Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

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Mar 10

 

 
O nosso segundo convidado da cadeira de Jornalismo Especializado foi Rui Baptista, comentador e jornalista especialista no tema da nossa aula: Política.
O jornalista começou por perguntar quantos de nós gostaríamos de seguir esta área. Ao que uma minoria respondeu positivamente. Facto que não estranhou o jornalista pois “já desde o tempo de Eça de Queirós que muitos achavam que os políticos eram uma “nódoa””, refere. “Nos tempos que correm sucede o mesmo, especialmente com os jovens que consideram o jornalismo político muito chato, mas também muito exigente” porque requer uma atenção redobrada e que andemos sempre “com os médios ligados”.
Rui é apologista de que, apesar da exigência, a área da economia ou da política são bons “nichos de mercado” na medida em que “são áreas compensadoras do ponto de vista pessoal e financeiro”. A verdade é que, “quer queiramos ou não, a política está presente em todo o lado” e “tenho pena que os jovens se desinteressem por esta área ou que sintam vergonha dos seus políticos”, diz Baptista. Na sua opinião “devemos ter orgulho da política do nosso país”, argumentando que “em 36 anos fizemos o que a Europa não fez em 200”: democratizar e evoluir. Quando questionado se existem pressões políticas sobre os média Rui responde claramente que sim, que essas “são normais, legais e legítimas”, pois “o que é de mais é moléstia”, acrescenta. O jornalista tem “certas dúvidas” de que o jornalismo possa ser ainda considerado o actual quarto poder.
 
A política e os média mantêm “uma relação de amor e ódio”, no entanto, e ao contrário do que possamos pensar, “os políticos não podem viver sem o jornalismo e muitas vezes tentam até seduzir estes profissionais da comunicação social”, conclui Rui Baptista.
 
Carla Coelho
 

 

publicado por carlacoelho às 00:55

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