Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

17
Abr 13

Resumo da Série Newsroom

 

The Newsroom é uma série de televisão norte-americana que retracta os bastidores de um canal de notícias fictício exibido pela emissora de Cabo Atlantis Cable News (ACN).

A série criada por Aaron Sorkin e exibida pela HBO centra-se essencialmente no trabalho jornalístico e na produção de um telejornal: o News Night. Will McAvoy jornalista já experiente era a priori o comando de um programa jornalístico bem-sucedido. Porém quando regressa de férias vê esta realidade alterada. Assim, Charlie Skinner (Sam Waterston), chefe de Will, decide formar uma nova equipa elegendo MacKenzie McHale (Emily Mortimer) como produtora executiva.

A restante equipa é formada pelos seguintes membros: Maggie Jordan (Alison Pill),produtora, Jim Harper (John Gallagher, Jr.), assistente de Mackenzie, Steve (Josh Pence), um dos produtores, Sloan Sabbith (Olivia Munn),analista económica, Thomas Sadoski como Don Keefer, ex-produtor do programa de Will e por último, Dev Patel no papel de Neal Sampat.

Esta é uma séria que mostra o quotidiano dos jornalistas e de um canal de televisão incluindo os problemas pessoais e profissionais, as inquietações o “stress” e todo o frenesim que isso acarreta na vida real.

The Newsroom invoca nestes 10 episódios da 1ª temporada temáticas bastante interessantes como é o caso do  vazamento de petróleo no Golfo do México, os problemas do governo Obama, a explosão da Primavera Árabe, Crise Europeia e o assassinato do maior inimigo americano, Osama Bin Laden.

A narrativa do 6º episódio é contada por flashbacks que nos mostram a visão de Wiil relativa a alguns acontecimentos nos quais perdeu o controlo. O próprio pivô narra os flashes de personalidade.


Sexto Episódio – Olhar jornalístico


O 6º Episódio do The Newsroom, Bullies, retrata aspectos que, do ponto de vista jornalístico, são bastante interessantes.

Inicialmente observa-se na série, a imagem de um jornalista experiente e com uma postura incontornável nesta área, Will. No entanto, o cansaço da vida pessoal de Will atrapalha-o também na vida profissional. Com isto quero dizer que, qualquer ser humano tem o direito de errar, mas uma carreira sólida e de sucesso como é o caso do Will pode ser posta em causa devido a um erro que, aparentemente parece pequeno mas, na verdade tem bastantes consequências quer para o jornalista quer para o Jornal. O papel da produtora executiva interpretado por Mckenzie foi, na minha opinião muito bem representando, dando uma imagem de preocupação com a pessoa em si (Will) mas ao mesmo tempo repreendendo o profissional e responsabilizando-o pela sua falha. Analisando sequencialmente, quando o pivô lê os comentários enviados pelos telespectadores fica bastante desagradado principalmente por serem comentários minuciosos de pessoas não identificadas. A atitude e o próprio diálogo do pivô alteram-se. Depreendo deste exemplo o facto de, “ para haver uma boa comunicação é necessário que haja feedback”.

Will é também a imagem de uma figura pública que para além disso trata/aborda assuntos polémicos. O pivô, como se vê na série, é ameaçado de morte e a asseguradora fornece um segurança para proteger Will. Estes tipos de situações são iminentes a qualquer profissional. O papel do jornalista é exactamente tornar público toda a informação que é relevante, pondo muitas vezes em jogo a sua própria segurança. No caso de Will é um pouco diferente porque o pivô não se limita a apresentar factos mas a opinar sobre o tema em questão o que torna a situação ainda mais complicada para o lado do pivô.

Esta questão da segurança do jornalista e dos comentários que são publicados nos sites dos jornais ou dos próprios jornalistas são também uma abordagem e um conceito que se tem vindo a difundir. Dia após-dia são cada vez mais as pessoas a aderirem às redes sociais e a todo o universo internauta. Isto significa que as pessoas acompanham a “par e passo” toda a informação que é constantemente actualizada nos sites e tornam-se comentadores dessa mesma informação. Quer isto dizer que, está ao dispor de qualquer pessoa opinar, opor-se, defender, contradizer, elogiar a informação do jornalista através do comentário. Esta intervenção do público pode, por um lado, ser vantajosa, criando interacção no site, como, por outro lado, sujeitar o jornalista a “apreciações menos agradáveis”, como foi o caso da ameaça sofrida por Will.

A personagem Sloan interpretada por Olivia Munn remete também para uma situação muito cursiosa que tem que ver com as informações dadas em “off the record”. Sloan teve acesso, através de uma fonte conhecida, a dados relativos aos reactores do japão, no entanto, esta informação não foi transmitida oficialmente o que significa que, a jornalista não poderia torna-la pública uma vez que não tinha forma de a sustentar. Para além disso a jornalista não seguiu o alinhamento previsto, tomou uma atitude de independência face à equipa e ultrapassou a tradutora questionando directamente o entrevistado japonês.

A atitude de Sloan pôs em causa o trabalho de jornalista naquele canal e a jornalista sofreu várias consequências. Em dez segundos após terminar o programa, Charlie, o chefe, procurou Sloan e reprendeu-a em frente a toda a redacção afirmando que a jornalista deturpou a informação e partilhou dados sem ter provas do que estava a dizer.

Como forma de honrar e limpar o nome do jornal e da própria jornalista, Sloan teve de mentir num noticiário, desmentir a informação dada e desculpar-se, criticando a sua própria inteligência e eficiência.

A observação de situações semelhantes às visualizadas na série (jornalismo) podem ser o ponto de partida para um momento de reflexão e até questionamentos éticos e deontológicos como retractei ao longo deste trabalho.


Trabalho realizado por: Marta Sobral


 

publicado por On-and-off às 20:09

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