Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

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Na passada quarta-feira, dia 10 de abril, a aula de Jornalismo Especializado foi preenchida por Paula Rebelo, jornalista da RTP na área da saúde. Ela veio falar-nos da sua experiência e conhecimentos. Recentemente, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN), ganhou um prémio de jornalismo instituído para distinguir os melhores trabalhos aparecidos em televisão, rádio, imprensa e online sobre o seguinte tema: Doença Renal Crónica. Ela veio dar a conhecer melhor a sua profissão aos alunos do 1.º, 2.º e 3.º ano do Curso de Ciências da Comunicação e da Cultura. Esta sessão com a sua presença integrou-se no âmbito da cadeira de Jornalismo Especializado, lecionada por Daniel Catalão, também jornalista da RTP.
Paula Rebelo, antes de entrar para a RTP, onde já se encontra desde há 16 anos, passou pelo jornal Público e pela rádio. Conforme nos confessou, na RTP começou por fazer reportagens sobre os mais variados temas. Na altura, ela fazia um pouco de tudo e, conforme as suas próprias palavras, sentia-se “como um peixe no mar”, nunca pensando dedicar-se na televisão apenas a uma área específica, e muito menos à área de saúde, uma vez que nem suportava ver sangue. Hoje, já assiste a operações em blocos operatórios e consegue lidar com doenças raras. Agora já nada disso lhe mete aquela confusão que antes lhe metia. “Foram as forças das circunstâncias que me levaram a trabalhar nesta área” – diz ela. Tudo começou numa reportagem que teve que fazer num hospital. A impressão que então sentiu foi tal que a partir daí o bichinho e o interesse pelos temas da saúde foram crescendo nela cada vez mais. Há 5 anos, sentiu-se mesmo impelida a tirar o mestrado de Comunicação e Saúde na Faculdade de Medicina de Lisboa, para assim se sentir mais preparada para trabalhar e investigar na área do jornalismo de saúde. “Esse mestrado deu-me mais bases e senti que ele me foi muito útil. Ao mesmo tempo que o tirava, procurava assistir a palestras sobre o assunto e fazia (e ainda hoje faço) muita leitura sobre a temática da saúde”.

Paula Rebelo considera que é muito importante perceber minimamente desse assunto, porque a saúde tem pouca margem para erro, afeta demasiadas pessoas e é imprescindível respeitar sempre o doente e a sua doença.

Nas suas reportagens, Paula Rebelo põe todo o seu cuidado, uma vez que a saúde é um assunto com grandes interesses políticos. Ela dá especial relevância às fontes, certificando-se que elas são credíveis, de confiança, vastas e variadas. “Faço sempre 3 ou 4 telefonemas para confirmar a história” - declara ela.

Paula Rebelo preocupa-se também com a mensagem a transmitir, procurando que seja nova, relevante, chocante e interessante. É importante que a mensagem seja nova e que não se encontre já gasta, dizendo a propósito: “Aquilo que é normal não é notícia; a notícia tem que vender e, para isso, é necessário ser-se inovador. Na reportagem que me levou a ganhar o prémio, pensei muito, tentando fazer algo diferente e não maçar as pessoas sempre com as mesmas histórias.”

Toda a notícia é relevante, dependendo principalmente de quem fala, da possível polémica que essa notícia possa encerrar, do número de casos envolvidos e da sua novidade. “Uma notícia sobre política ou futebol no dia nacional do cancro, da sida, etc., é sempre mais polémica e mais vista”.

Todos os alunos presentes ficaram satisfeitos com a presença desta jornalista pelo que comunicou e pelo modo simpático como o fez.  

 

por: Diana Sanches

publicado por Diana às 23:44

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