Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

17
Mar 10

Jornalismo Político

 

 

"Mentir ou não mentir é muito importante"

 

É na política que o uso das palavras é a arma mais poderosa de todas as outras. Por mais que seja uma pequena palavra, o seu significado pode ser imenso, e os jornalistas que escrevem sobre politica são uns constantes "avaliadores" de cada palavra.

Como disse, Rui Batista, jornalista politico e comentador na RTP e RTP-N, "as palavras têm um poder extraordinário" no mundo da politica, por isso mentir e ser-se descoberto é o maior erro que um político pode cometer, exemplo disso é o Presidente Nixon, dos EUA.

Segundo o jornalista, hoje em dia, existem "dois nichos de mercado: o jornalismo económico e o jornalismo politico". Contudo, os jornalistas politicos em Portugal são vistos pela sociedade de uma forma mais negativa do que positiva. Há pessoas que consideram que a comunicação social é um importante incentivo à sociedade, para que o cidadão seja mais activo na politica, outras pessoas acham que os media servem para esmiuçar os políticos. Mas, "os poderes misturam-se", ou seja, "não podem viver um sem o outro".
O jornalismo político português continua a imediatização, onde os políticos normalmente se destacam mais pela controvérsia do que pela informação. Exemplo disso, é o que se passou na cerimónia onde um "spiker" trocou o nome José Sócrates por "José Trocas-te", o caso da Manuela Moura Guedes, ou o mais recente caso do Mário Crespo e teríamos uma lista longa de casos onde o jornalismo atacou a política e vice-versa. 
O caso do Mário Crespo, esteve em todos os meios de comunicação, mas não era essa a intenção que Jornal JN teve em mente, ou seja, não publicou o seu artigo de opinião por alguma razão óbvia. Talvez, na minha opinião, por ser um assunto que tratava sobre pessoas importantes no nosso país e por estarem exactamente na política. O JN devia ter publicado o artigo de opinião, pois não era nenhuma noticia, e provavelmente não teria causado tanto impacto. Não obstante, não percebi porque o Diário de Notícias lançou um artigo sobre o caso das escutas e o JN não lançou um artigo, já que são do mesmo grupo. Será apenas uma questão de política? E onde fica o jornalismo cívico?
Este género de jornalismo sempre será uma área de controversa na política. E é preciso ter-se instrução, já que é uma área exigente, mas sempre se torna a longo prazo, uma área "compensadora a nível pessoal e profissional".
                                                                                                                                Luana Barbosa
 

 

 

publicado por luanabarbosa às 18:09

Março 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
12
13

14
15
16
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30
31


pesquisar
 
blogs SAPO