Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

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Mai 13

Já lhe aconteceu pensar que está a ser perseguido? Ligar uma televisão ver uma cara, entrar no carro e ouvir a voz da mesma pessoa ou, até, viajar pela internet e ser, mais uma vez, bombardeado com comentários ou informações dessa mesma pessoa? Pois bem, essa situação é possível com Álvaro Costa, jornalista da RTP.

“Hoje, com a tecnologia que usamos, somos meios de comunicação.”

 

 

A frase é do mesmo jornalista, Álvaro Costa, aquando de uma aula aberta à comunidade universitária na Lusófona do Porto, na passada quarta-feira, 22 de Maio. Com um ar natural e completamente descontraído, o jornalista da RTP, de 53 anos, proporcionou uma viagem “atribulada” por todo o seu vasto trabalho. O “comício”, esse, decorreu de uma forma bastante relaxada e em jeito de conversa informal. Se nos perguntarmos, a nós e até mesmo aos outros quem é Álvaro Costa, a resposta será, tendencialmente, a mesma: “é o da liga dos últimos.” A verdade é que, apesar de segundo o jornalista, “a liga dos últimos foi o Santo Graal da minha reconstrução”, o seu reportório fala mais alto que somente “o programa cultural”, do povo, que vibrava com o futebol.

A sua tremenda variedade de conhecimento, junto com uma comunicação fluida e, de certo modo, desconcertante – no bom sentido, claro -, permitiu-lhe alargar a sua área de trabalho entre os demais temas: música, desporto e tecnologia. O programa “Bons rapazes”, na Antena 3 ficava ao encargo do jornalista que, em conjunto com Miguel Quintão, em Lisboa, deliciavam os ouvintes com duas horas de novidades e sucessos musicais; No futebol, apesar de ser um adepto confesso, e “gostar muito do jogo”, opta por uma postura mais neutral. No programa “Grande Área”, da RTP Informação, o jornalista é responsável pelo “programa B”, uma espécie de extensão ligada à tecnologia, seja nas redes sociais ou noutro formato qualquer.

A variedade e conhecimento são duas das principais armas que o jornalista tem em seu poder. Apesar disso, a sua inspiração está “nas leituras ou conversas com a nova geração.” Com a preocupação de ter, sempre, “um pé na deontologia e no rigor”, Álvaro deliciou, cativou e motivou a plateia da Universidade Lusófona.

 

“O futuro [da comunicação] é brilhante.”

 

Actualmente, o jornalista é responsável pelo programa “Portugal 3.0” mas, contudo, tem diversos projectos futuros. Explicando à plateia que, basicamente, até a “Joana-Tv” pode existir, o jornalista falou dos seus trabalhos futuros, relacionados com um canal de televisão da era digital, a AC.TV.

De uma forma geral, é enriquecedor para qualquer estudante, seja, ou não, da área da comunicação, lidar de perto com profissionais tão mediáticos e experimentes. Sucintamente, mais do que aprender segundo linhas orientadoras ou traços de aprendizagem, o conhecimento é transmitido a partir de experiências vividas e transmitidas aos que, no futuro, gostavam de passar por isso.

 

fotografia de Renato Cruz Santos, retirada do facebook oficial do jornalista

 

Luís Miguel Costa

publicado por Luís Miguel Costa às 16:20

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