Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

09
Jun 11

A última aula de Jornalismo Especializado contou com a presença da convidada Elvira Calvo, actual docente da Universidad Complutense de Madrid. Com um passado ligado à rádio e à televisão, Elvira Calvo inicia uma conversa com os alunos sobre as origens e o percurso do Jornalismo Económico em Espanha.

 

Anos 50 aos Anos 80

Segundo Elvira Calvo, foi nos anos 50 que a informação económica foi reconhecida, nos Estados Unidos. Mas foi nos anos 80 que a economia começou a ser representada como área de informação. Refere que esse fenómeno, em Espanha, deu-se quando os jornais generalistas, todos os domingos, lançavam um suplemento de cor de salmão dedicado à economia. Isso mostrava já o interesse em haver especialização nessa área.

Então, em Espanha o inicio da imprensa especializada deu-se nos anos 80.

 

Anos 90

Foi nos finais dos anos 80, inícios dos anos 90 (1994) que aparece em Espanha a 1ª rádio dedicada exclusivamente à Economia - “Rádio Intereconomia”. Inicialmente todos pensavam que esta rádio seria um fracasso, pois acreditavam que ninguém estaria disposto a ouvir a falar de contas 24 horas por dia. No entanto, ela abre “consultórios”, onde os ouvintes colocavam dúvidas/questões, tornando-se um sucesso.

Nos finais dos anos 90, a “Rádio Intereconomia” era já um fenómeno junto da classe média. Com isto, decidiu-se avançar para a compra de um canal – “Intereconomia Television”. Este, transmitia as novidades da bolsa em primeira mão e às 17h, hora do fecho da bolsa, passava a ser um canal generalista.

Em 1997, Michael Bloomberg fundou, uma agência que pretendia anunciar os valores da Bolsa a tempo real. Bloomberg cresceu tanto e ficou tão rico que criou novos meios para a informação económica. Conseguiu alastrar-se à Península Ibérica e criar a Bloomberg Tv.

A Bloomberg Television e a Intereconomía Televisión foram dois canais de televisão, que conviveram durante muitos anos em Espanha, a transmitir informação sobre economia durante 24 horas por dia. A Bloomberg Television transmitia informação “pura e dura” sobre economia e a Intereconomía Televisión era um canal mais acessível com blocos informativos em cada meia hora que resumiam a informação mais relevante do momento sobre economia, faziam consultoria e programas informativos que destacam vários sectores da área.

Em 2001 havia já:

  • Cinco rádios especializados em economia;
  • Uma rádio especializada em economia;
  • E dois canais televisivos especializados em Economia – “Intereconomia Television” e “Bloomberg Tv”

Em 2007, a Bloomberg Tv fecha todos os seus canais, com excepção de Londres.

 

Jornais Especializados em Economia em Espanha:

  • ·         Expansión: o primeiro jornal a ser lançado, ainda existe e é o mais lido nesta área.
  • El Mundo: que também disponibiliza uma edição on-line;
  • Cinco Dias: segundo jornal económico a aparecer em Espanha
  • La Gaceta de los Negocios: que desde há cinco anos para cá se converteu num jornal generalista;
  • Diario Negocio & Estilo de vida, mais conhecido por Negócios: foi o quarto jornal económico espanhol. Trata-se de um jornal gratuito que tem uma tiragem diária de 100 mil jornais e é distribuído no metro, nos cafés, nas empresas, e outros locais públicos;
  • El Economista: ultimo jornal de economia a surgir
  • O El Confidencial é um jornal espanhol exclusivamente digital

 

 

Formação em Economia

A formação académica na área da economia nos cursos de jornalismo é insuficiente. Prova disso é o facto de muitos dos cursos não terem sequer a disciplina. Elvira Calvo refere mesmo que quando terminou o seu curso não fazia ideia do que era a economia. Mas foi a sua “ignorância absoluta” que a levou abandonar a área do Jornalismo Cultural e a especializar-se na área. Segundo a docente, “descobri que a economia é bonita”, mas isso levou muito tempo, pois a maneira de colmatar esta falta de conhecimento foi “ler todos os dias a imprensa económica”.

Para Elvira Calvo, “a economia de um país é como a economia de uma casa” e o jornalista deve procurar aprender sempre cada vez mais coisas novas.

 

 

Por: Joana Silva

publicado por joanassilva78 às 09:49

26
Mai 11

Jornalismo Especializado

 

“O que seria do azul se todos gostassem do amarelo”

Esta expressão mostra que o engraçado da vida está na diferença. E no Jornalismo isto pode ser observado através do Jornalismo Especializado.

Chama-se “Especializado” o jornalismo voltado para públicos específicos, isto é, quando se dirige a públicos unidos por interesses comuns. É a abordagem aprofundada e especifica de temas e, por isso, deve ser realizado por jornalistas com bagagem e experiência do assunto. Os vários cadernos que integram os jornais clássicos, especialmente aos domingos, enquadram-se bem na definição de Jornalismo Especializado. Eles se dirigem a públicos específicos como, por exemplo, os apreciadores de Informática (Caderno de Informática), etc.

Dentre as áreas do jornalismo especializado, estão: Jornalismo Político, Jornalismo Económico, Jornalismo Desportivo, Jornalismo Cultural, Jornalismo Cientifico (também chamado de Ciência e Tecnologia), Jornalismo Social, Jornalismo Sindical, Jornalismo Ambiental, Jornalismo Policial, Jornalismo de Variedades, Jornalismo Literário, Jornalismo especializado em Educação, Jornalismo especializado em Saúde.

A reportagem que se segue abaixo, insere-se no Jornalismo Social.

 

 

Por: Joana Silva
publicado por joanassilva78 às 19:10

23
Mai 11

Os Estados Unidos da América viveu,  no começo dos anos 50, uma “febre” anti-comunista durante a “Guerra Fria”, mas os anos pós-2ª guerra mundial, piorou devido ao Senador de Wisconsin, Joseph McCarthy. Este, inaugorou uma verdadeira semi-ditadura que denunciava a presença de comunistas ou de todos aqueles que não concordavam com os seus actos administrativos.

Apesar de muita gente querer denunciar McCarthy, o rótolo de comunista era pesado para arcar sozinho; era notória a falta de coragem das pessoas.

É neste contexto, que a o jornalista Edward R. Murrow e a restante equipa de redação da CBS Television, decidem travar uma verdadeira batalha contra o politico, pois todos achavam que alguem tinha que se impor aos atentados dos direitos civis americanos. O programa “See it now” apresentado pelo Murrow, mostra a coragem de um jornalista em fazer frente a um senador norte-americano com um grande peso, nesta altura.

 

«Em 1935, Ed. Murrow iniciou a sua carreira na CBS, quando rebentou a 2ª Guerra Mundial, foi a sua voz que trouxe até nós a batalha da Inglaterra, Através da série radiofónica “isto é Londres”. Ele começou com todos nós, Com muitos de nós hoje aqui, quando a televisão estava na sua infância, Com o documentário noticioso “Veja Agora”. Ele tirou pedras a gigantes. Segregação, exploração de emigrantes, apartheid, J.Edgar Hoover, E a não menos importante luta histórico com o senador McCarthy (…)» sobre ED.Murrow,- parte do filme)

 

 O filme “Good night and good luck” mostra então, a luta da equipa CBS Television, contra McCarthy, sendo esta a premissa do filme. É um retrato sobre os direitos individuais dos cidadãos, e sobre a liberdade de imprensa. As pressões económicas, políticas e sociais pautam sempre o ritmo de trabalho da equipa.

 

O filme retrata a década 50, em que a comunicação de massas está ao serviço de uma sociedade de massas. Podemos dizer que a comunicação de massas é uma característica fundamental da sociedade de massa. Ela surgiu no séc. XIX, com o jornal diário, mas consolidou-se no séc. XX com a rádio, o cinema e o meio de comunicação de massa por excelência, a televisão. A comunicação de massa é a comunicação feita de forma industrial, ou seja, em série para atingir um grande número de indivíduos, a sociedade de massa. Os meios de comunicação serviriam não só para a informação, entretenimento, mas também serviriam para a publicidade e para a propaganda.

Os mass media eram então, comparáveis a seringas ou pistolas que injectavam os seus conteúdos de uma forma rápida, a indivíduos atomizados.

 

O filme “Good night and good luck” insere-se nesta época que surge a rádio, televisão e cinema, onde se passa a comunicar à distância através dos meios de comunicação. São estes que levam a mensagem a vários públicos, através do modelo de irradiação, trazendo efeitos imediatos.

O filme consegue retratar os estúdios da televisão dos anos 50, através das cores a preto e branco e ainda, o profissionalismo do mundo televisivo e jornalístico. Mostra-nos detalhes de um jornalismo tradicional, em que tudo é feito manualmente, ou seja, de um jornalismo tradicional.

É também, um filme que nos mostra como os jornalistas reagem, quando deparados com um problema: os pequenos dilemas e questões de integridade profissional e de ética com que a equipa de jornalistas da CBS se encontra a todo o instante, e que se debatem em pequenas trocas de palavras entre colegas em intervalos de emissão (CBS Television), adquirem uma espantosa dimensão universal. O realizador utiliza como veículo da sua inteligentíssima a reflexão política uma reconstituição minuciosa dum acontecimento verídico, quase documental na atenção que tem a todos os pormenores e no cuidado em não manipular os factos para servir qualquer paralelismo com a actualidade.

“Good night and good luck” é uma profunda e honesta análise da sociedade actual, não só sobre os direitos dos cidadãos, como também sobre a responsabilidade dos media numa sociedade cada vez mais dominada pelo poder da imagem (e palavra) no televisor (sociedade de massa).

Clonney cria uma personagem sem papas na língua, forte mas ao mesmo tempo perdido. O jornalista Ed. Murrow mostra no fim de cada programa seu, um certo abatimento, como se estivesse a medir as palavras que foram ditas por ele. Esta personagem, consegue transmitir uma imagem de honestidade através do seu discurso, sendo uma personagem em que acreditámos sempre.

O título do filme “Good night and good luck” é fruto da saudação que Murrow encerrava o seu programa. Este assume um significado irónico: era mesmo preciso ter sorte, neste tempo em que todos poderiam ser acusados de comunistas, visto que, qualquer um poderia ser acusado mesmo que não o fosse. Quanto a mim, o titulo não poderia ser mais bem escolhido, pois  Ed.Murrow tinha uma voz forte e marcante.

Clooney, de uma forma inteligente concentra quase toda a acção no espaço exíguo e fechado duma estação televisiva, imprimindo assim um ritmo trepidante aos acontecimentos que se sucedem, ao mesmo tempo que cria a ilusão de se estar a assistir quase em tempo real ao desenrolar do fascinante duelo de ideias entre o jornalista Edward R. Murrow e o senador McCarthy, na época da «Caça às Bruxas». Exemplo disto, é nos transmitido pela própria equipa de redacção, onde as nuvens de fumo de tabaco revelam o nervosismo destes jornalistas. A tensão emocional do filme é aliviada por uma cantora de jazz. O jazz era a moda na época, fruto da mudança que se vivia.

O filme é argumentativo e explicativo, e, por isso, acabará sendo também extremamente cansativo para aqueles que não vão atrás de bons diálogos.

As situações, mesmo as mais graves, não nos deixam a chorar nas partes mais dramáticas. Elas são expostas de maneira real, sem dramatizar, quase de modo documental. Ou seja, é um filme de situações. Gira em torno de uma história, mas não a faz o centro das atenções: o que importa aqui é como os personagens reagem a ela.

“Good night and goog luck” também toca em outro ponto cujo debate ainda é essencial, mesmo 50 anos depois: o papel social da televisão. O que fica mais claro ainda no último discurso feito por Morrow. A liberdade editorial está profundamente ligada à qualidade da TV, mas é preciso que os telespectadores percebam e exijam ambos. Caso contrário, a televisão é somente uma caixa preta e luminosa, como diz o discurso final de “Good night and good luck”.

A única falha que encontrei ao longo do filme foi a falta de história: o filme começa de uma forma rápida e avançada e para quem não estiver dentro desta realidade sentir-se-á perdido, e pode até nem perceber o filme.

 

 

É um filme de uma sobriedade exemplar, num registo a preto e branco que nos remete para os filmes de época e da época, cheio de sombras, com o fumo dos cigarros e a voz negra e doce de uma cantora de blues, um saxofone que se entranha no ambiente, as vozes sussurradas do medo, os olhares de quem tudo sabe e de quem tudo esconde, a perseverança de quem sabe quais são as prioridades e os valores que devem guiar a informação e o jornalismo.

 


 

Por: Joana Silva

publicado por joanassilva78 às 11:15

17
Mai 11

State of play é um filme de 2009 realizado por Kevin Macdonald. O actor principal deste filme é Russell Crowe (Cal McAffrey) um jornalista de investigação. Ben Affleck, no papel de Stephen Collins e a actriz Rachel McAdams no papel de Della Frye são também personagens de grande relevância.

 

Resumo do Filme:

A história do filme começa por mostrar um homicídio que afecta um jovem drogado e um inocente que apenas distribuía pizas que consegue escapar à morte, tendo no entanto, sofrido graves danos físicos que o colocam em coma.

Depois deste incidente, Cal Mcaffrrey (Russell Crowe), um famoso jornalista de investigação, recolhe algumas informações no local do crime junto do detective Donald Bell (Henry Lennix).

Paralelamente somos transportados até ao Capitólio onde Stephen Collins (Bem Affleck), membro activo de uma comissão de investigação do congresso aos negócios e actividades de uma empresa de segurança privada que é responsável por alguns trabalhos de segurança nos vários cenários de guerra, é informado pelos seus assistentes políticos sobre a trágica morte da sua assistente de investigação e amante, Sonia Baker (Maria Thayer).

Cal McAffrey e Della Frye (Rachel McAdams), uma ambiciosa jornalista política, vão juntando todos os factos e provas até obterem alguns indícios que ligam o homicídio do jovem drogado ao aparente suicídio de Sónia, ligação essa que poderá estar relacionada com uma grande conspiração política que liga o Governo e o Exercito à PointCorp, a empresa de segurança privada.

 

Critica:

State of Play retrata a actividade dos jornalistas de investigação.

As dificuldades que encontram pelo caminho, a questão das fontes de informação, da ética dos jornalistas, o embate entre o jornalismo “tradicional” (jornais em papel) e o novo media (representado pelo Blog Capitol Hill) e a questão da objectividade são alguns dos pontos abordados neste filme.

O jornalismo de investigação narra uma história verdadeira. Desvenda mistérios e factos ocultos do conhecimento público, especialmente crimes e casos de corrupção, que podem eventualmente virar notícia. É uma actividade com características específicas que se diferencia do jornalismo comum pelos seguintes aspectos:

  • Investigação minuciosa dos factos que requer muito tempo
  • Disponibilidade de recursos específicos: tempo, dinheiro, talento e sorte
  • Precisão das informações (o jornalismo de investigação é conhecido também como Jornalismo de Precisão)

 

O filme aborda a questão da disponibilidade dos recursos quando, num momento, a directora do jornal diz a Cal Mcaffrey que, mesmo que experiente, “ele é muito caro e demora muito tempo”, e Della, embora inexperiente, é “ambiciosa, barata e reproduz artigos a toda a hora”. É possível também perceber como os meios económicos se apoderaram dos órgãos de comunicação. Estes lidam com as notícias como mercadorias onde o principal objectivo é vender mais que os outros mesmo que para isso não se cumpram todas as fases da construção da mesma, como o contraditório, por exemplo.

Cal Mcaffrey, representa o “antes” por não dominar as novas tecnologias, e Della representa o jornalismo de agora onde a palavra “rapidez” parece ser a palavra-chave. É um contraste interessante, pois o envolvimento destas duas personagens acaba por ser uma aprendizagem: Cal acaba por ensinar a Della que, no jornalismo de investigação, ela tem que ter todas as confirmações e não fazer aquilo que ele designou como “Vomitares on-line”. Apesar da visão negativa dos on-line que nos é dada através da personagem principal, o objectivo é mostrar como os dois meios podem coexistir.

A questão das fontes de informação acompanham o filme do inicio ao fim. As fontes e os conhecimentos fornecem uma base sólida como ponto de partida para a narrativa e como rampa de lançamento para outras testemunhas importantes na história. A construção da narrativa vai desde do detective Bell à rapariga da rua (no filme), isto é, da fonte de informação oficial à fonte de informação oficiosa. Tudo é relevante mas é necessário conseguir manter distância. Tudo tem que ser confirmado ao pormenor, dando sempre maior credibilidade às fontes oficiais. Cal, o jornalista, consegue ainda, muitas informações através de Fontes Anónimas. Ele protege as suas fontes pedindo que elas contem aquilo que sabem “sem nomes”. Atribui-lhes a importância necessária – são importantes, necessárias à procura da verdade.

O jornalista não consegue ser totalmente objectivo. Cada pessoa tem as suas crenças, não vive isolado e sofre influências. A questão da objectividade é levantada neste filme com as personagens Cal e Stephen Collins. Qualquer jornalista deve tentar distanciar-se, embora que difícil, para não beneficiar um amigo. A regra é ser o mais objectivo que possível.

Este filme deixa-nos a todos, pelo menos quem gosta da área, com vontade de sermos jornalistas.

 

 


 

Por: Joana Silva

publicado por joanassilva78 às 10:34

15
Abr 11

 Comunicador por excelência e vários sucessos somados ao longo da carreira fez com que Álvaro Costa fosse o primeiro de muitos convidados à aula de Jornalismo Especializado.

 

Álvaro Costa nasceu em 1959 e conta com um percurso de vida invejável, afirma por isso, em tom de brincadeira que “já devia estar reformado”. A sua carreira começou na rádio, em 1980, na RDP, mas não ficou por aí. Passou pela Rádio Comercial, Antena 1 e Rádio Nova deixando em cada estação programas memoráveis marcados pela sua boa disposição e conhecimentos musicais. Actualmente, é visto no ecrã no programa sobre futebol regional, Liga dos Últimos e Pontapé de Saída. Dá voz na rubrica “Bons Rapazes”, na Antena 3 e é também conhecido por ser um dos maiores responsáveis pela divulgação do Rock em Portugal.

 

Começou por falar sobre “integração e agregação, que é sexy e chique”. Explica que o “jornalista de hoje tem que ter capacidade de incluir todos os elementos necessários ao seu discurso” e ainda, “saber coexistir com os outros meios de comunicação”. Refere ainda que “vivemos num tempo de (in) media” onde há muitos comunicadores, pois vivemos num mundo onde qualquer um de nós tem acesso a todos os meios necessários para difundir uma noticia ou mensagem.

As redes sociais, como o Facebook, são um bom exemplo desta ideia e afirma que “os media são aquilo que queremos que sejam”. O que se passa nas redes sociais tem muito mais impacto do que se passa no Mundo Real, por isso o “jornalista deve-se render às novas tecnologias e estar atento ao mundo que nos rodeia” porque “hoje nada é real, duradouro”.

Salienta ainda que “está a alterar-se o nosso paradigma de comunicação” e que isso deve-se à explosão tecnológica. “As pessoas integram-se, têm Iphone, Ipad, acesso à Internet (…) e a noção de comunicador é diferente da noção que se tinha há poucos anos”. O comunicador de hoje tem que ter capacidade de devastar. A tecnologia facilita a informação, “se há uns anos não se sabia que um maluco invadiu o campo e corria atrás do árbitro, não havia um meio suficientemente rápido para captar este momento, hoje um telemóvel faz isso”, alerta o nosso convidado.

Álvaro afirma que “só devemos ter saudades do futuro” reforçando a ideia que o jornalista tem que ser multifacetado. “A rádio, a Tv e a imprensa não vão acabar, mas antes difundirem-se” e cabe ao jornalista ser capaz de estar à altura destas transforamações.

A rádio parece ser a paixão dos finalistas deste ano. A maioria pretende passar por esta experiência a que Álvaro Costa, surpreendido afirma que “A rádio é a nossa mãezinha”, uma vez que permite-nos comunicar sem estarmos agarrados ao teleponto.

Em jeito de conclusão, deixou aos alunos duas afirmações: “Reinventem-se para o futuro” e “A única certeza para vocês é a incerteza”.

 

 

 

 

 

Por: Joana Silva

publicado por joanassilva78 às 23:22

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