Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

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Mar 10

  

Apesar de haver tendência para se caracterizar a relação do jornalismo com a política como conflituosa, o jornalista Rui Baptista, não figura a situação dessa maneira. Numa altura em que se fala cada vez mais de liberdade de expressão, de censura, e pressões políticas, este jornalista diz-nos que desde sempre houve pressões por parte de gabinetes e de figuras políticas. O ex-editor de política da agência Lusa, argumenta que isso sempre aconteceu e acontece diariamente. No seu entender as pressões são uma integrante que fazem parte da relação entre o poder político e comunicação social. Hás quais passo a citar a seguinte afirmação, proferida por Rui Baptista “as pressões politicas são legais e legitimas”. 

Reflectindo, sobre esta declaração, a questão está em saber como lidar e como gerir essas ditas pressões políticas. De facto o trabalho jornalístico implica a existência de pressões, se não forem por políticos será certamente por editores, colegas de trabalho, instituições, etc. Sendo o jornalista também um cidadão da Polis, é também um ser politico no sentido de trabalhar com os assuntos do espaço público. O que lhe acarreta responsabilidades, que por sua vez têm como consequências as pressões. Assim políticos e jornalistas podem ser vistos como irmãos, pois têm como mesmo progenitor o poder. “Os políticos precisam muito dos jornalistas para o melhor e pior”, desabafa o jornalista. E o jornalismo politico quanto melhor souber filtrar a mensagem do político menos instrumentalizado será. Tal como irmãos guerreiam mas também partilham, atacam-se mas também se aproximam. Contudo se pensamos que a guerra, entre político e jornalista, é actualmente sólida, o político é então a “face oculta” dos chamados `spin doctors`. Susana Correia
 
publicado por sucorreia às 18:58

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