Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

17
Mar 10

 

O jornalista tem de ser exigente e estar um passo à frente

 

 

O jornalismo político, constata Rui Baptista que esteve hoje na Universidade Lusófona do Porto a falar sobre o tema, é uma opção pouco seguida pelos os estudantes da área. A principal explicação, ainda na opinião de Rui Baptista, deve-se ao grande nível de exigência deste tipo de jornalismo. 


Todo o jornalismo tem a obrigação de ser feito com exigência, objectividade e verdade. A política não é um caso especial. A influência que a mesma tem em diversas áreas da vida de cada um é que sobe esse nível de exigência para o jornalistas que trabalham na área. Cada palavra, cada frase publicada na imprensa, tem muito poder, impacto e é lido/visto por muitas pessoas. Um mal entendido pode demorar dias a ser desmentido. Uma palavra por mais pequena que seja pode  

 alterar totalmente o significado de uma ideia ou declaração. Muitas vezes um erro ou deslize em política pode representar o fim de uma carreira em jornalismo.

 

Para além deste cuidado com a verdade da mensagem transmitida, o jornalista também tem de ter um “grande domínio das técnicas jornalísticas”, como Rui Baptista explicou, o jornalistas no inicio das declarações, conferências de imprensa, discursos, tem de ser capaz de descobrir o lead do que vai ser a sua notícia. O jornalista tem desde o início conseguir perceber o que é que tem ou não valor de notícia e para a notícia.


Os políticos percebem este poder ou o valor de verdade que a palavra ganha num jornal. Percebem também que precisam dos jornalistas para fazer passar as suas mensagens. Rui Baptista caracteriza esta relação entre jornalismo e política como uma “relação de amor e ódio” pois não podem viver um sem o outro apesar das desavenças. O jornalismo e a política são partes do mesmo jogo. Um jogo que ambos conhecem as regras e onde todas as jogadas têm contrapartidas.


Estas relações podem-se traduzir muitas vezes em pressões por parte tanto de uns como de outros. Mas o que é fazer pressão? É legítima? É legal? Rui Baptista respondeu a todas estas questões. As pressões sim são legais e sim são legítimas. Os jornalistas fazem pressões junto dos assessores ou junto dos próprios políticos para obter informações. Por sua vez os políticos fazem pressões para transmitir determinada mensagem. Muitas vezes pode trata-se apenas de um direito de reposta de quando algum político se sente lesado ou mal interpretado numa notícia.


O mais importante ou pelo menos importante é o facto de todos, jovens, adolescentes, adultos ou idosos, todos se deverem interessar pela política. Independentemente da profissão todos devemos exercer a nossa cidadania, sermos homens da cidade, homens da polis, da política. 

 



Sara Cardoso

 

publicado por sararncardoso às 23:39

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