Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

07
Abr 10

Para muitos, o futuro do jornalismo, para outros, começa a ser olhado como já fazendo parte do passado. Esta foi para mim a grande questão levantada hoje, em mais uma aula de jornalismo especializado. Na Universidade Lusófona do Porto desta vez mais um convidado especial, o editor executivo do Jornal de Notícias na secção digital, Manuel Molinos.

O tema desta vez foi jornalismo digital e várias áreas deste assunto foram  abordadas.

Há quem diga que o futuro do jornalismo é aquele que é feito na Web, mas para o director do Jornal de Notícias essa forma de praticar jornalismo já é “passado”. Isto porque segundo ele, o mercado posiciona-se para novos suportes, apesar de ser preocupante o facto de algumas empresas ainda não dominarem aqueles mais “velhos”. O novo jornalismo começa a ser praticado por exemplo para o “mobile”, e começa a ser fundamental a presença dos jornalistas nas redes sociais (Facebook, Twitter, etc. ). Para Manuel Molinos este pode ser sem dúvida um futuro para o jornalismo mundial.

Manuel Molino disse que apesar de não acreditar no fim dos jornais em formato papel, provavelmente dentro de dez ou quinze anos, os jornais generalistas portugueses estarão reduzidos a um ou dois. Várias alterações têm sido observadas mesmo dentro das próprias redacções, como por exemplo o facto de cada vez mais os jornalistas terem de dominar vários programas tanto a nível de produção de texto, como a nível de edição de vídeo, som , imagem, entre outros. Outro tipo de alteração efectuada nos últimos tempos é a recente introdução de gestores de redes nas redacções dos jornais. A estes, fica facultada a tarefa de promover os jornais e as notícias através das redes sociais já em cima referidas.

Para finalizar foi também mostrada a página na Web do “EL Mundo”, e para o director do Jornal de Notícias este devia de ser um modelo a seguir pelas plataformas on-line em Portugal, pois na sua página contém uma secção à qual intitulam de “ORBYT” de perguntas a jornalistas, é fornecido o acesso a todas as publicações desse mesmo jornal, o acesso ao arquivo do jornal, e contém ainda por exemplo uma loja on-line de produtos comerciais. No entanto, tal como disse o director do “JN” muitos não podem apostar nisso devido à falta de condições financeiras.

 

Hugo Ferreira

publicado por hugoferreirajornalismo às 18:41

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