Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

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Mai 13

“Ser do Porto cria uma espécie de ADN mental, uma atitude granítica que, por exemplo, nos pode ser muito útil para enfrentar grande desafios: quando estava no meu exílio, sempre que ia contra um poste dizia para mim mesmo que eu era um cidadão do Porto”.

 

Homem do Norte comunicador, radialista, apresentador de televisão e entretainer , Álvaro Costa, veste também , por vezes, a pele de disco jokey.

 

Álvaro Costa é um privilegiado orador e uma figura marcante dos meios de comunicação em Portugal.

 

Rádio Goodfellas, na Antena 3, Álvaro com, na Antena 1, League, na RTPN/RTP1 e Top dos Tops, na RTP Memória, são trabalhos que se destacam no seu vasto currículo profissional.

 

O convidado de Jornalismo Especializado da Lusófona do Porto sentiu-se como o peixe na água rodeado de jovens e promissores jornalistas e quiçá radialistas, comentadores ou apresentadores e, até aconselhou: “acreditem sempre que as coisas podem mudar e nunca desistam”.

 

“Vivemos numa época muito fragmentada. Para mim é indiferente que as pessoas ouçam no carro, em casa ou no computador. Podem ouvir no dia seguinte através do podcast, no Youtube ou no telemóvel. Vivemos numa época da cultura do híbrido. Cabe ao comunicador entender isso, mais do que estar num púlpito, deve estar Cnuma floresta. O comunicador, hoje, não tem a mesma superioridade que tinha antigamente sobre o interlocutor ou ouvinte, uma vez que este está muito bem informado”, refere Álvaro Costa.

 

Segundo este comunicador, a velocidade da comunicação e a explosão do Facebook são fatores fulcrais para esta mudança contínua que a sociedade atravessa. Álvaro Costa explicou também que as redes sociais são cada vez mais usadas para comunicar e partilhar informação, daí o comunicador ter que ser multifacetado.

 

“Sinto que sou um dos últimos proprietários da liberdade de poder comunicar. Criou-se a ideia de que sou um fala barato. Mas sou, acima de tudo um ator que estuda bem os seus papéis e que tenta dentro dos seus conhecimentos e experiências, ajustá-los a cada objetivo. Tem a ver com o facto de ter crescido num período em que a especialização era uma consequência e não um fim. Hoje, nascem especialistas e eu fiz de tudo antes de chegar aqui. Houve uma altura em que foi excessivo. Hoje, sou mais conciso e mais objetivo. Em tempos, disse que se o mundo acabasse, a notícia só seria dada mais tarde… exagerei. Sou especialista em sound bytes. É preciso sentido de humor e eu defendo o exagero como meio para chegar a um ponto lúcido”, Álvaro Costa autorretrata-se.

 

O passado já lá vai, Álvaro Costa nas plataformas digitais tem no ar o ACNN, magazine onde cruza toda a cultura pop contemporânea. Mais do que ninguém, é dos que acredita que o maior microfone pode estar na net, embora tenha sido dos últimos aderir ao Facebook.

 

Num futuro próximo, imprensa, rádio e televisão, fundir-se-ão disse Álvaro Costa, em tom de conclusão.

 

Para este apresentador, os Meios de Comunicação fundem-se ,pois há uma interligação para incluir pessoas. Estamos diante de uma fase de fusão mediática que dará um passo importante para outra época da comunicação e que, por isso, é o momento de reprogramar, de reinventar.

 

Como refere o nosso orador, não podemos ficar de braços cruzados.

 

À medida que os progressos tecnológicos na área da comunicação atingem enorme grau de evolução, a tendência é os veículos de comunicação se tornarem mais especializados.

 

 

 

 

Trabalho realizado por : Maria João Domingues

publicado por mariajoaodominguesblog às 23:30

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