Jornalismo está actualmente a trabalhar na RTP, Rádio e Televisão de Portugal. Antes disso, trabalhou no jornal “O Público” e, também, em algumas rádios. Agora, já com bastantes anos no exercício da profissão que, segundo a própria, sempre desejou ter, sente-se como “peixe no mar”. Numa aula aberta à Universidade Lusófona do Porto, ULP, a jornalista falou, não só do percurso que a marcou, mas, também, da actual área do jornalismo em que está inserida, o jornalismo de saúde.

 

Numa viagem marcada por episódios peculiares da própria profissão, desde o início de carreira até então, Paula Rebelo motivou todos os ouvintes a respeito do futuro de cada um, mas também do futuro do jornalismo e do que cada um pode fazer para isso.

Falando por metáforas ou números, já que o “jornalista adora números”, Paula confessou que, quando chegou à RTP era, somente, “mais um peixe no mar”. Fazia todo o trabalho que surgisse, nas mais variadas áreas, com o propósito de, mais uma vez, “chegar ao cardume”. Os tempos eram outros e, também por isso, a oferta era incontornavelmente maior. Contudo, fruto do trabalho árduo e da dedicação enquanto profissional, a jornalista conseguiu, depois de ter estado 5 anos na área política, “ingressar” na saúde. Ainda que não fosse um desejo, mas sim “por força das circunstâncias”, Paula Rebelo deixava de ser “mais um peixe no mar” e passava, então, a ser um peixe diferente em todo aquele oceano.

Enquanto área muita técnica, a profissional sentiu e abraçou esse desafio do jornalismo de saúde. Há cinco anos, através da Universidade de Medicina de Lisboa, concluiu o mestrado em Comunicação e Saúde, com o objectivo de se inteirar completamente desta nova área em que trabalhava. Após alguns sustos no início, marcados pela nova realidade de trabalho, a jornalista lida, agora, de uma forma natural com todos os acontecimentos. “Actualmente estou em blocos operatórios e já nada me arrepia.”

Depois de um retrocesso a alguns episódios marcantes na vida profissional, Paula Rebelo traçou uma linhagem sobre o jornalismo, de uma forma geral, mas, também, mais direccionado ao mundo da saúde. Segundo a própria, que tem como “velha máxima” no exercício da profissão “ traduzir, simplificar e ser interessante”, “a notícia é o oito e o oitenta”, “só o negativo e o excelente”. Para tal, para construirmos uma notícia, que tem necessariamente de vender, “temos de ter um caso”.

Jornalista a tempo a inteiro, em contacto constante com as fontes de informação, Paula admite que o lazer é só fora do trabalho. “Só leio livros nas férias, romances ou biografias, etc. No resto do tempo leio dossiers.”

 

Assim, no meio de tanto peixe e de tanta água, a jornalista Paula Rebelo conseguiu evidenciar o seu trabalho. Pegou em acontecimentos banais e deu-lhe um teor cada vez mais importante, ao produzir notícias “quase agendadas” de uma forma sincera e marcante. Estes métodos de trabalho, aliado a uma paixão natural, valeram-lhe, recentemente, uma reportagem premiada pela Sociedade Portuguesa de Nefrologia. 

publicado por Luís Miguel Costa às 15:19

Abril 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10

15
19
20

22
23
24
25
26
27

28
29
30


pesquisar
 
blogs SAPO