Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

07
Abr 10

 

Hoje falamos no jornalismo digital como um novo jornalismo. Ou como uma nova área especializada no online. Mas para se falar neste novo jornalismo apontemos a sua existência à internet. Desde a existência da rádio em 1887, passando pelo surgimento da televisão, até à Arpanet, em 1969, a internet entra no séc. XX, e impõe-se ate aos nossos dias. Começa-se a fazer novas experiências e surgem os primeiros sites pensados para a publicação de informação na Web. Hoje estamos no séc. XXI e aos olhos do público em geral esta área é nova, é recente. Mas aos olhos de alguns profissionais da comunicação que foram pioneiros neste campo como por exemplo Manuel Molinos, jornalista do Jornal de Notícias, o jornalismo digital, feito para a Web, já é passado.

 

Hoje as plataformas mobile são os meios, através dos quais pretendem chegar a novos públicos. Contudo, em Portugal o jornalismo digital ou Web jornalismo ainda está a dar os primeiros passos. Só agora é que algumas redacções se estão adaptar. Só agora é que os jornalistas da geração do papel estão a receber formação na área digital. Nas universidades estão a começar a ser introduziads unidades curriculares em Webjornalismo. Estão-se a dar os primeiros passos. Porque assim os estão a exigir as novas tecnologias.

E como dizia Camões”mudam-se os tempos mudam-se as vontades”. Mudam-se os hábitos e os comportamentos. Muda-se os olhares do papel para o ecrã, e do computador para o telemóvel (Iphone).

 

“Muda-se o ser, muda-se a confiança”

O jornalista deixa de ser só o emissor para ser também o receptor. Os jornalistas deixam de ser os únicos produtores de informação para partilharem essa função com o público. As redes sociais chegam, não para substituir o trabalho dos jornalistas, mas para em paralelo funcionarem com ele. A notícia deixa de ser um produto acabado, como acontece no papel, para se tornar num ponto de partida, no on-line. Novas mudanças estão a acontecer aos poucos. Novas consequências para a sociedade também poderão surgir.

Para a classe jornalista surgem algumas reticências. Está em causa a reivindicação de uma profissão. Cidadãos, jornalistas, informáticos estão no mesmo barco a produzirem informação, em blogues, sites, redes sociais,etc. O jornalista corre o risco de ver o seu papel indefinido na sociedade. Mas não sejamos pessimistas porque “todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades”, Camões.

 

Susana Correia

publicado por sucorreia às 17:28

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