Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

13
Abr 12

 

 

 

 

 


O filme Good Night, And Good Luck realizado por George Clooney, descreve os primórdios do jornalismo televisivo, na América dos anos 50, centrado na tríade: Media (4º poder/ contra poder), Estado/Forças Armadas e Informação.

 

No filme existe o confronto de ideais entre Edward R. Murrow, um pivô pioneiro da estação CBS e o Senador Joseph McCarthy. Graças ao desejo do pivô e da sua equipa em comunicar os factos e esclarecer o público americano, os jornalistas vêem-se a braços com dilemas e questões de integridade e ética profissional, remetendo sempre para valores humanos e políticos que ainda hoje permanecem actuais.

 

Por um lado, surgem as pressões da empresa de comunicação, tendo de se impor a autocensura e as pressões económicas dos patrocinadores (ALCOA), que retiram o patrocínio. Por outro lado, os jornalistas enfrentam as pressões políticas, onde havia o medo das perseguições, para revelar aos telespectadores as mentiras e as estratégias levadas a cabo pelo Senador durante a sua “caça às bruxas” aos comunistas. É visível também, a discórdia entre as ideologias dos jornalistas.

 

Num ambiente de terror e represálias o chefe dizia: «Estamos todos no mesmo barco, tenho que informar os patrocinadores, senadores e a força aérea sobre a emissão da peça… porque o terror já se instalou nesta sala… Ao passo que o general avisava que a equipa da CBS devia: Reconsiderar passar a peça, pois é navegar por águas muito perigosas!»

 

Após a emissão do programa no qual Murrow desmarcara o Senador, os críticos jornalísticos elogiavam a coragem do apresentador, excepto o jornal O'Brien (conservador) que acusava a estação televisiva de estar conotada com a esquerda. A pressão exercida sobre o jornalista Murrow e sua equipa, mostra o quanto é difícil manter o equilíbrio e a liberdade de expressão nos media.

 

O direito de resposta e o contraditório estão, também, presentes neste filme, porque o Senador McCarthy tem a possibilidade de se defender sobre os factos de que é acusado. A discórdia agrava-se quando o Senador reage sem provas , chamando comunista ao pivô, mencionando inclusive: «Não me deixarei demover. Murrow é o símbolo, o líder e o mais esperto da matilha de chacais.» Todavia, Murrow e a equipa pagaram cara a sua ousadia e o programa foi transferido para um horário menos nobre.

 

Num tempo em que se vivia a Guerra Fria são ainda retratados na trama dois casos de afastamento das suas funções exercidas, por suspeitas de ligação ao comunismo. Um caso é o do Tenente M. Radulovick que foi convidado a abandonar a Força Aérea, devido ao seu progenitor ler jornais comunistas. Após a vinda do caso à praça pública, o Tenente foi reintegrado, visto que os “filhos não devem ser julgados consoante o rótulo que atribuíram aos pais”. O outro acontecimento que suscitou controvérsia na sociedade americana foi o caso de um membro feminino do FBI ter sido acusado de quotizar nas listas do Partido Comunista. A defesa exigiu a materialização das provas com o intuito de a indiciada bem como o público tivessem acesso as provas de delação.

  

Do início ao fim do filme, o pivô Edward R. Murrow consegue transmitir uma imagem de honestidade e de ética, porque não cedeu às pressões e procurou exercer um jornalismo objectivo e isento, sem influências políticas. Acabando por colocar em risco o próprio emprego.

 

O filme “Boa Noite, e Boa Sorte” é uma personificação da sociedade actual. Não só sobre os direitos dos cidadãos, mas também sobre a responsabilidade dos media numa sociedade. A televisão não é somente uma “caixa mágica” que serve para entreter, divertir e isolar, tem a incumbência de educar e tornar os seus espectadores informados e conscientes da realidade.


 

 

Por: Renata Costa

publicado por renatadbcosta às 22:24

 

 

 

“Boa noite e boa sorte” é um filme produzido por George Clooney que conta a história dos vários conflitos políticos, económicos e televisivos nos primórdios do jornalismo televisivo na década de 50 nos Estados Unidos da América.

            Através deste filme é possível verificar os confrontos existentes entre o estado e a comunicação social que se sobrepunham a muitas outras questões relevantes na altura. Os meios de comunicação eram claramente forçados ao silêncio para não colocarem em questão e em debate atitudes de membros do governo. A manipulação e a pressão são fatos visivelmente claros do governo em relação à imprensa, nomeadamente à televisão, para que não fossem, reveladas informações ao público em geral. Porém, neste filme, essas “ordens” não são tomadas em consciência e a CBS decide revelar a todos os americanos dados importantes sobre um senador do governo americano que é contra os comunistas. Assim, confirma-se, então, que desde o início das transmissões noticiarias o estado exerce grande poder de pressão sobre os principais meios de comunicação. Relativamente às questões económicas, estas têm, também, bastante relevância perante toda esta situação. Se não houver fundos para produzir o programa, este não pode ser realizado e, consequentemente, transmitido. Assim, torna-se então mais difícil a tarefa dos vários órgãos da comunicação social em concluírem os seus objetivos pois têm contra si tanto o estado como as forças económicas. Devido a terem decidido não levar adiante as ordens do governo, a CBS, mais concretamente Edward Murrow (pivot do programa que fazia frente às questões politicas) foi alvo de represálias devido a ter tornada pública a questão de McCarthy (senador americano) contra os comunistas. Verifica-se, então, aqui, o superior poder do governo sobre os meios de comunicação na altura; devido à sua revelação, Murrow foi “castigado” por Paley (diretor da CBS) e obrigou-o a alterar os temas do seu programa mudando-o, também, para o horário nobre.

            Com todo este exemplo, concluí-se, então, que sem a menor dúvida que naquela época o governo exercia, sim, um grande poder de manipulação e de pressão sobre os mais variados meios de comunicação. No término do filme, Ed Murrow afirma que a televisão pode educar e ensinar mas somente se o ser humano assim o quiser. Murrow quer com isto dizer que a televisão pode transmitir verdades e educar mas apenas se os opressores assim o permitirem.

 

Por: Inês Oliveira

 

publicado por anavanessapinto às 15:51

 

 

 

Década de 50, Estados Unidos da América. A crescente relevância da televisão no dia-a-dia dos cidadãos americanos e, também, o elevado número de simpatizantes do partido comunista dão origem a uma alargada perseguição ao partido “vermelho” (comunismo) e, por consequência, aos órgãos de comunicação. Proteger o país da ocupação comunista era o propósito do Senador McCarthny. No entanto, as obsessivas investigações e perseguições “atropelaram” os direitos e as liberdades civis. Embora julgasse que a maior parte dos americanos compactuasse com tal posição, havia um opositor. Edward R. Murrow, um prestigiado jornalista da CBS, denunciou todas as artimanhas levadas a cabo pelo Senador, descredibilizando-o. Desta forma, dá-se início a um confronto político, onde as ideologias das personagens estão presentes.

Quando terminámos de ver o filme, percebemos que este conduz-nos aos primórdios do exercício do jornalismo. Um tempo onde a publicidade se cruzava com a informação, um tempo onde não existia teleponto, um tempo onde os jornalistas emitiam opinião, conseguindo, até promover certos hábitos de vida, tais como, fumar.  Porém, apesar das práticas anteriormente enumeradas não coincidirem com as práticas estabelecidas pelo código deontológico, verificámos que, no decorrer da trama, existem pontos atuais. As várias pressões aos jornalistas estão presentes do início ao fim. Mas, o protagonista Murrow não cedeu à pressão e procurou exercer um jornalismo imparcial, objetivo e, sobretudo, isento, sem qualquer vestígio de influências políticas. Deste modo, o jornalista entra em conflito com o Senador, acabando por colocar em risco o próprio emprego, uma vez que a CBS perde lucros com a perda de patrocínios. A direção do canal tenta aliciar Edward a abandonar a investigação a que se propôs. O jornalista recusa, mas coloca em questão a viabilidade da mesma, questionando-se sobre a utilização de factos devidamente comprovados.

O direito de resposta está, também, patente nesta trama, pois o Senador tem oportunidade de se defender e justificar sobre os factos de que é acusado. O Senado opta, então, por investigar McCarthny, devido à tamanha relevância que o caso ganha, graças ao reconhecimento por parte de outros órgãos de comunicação de prestígio. Todavia, apesar do trabalho jornalístico ter sido reconhecido, a direção decide tirar o programa do horário nobre, de forma a desviar a atenção pública do caso.

Ano 2012. Portugal. Aqui, também nos deparamos com situações idênticas, dado que os meios de comunicação são chefiados por grandes grupos económicos. Objetivo principal: a obtenção de lucro. Muitas vezes, os jornalistas vêem-se obrigados a ceder a chantagens e publicar informação menos verídica, acabando por manchar e prejudicar a atividade jornalística.

Percebemos, assim, que a televisão tem capacidade para mover causas, mudar ideologias e opiniões. Basta utilizá-la de forma correta e não ceder a pressões e censuras, lutando, sempre, pela liberdade e imparcialidade. Deste modo, podemos perceber o porquê de classificarem os Média como o quarto poder. Por isso, só resta dizer: “Boa noite e… boa sorte.”.


Por: Ana Pinto

publicado por anavanessapinto às 11:42

24
Mai 11

"Good night and Good luck” um filme realizado por George Clooney conta com a participação de: Alex Borstein, David Strathairn, Frank Langella, George Clooney, Jeff Daniels, Patricia Clarkson, Robert Downey Jr., Tate Donovan.

 O filme descreve o clima tenso que se vivia nos Estados Unidos da América, no tempo da guerra fria. O anti comunismo ditou um período controvado, ficando conhecido pelo “caça as bruxas”, denunciando todos aqueles que eram comunistas.

 

Da uma visão de como eram as televisões assim como os seus estúdios nos anos 50. George Clonney transmite no seu filme uma onda de futurismo e alimenta este filme com uma música de jazz, deixando transparecer todo o mistério da comunicação dos anos 50.

Retratando a época dos anos 50, onde uma comunicação de massas, começa a interagir com uma sociedade de massa que se encontra atomizada e manipulada muito devido ao enfraquecimento das relações parentais que se devia manter com a família e amigos, hoje em dia os indivíduos mostram se muito mais individualizados. Nesta época os meios de comunicação dispararam a informação de uma forma directa e rápida.

O filme demonstra toda a coragem de ser jornalista, o amor pelo seu trabalho, uma vez que se enfrenta o olhar de lado do comunismo.

 

"Good Night and Good Luck”    é um filme em que o realizador consegue trazer ao espectador, o papel social da televisão que tantas vezes é deixado cair em esquecimento, e a liberdade de imprensa, contra a sua repressão.

Toda esta compreensão esta restritamente ligada ao espectador só este percebendo é possível validar toda uma imprensa que é realizada em prol do seu receptor.

Como é afirmado no filme se o telespectador não estiver em recepção com o seu emissor a televisão não deixa de ser mais que uma caixa preta com um fundo apagado.

 

 

O aspecto negativo do filme é o facto de estar restritamente ligado a história dos Estados Unidos da América, send

o que quem não tiver conhecimentos da história do país pode não perceber alguns aspectos do filme.

Em contra partida é um filme que defende com grande dignidade toda uma profissão de serviço público, fazendo aprender que a televisão não é simplesmente um meio para vermos telenovelas, mas sim que pode ter a função educativa, informativa, e de união entre sociedades.

 

 

 

A sorte vivida e precisa que é contrastada pelo filme nos dias de hoje parece me a mim, ser uma sorte precisa para os dias de hoje para uma profissão pela qual eu também anseio, uma vez que a televisão actual é invadida de anúncios, propagandas, e a responsabilidade dos jornalistas é cada vez maior e os telespectadores exigem cada vez mais uma informação mais credível e rigorosa.

 

 Por: Marta Soares

 

 

publicado por martasoares às 10:15

23
Mai 11

 

 

Estados Unidos da América – 1953

 

Dos escombros da Segunda Guerra Mundial surgiram duas potências cujos ideais se debateram silenciosamente e nunca frente-a-frente. Estas duas potências foram os Estados Unidos da América e a União Soviêtica. A esta competição de poderes, sem nunca ocorrer uma colisão direta, se deu o nome de Guerra-Fria.

 

É no auge desta época conflituosa que o Senador McCarthy declarou que as forças comunistas se tinham conseguido infiltrar no governo americano. Tal declaração, levou a uma “caça às bruxas” onde até os inocentes foram considerados culpados.”Joe” McCarthy foi um perseguidor implacável que “encontrava” ameaças comunistas onde lhe convinha. Semeando no seu caminho o medo e a opressão. Ninguém estava seguro, ninguém podia ir contra os ideais sem ser considerado um apoiante do Comunismo.

 

Foi neste clima opressivo, cuja tensão era palpável, que Edward R. Murrow, jornalista reconhecido pela sua honestidade e integridade, em conjunto com o produtor Fred Friendly, lançaram o programa “See it Now”. Este “spin-off” da versão radiofónica “Hear it Now” e os seus criadores, entraram nos anais de história comoa principal causa da queda do Senador McCarthy.

publicado por nastacha às 23:49

 

“Good Night and Good Luck” apresenta a versão cinematográfica de uma importante batalha jornalística.

 

Entre o glamour característico dos anos 50 e a crescente preponderância da televisão no quotidiano americano, a ameaça comunista origina uma verdadeira perseguição, a que os órgãos de comunicação não foram excepção. O Senador Joseph McCarthy torna-se mentor de uma investigação obsessiva, que atropela as liberdades civis de cada um, afirmando estar a proteger o país da infiltração comunista. Porém, as suas investidas deparam-se com alguém que não aceita compactuar com tal situação. Edward R. Murrow, um prestigiado jornalista da CBS, avança com a denúncia de uma realidade injusta, descredibilizando a propaganda metafórica de McCarthy e os seus intuitos. O seu trabalho origina um confronto mais ideológico do que propriamente político, cujas consequências assume, ciente da responsabilidade social dos media e da importância de relatar determinados factos, cruciais para a formação da opinião pública. A história centra-se na performance destas duas personagens, mas o verdadeiro protagonista será talvez o poder da informação, ou seja, o seu potencial quando canalizado para o interesse público.

 

 

 

Por: Ana Azevedo

publicado por anaclaudiaazevedo às 22:33

 

Good Night and Good Luck é um filme realizado por George Clooney em homenagem ao pai que foi apresentador de televisão. O título é uma frase do personagem e jornalista Edward R. Murrow ao despedir-se dos telespectadores pronunciava a frase que deu origem ao título do filme, conta com um elenco muito forte assim com o próprio George Clooney, David Strathairn, Frank Langella e entre outros.

 

 

Resumo

 

O filme é o retrato dos anos 50, numa altura que os Estados Unidos estavam a passar por momentos difíceis, "os loucos anos 50". Todos a uma dada altura podiam ser acusados de simpatizantes comunistas e Julgados. Joseph McCarthy o poderoso senador de Wisconsin promovera uma autêntica busca, à todos os comunistas que se encontravam no país. Essa busca sem fundamentos durou anos, e todos os que não estavam com o senador, estava contra ele, a sua palavra era uma ordem, mesmo havendo alguns corajosos que pensavam em denunciar o senador pelas práticas injustas, não o faziam por medo de arcar sozinho com as consequências. O jornalista Edward R. Murrow e a restante equipa de redação da CBS Television, sem medo mas com muita coragem decidem denunciar o senador fazendo frente a frente através do programa "See It Now" da CBS, dando ao senador a oportunidade de se defender caso o jornalista estivesse a dizer algo que não fosse verídico. Já estava na altura de alguém por um ponto final naquela situação. O filme gira em torno da luta da equipa do canal CBS, contra as tiranias do senador Joseph McCarthy.  

Quanto ao espaço quase 90% do filme passa-se na redação da CBS de um modo simples, prático e puro mais carregado de uma conotação politica muito importante, houve duas ou três cenas que foram filmadas fora da redação, é nos dado a ver os estúdios e a modo como trabalhavam os jornalista na década de 50, com algumas semelhanças e diferenças a pratica jornalística actual, por um lado o ritmo, a pressão, o estúdio carregado de muita tensão, por outro lado não se dispunham de tantos meios tecnológicos que têm os estúdios actualmente, o Jazz também se fez ouvir nos estúdios da CBS para acalmar os momentos de tensões, “A música de jazz é uma inquietação acelerada.” In “um certo sorriso” de Françoise Sagan.
 

Este filme para além de nos levar a viajar no passado, é também uma crítica ao s dias de hoje, é um retrato sobre os direitos individuais dos cidadãos, e sobre a liberdade de imprensa. As pressões económicas, politicas e sociais ajustam sempre o ritmo de trabalho da equipa, é neste contexto que aparece a figura, quase paternal, de Murrow, como o líder natural do grupo de descontentes. Sempre que acabava de apresentar um programa, o seu olhar tremia levemente, como se estivesse sempre a por na balança ou a ponderar as consequências dos seus actos. Essa viagem ao passado é acentuada com a cor do formato do filme a preto e branco, é de salientar ainda que o filme termina conforme começou.

 

Porém,"Good Night and Good Luck" é um filme que mostra a importância da televisão na nossa sociedade, serve de intermediário, é um meio de comunicação de massa que traz uma nova dimensão através da imagem e tem como lema informar para forma.

Elenco:

 

 George Clooney — Fred Friendly, coprodutor com Murrow do See It Now
 Robert Downey, Jr. — Joseph Wershba, escritor, editor, e correspondente da CBS News
 Patricia Clarkson — Shirley Wershba
 Frank Langella — William S. Paley, chefe executivo da CBS
 Jeff Daniels — Sig Mickelson
 David Strathairn — Edward R. Murrow, jornalista e personagem do programa de TV da CBS See It Now
 Tate Donovan — Jesse Zousmer
 Ray Wise — Don Hollenbeck
 Alex Borstein — Natalie
 Reed Diamond — John Aaron
 Matt Ross — Eddie Scott
 Joseph McCarthy     

Por: Zanaida Augusto


publicado por zanaidaaugusto às 20:56

  O desenrolar da narrativa do filme "Good Night and Good Luck" ocorre entre 1953 e 1954. Vivia-se entao, o período da Guerra Fria.

  Guerra esta de vários processos de intimidação verbal e através da mostragem do seu material bélico entre as duas Superpotências vencedoras da II Guerra Mundial, os Estados Unidos e a antiga URSS. Estas duas nações tinham como ambição ser a maior potência mundial a todos os níveis. Esta guerra para bem de todos nunca chegou a eclodir para bem de toda a população mundial e evitou-se assim todo um enorme rasto de destruição.

  O filme passa-se maioritariamente nos estúdios da CBS e que tem em Ed Murrow (diretor da CBS) e o Senador Mccarthy como principais intervinientes nesta história. A adrenalina para entrar no ar, o entregar das peças a tempo e uma pessoa a segurar textos pivôs fazem parte das rotinas deste canal televisivo.

  Naquela altura a América, deportava para os seus países de origem qualquer pessoa que tivesse intenções comunistas e partia em busca de infiltrados comunistas no país.

  Acusaram Radulovich, um tenente da Força Aérea, por ter ideais comunistas e se dar com pessoas comunistas e ser um risco pa segurança no país. Este foi julgado e absolvido. Posteriormente foi novamente reentregado na Força Aérea americana. A CBS expôs este caso televisivamente. O canal foi alvo de pressões políticas e acusado de ter ideais comunistas e praticar um jornalismo de Esquerda. Ainda assim a CBS sempre se assumiu como um canal defensor da liberdade no Mundo e nunca quis tomar partido das ideias do Senador Mccarthy, mas sim pela liberdade das pessoas americanas. O facto de o Estado querer controlar o que o canal televisivo transmitia e as constantes pressões influenciava muito o dia-a-dia naquela redação.

  Também o próprio Ed murrow, diretor do canal, foi acusado de ser um simpatizante do Comunismo. O Senador Mccarthy, acusou-o de ter feito um programa contra o Estado e particularmente contra ele e acusa-o de ter envolvimento com os comunistas. Também este Senador disse que existia uma luta entre dois partidos políticos e que um um deles saíria destruído devido à incessante luta contra o Comunismo no país e que havia infiltrados de esquerda no Pentágono. Por sua vez Murrow disse que existia uma luta entre si e o Senador por questões políticas.

  A "caça" aos comunistas a conspiração e o travar do Comunismo estão bem presentes no filme, que retrata bem o sistema político e social americano naquele período de tempo.

  Ilídio Guerreiro

publicado por filipe89 às 20:36

Good night and good luck é um excelente filme para contrastar épocas, nomeadamente: o que é a televisão de hoje e outrora. O conceito do que era “fazer televisão”, nada tem que ver com o da actualidade.

As diferenças são enormes, houve uma evolução notória na televisão. Desde a tecnologia à publicidade.

                No filme é flagrante a pressão externa exercida no canal “a história que vai passar amanhã não tem valor. Por isso, antes de fazer alguma coisa que não possa ser desfeita, aconselho-o vivamente a reconsiderar a sua posição” por poderes de soberania e uma constante medição de forças por estes. Neste caso, é visível o domínio do jornalismo como quarto poder na sociedade. Por conseguinte, estas situações podem levar a ameaças “são águas muito perigosas as que está a tentar navegar”.

Até determinado momento, a CBS, tomava partido em determinadas situações “Sr. Friendly, temos sido amigos e aliados do Sr. Murrow e da CBS há muitos anos”. Desde que a CBS tomou uma posição independente e de servir única e exclusivamente o público, teve que enfrentar várias frentes para manter esta posição “ele acha que um senador derruba um jornalista”. O profissional é atacado pessoalmente, a partir do momento que dá a cara num assunto que gera confronto com outras entidades “eu sou forçado pelo facto de dizer-vos que o Sr. Edward R. Murrow há 20 anos atrás estava envolvido em propaganda de causas comunistas”. Há ataques directos entre jornalista e o senador, algo impensável nos dias de hoje. O início da procura da verdade “mas tentei procurar a verdade com diligência e apresentá-la” traz a olhos vistos sequelas aos jornalistas e aos órgãos de comunicação.

               

 

 

 

Por: Carina de Barros

publicado por crnbarros às 12:03

Os Estados Unidos da América viveu,  no começo dos anos 50, uma “febre” anti-comunista durante a “Guerra Fria”, mas os anos pós-2ª guerra mundial, piorou devido ao Senador de Wisconsin, Joseph McCarthy. Este, inaugorou uma verdadeira semi-ditadura que denunciava a presença de comunistas ou de todos aqueles que não concordavam com os seus actos administrativos.

Apesar de muita gente querer denunciar McCarthy, o rótolo de comunista era pesado para arcar sozinho; era notória a falta de coragem das pessoas.

É neste contexto, que a o jornalista Edward R. Murrow e a restante equipa de redação da CBS Television, decidem travar uma verdadeira batalha contra o politico, pois todos achavam que alguem tinha que se impor aos atentados dos direitos civis americanos. O programa “See it now” apresentado pelo Murrow, mostra a coragem de um jornalista em fazer frente a um senador norte-americano com um grande peso, nesta altura.

 

«Em 1935, Ed. Murrow iniciou a sua carreira na CBS, quando rebentou a 2ª Guerra Mundial, foi a sua voz que trouxe até nós a batalha da Inglaterra, Através da série radiofónica “isto é Londres”. Ele começou com todos nós, Com muitos de nós hoje aqui, quando a televisão estava na sua infância, Com o documentário noticioso “Veja Agora”. Ele tirou pedras a gigantes. Segregação, exploração de emigrantes, apartheid, J.Edgar Hoover, E a não menos importante luta histórico com o senador McCarthy (…)» sobre ED.Murrow,- parte do filme)

 

 O filme “Good night and good luck” mostra então, a luta da equipa CBS Television, contra McCarthy, sendo esta a premissa do filme. É um retrato sobre os direitos individuais dos cidadãos, e sobre a liberdade de imprensa. As pressões económicas, políticas e sociais pautam sempre o ritmo de trabalho da equipa.

 

O filme retrata a década 50, em que a comunicação de massas está ao serviço de uma sociedade de massas. Podemos dizer que a comunicação de massas é uma característica fundamental da sociedade de massa. Ela surgiu no séc. XIX, com o jornal diário, mas consolidou-se no séc. XX com a rádio, o cinema e o meio de comunicação de massa por excelência, a televisão. A comunicação de massa é a comunicação feita de forma industrial, ou seja, em série para atingir um grande número de indivíduos, a sociedade de massa. Os meios de comunicação serviriam não só para a informação, entretenimento, mas também serviriam para a publicidade e para a propaganda.

Os mass media eram então, comparáveis a seringas ou pistolas que injectavam os seus conteúdos de uma forma rápida, a indivíduos atomizados.

 

O filme “Good night and good luck” insere-se nesta época que surge a rádio, televisão e cinema, onde se passa a comunicar à distância através dos meios de comunicação. São estes que levam a mensagem a vários públicos, através do modelo de irradiação, trazendo efeitos imediatos.

O filme consegue retratar os estúdios da televisão dos anos 50, através das cores a preto e branco e ainda, o profissionalismo do mundo televisivo e jornalístico. Mostra-nos detalhes de um jornalismo tradicional, em que tudo é feito manualmente, ou seja, de um jornalismo tradicional.

É também, um filme que nos mostra como os jornalistas reagem, quando deparados com um problema: os pequenos dilemas e questões de integridade profissional e de ética com que a equipa de jornalistas da CBS se encontra a todo o instante, e que se debatem em pequenas trocas de palavras entre colegas em intervalos de emissão (CBS Television), adquirem uma espantosa dimensão universal. O realizador utiliza como veículo da sua inteligentíssima a reflexão política uma reconstituição minuciosa dum acontecimento verídico, quase documental na atenção que tem a todos os pormenores e no cuidado em não manipular os factos para servir qualquer paralelismo com a actualidade.

“Good night and good luck” é uma profunda e honesta análise da sociedade actual, não só sobre os direitos dos cidadãos, como também sobre a responsabilidade dos media numa sociedade cada vez mais dominada pelo poder da imagem (e palavra) no televisor (sociedade de massa).

Clonney cria uma personagem sem papas na língua, forte mas ao mesmo tempo perdido. O jornalista Ed. Murrow mostra no fim de cada programa seu, um certo abatimento, como se estivesse a medir as palavras que foram ditas por ele. Esta personagem, consegue transmitir uma imagem de honestidade através do seu discurso, sendo uma personagem em que acreditámos sempre.

O título do filme “Good night and good luck” é fruto da saudação que Murrow encerrava o seu programa. Este assume um significado irónico: era mesmo preciso ter sorte, neste tempo em que todos poderiam ser acusados de comunistas, visto que, qualquer um poderia ser acusado mesmo que não o fosse. Quanto a mim, o titulo não poderia ser mais bem escolhido, pois  Ed.Murrow tinha uma voz forte e marcante.

Clooney, de uma forma inteligente concentra quase toda a acção no espaço exíguo e fechado duma estação televisiva, imprimindo assim um ritmo trepidante aos acontecimentos que se sucedem, ao mesmo tempo que cria a ilusão de se estar a assistir quase em tempo real ao desenrolar do fascinante duelo de ideias entre o jornalista Edward R. Murrow e o senador McCarthy, na época da «Caça às Bruxas». Exemplo disto, é nos transmitido pela própria equipa de redacção, onde as nuvens de fumo de tabaco revelam o nervosismo destes jornalistas. A tensão emocional do filme é aliviada por uma cantora de jazz. O jazz era a moda na época, fruto da mudança que se vivia.

O filme é argumentativo e explicativo, e, por isso, acabará sendo também extremamente cansativo para aqueles que não vão atrás de bons diálogos.

As situações, mesmo as mais graves, não nos deixam a chorar nas partes mais dramáticas. Elas são expostas de maneira real, sem dramatizar, quase de modo documental. Ou seja, é um filme de situações. Gira em torno de uma história, mas não a faz o centro das atenções: o que importa aqui é como os personagens reagem a ela.

“Good night and goog luck” também toca em outro ponto cujo debate ainda é essencial, mesmo 50 anos depois: o papel social da televisão. O que fica mais claro ainda no último discurso feito por Morrow. A liberdade editorial está profundamente ligada à qualidade da TV, mas é preciso que os telespectadores percebam e exijam ambos. Caso contrário, a televisão é somente uma caixa preta e luminosa, como diz o discurso final de “Good night and good luck”.

A única falha que encontrei ao longo do filme foi a falta de história: o filme começa de uma forma rápida e avançada e para quem não estiver dentro desta realidade sentir-se-á perdido, e pode até nem perceber o filme.

 

 

É um filme de uma sobriedade exemplar, num registo a preto e branco que nos remete para os filmes de época e da época, cheio de sombras, com o fumo dos cigarros e a voz negra e doce de uma cantora de blues, um saxofone que se entranha no ambiente, as vozes sussurradas do medo, os olhares de quem tudo sabe e de quem tudo esconde, a perseverança de quem sabe quais são as prioridades e os valores que devem guiar a informação e o jornalismo.

 


 

Por: Joana Silva

publicado por joanassilva78 às 11:15

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