Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

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Stanislav Ferdov, doutorou-se em 2005 na Academia de Ciências da Bulgária (Sófia), no Laboratório Central de Mineralogia e Cristalografia. No mesmo ano, partiu para Portugal onde começou um Pós-Doutoramento no centro de Investigação em Materiais Cerâmicos e Congénitostos (C.I.C.E.C.O.) na Universidade de Aveiro.

 

 

 


Em 2008 ganhou uma posição como investigador auxiliar no departamento de Física, da Universidade do Minho. Deste trabalho, resultou o desenvolvimento de uma nova linha de investigação incluindo a síntese, modificação e aplicação dos materiais porosos. Estes materiais têm aplicações bem conhecidas na área da física e da química, por exemplo, optoelectrónica, catálysis, baterias, materiais magnéticos, entre outros.

 

Acidentalmente e em colaboração com a Academia das Ciências da Bulgária, o material desenhado e preparado pelo investigador, revelou uma aplicação sem precedentes na área dos materiais microporosos. "A descoberta resultou de uma investigação feita, por acaso, pois o objeto inicial era na área do meio ambiente, mais concretamente em relação à purificação de águas contaminadas. Contudo, depois de alguns testes in vitro, surgiu uma aplicação inesperada que abriu um caminho novo na família dos materiais microporosos", explica o investigador. Pode ver aqui a reportagem televisiva, "Avanço na luta contra o cancro".

 

Sem afetar as células saudáveis a substância chamada Zn-ETS-4 reduz certos tipos de cancro em 95%. Assim, "esta descoberta não significa apenas, uma oportunidade para desenvolver novas substâncias médicas na luta contra o cancro, mas também abre um nova linha de investigação que liga a classe dos sólidos porosos com a oncologia". O investigador considera que, "a novidade aqui é a seletividade, de fato, o material apanha as células de cancro sem danificar as células saudáveis". Desta forma, o silicato de titânio não é tóxico para o nosso corpo, como explica Carlos Tavares, chefe do Laboratório da Universidade do Minho:


 

 

 

 

Este avanço científico representa mais um passo na luta contra o cancro, a descoberta foi publicada sem correções, no dia 28 de Março, em Inglaterra, na Revista Royal Chemical Society (RSC Advances). Este reconhecimento pela Comunidade Científica significa para o investigador "uma recompensa muito grande".

 

Contudo, a crise afeta também a área da ciência e tecnologia, colocando a ciência portuguesa atrasada a nível internacional. Este ano, a Fundação para a Ciência e Tecnologia não vai abrir concursos para projetos de investigação o que afetará, negativamente, o desenvolvimento deste material, uma vez que que adia a implementação real do material na indústria farmacêutica.

Apesar da falta de financiamento para 2013, Stanislav Ferdov espera que em 2014 a Fundação para a Ciência e Tecnologia, abra novas candidaturas para estes projetos, para que o investigador possa desenvolver a sua nova linha de investigação.



Trabalho realizado por: Alexandra Alves




 

publicado por xanaalves às 21:49

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