Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

09
Jun 11
Das várias especializações que um jornalista pode seguir, jornalismo económico é das que menos seguidores têm. Considerada uma área "restrita", os jornalistas (tal como as restantes pessoas) tem tendência a evitar ao máximo o "monstro da economia". No entanto, há quem considere a Economia uma área excitante de explorar e relatar, uma dessas pessoas é a Dr. Elvira Calvo da Universidade Complutense de Madrid. </strong>Convidada para fechar este semestre de Jornalismo Especializado, a professora madrilena dedicou a aula ao jornalismo económico na comunicação social espanhola.</p> Foi nos anos 80 que apareceu um corpo formado em informação económica. Surgiram suplementos semanais dentro dos periódicos, destacados pela cor do papel: salmão. A televisão também começou a transmitir informação económica com o uso de uma linguagem mais acessível para os espectadores que se começavam a interessar pelas subidas e descidas da bolsa. No ano de 1994 a primeira rádio inteiramente dedicada à economia começou a transmitir 24 horas por dia. O que a maioria considerou loucura ("quem iria ouvir informações económicas sem parar?"), acabou por se tornar um sucesso. O público interessou-se pelo carácter educativo da rádio, que tirava dúvidas a quem para lá ligasse. Consequentemente, o sucesso da rádio levou ao lançamento de um canal televisivo com o mesmo conceito. Na imprensa o número de jornais económicos aumentou mas só um jornal gozou de sucesso total. O jornal "Expansion" tornou-se o primeiro jornal económico de maior tiradas, com mais de 100 mil exemplares vendidos por dia. É um jornal económico mais leigo, com uma linguagem acessível para todo o público. Com o passar de vários donos, o jornal foi sofrendo mudanças profundas. Outro jornal que gozou de algum sucesso foi o "Gazetta de los Negocios", que foi mais tarde convertido para jornal generalista e agora só se dá pelo nome de "La Gazetta". Dentro dos periódicos gratuitos, surgiu á seis anos atrás o jornal "Negócios" que apesar da sua natureza, consegue explicar bem e não ser muito superficial (ao contrário de outros jornais gratutitos cujas notícias são pequenos resumos dos acontecimentosUm evento importante para o jornalismo económico, não só em Espanha mas também em Portugal, foi o lançamento do canal televisivo "Bloomberg" (1997). A agência noticiosa inteiramente dedicada à economia apresentou uma programação em que a informação era transmitida em inglês mas os restantes programas na língua nativa do país onde estivesse a ser emitido. No ano de 2007, com a influência da crise económica, a agência teve que encerrar as suas sedes e só a de Londres continua a emitir. Tendo entrado no mundo da economia devido à sua ignorância total, Dr. Elvira Calvo descobriu no jornalismo económico uma beleza que poucos descobrem. É uma área que a desafia e ao mesmo tempo a "puxa" até ao limite, sensação que ela adora experienciar. A professora finalizou a aula, incentivando os alunos finalistas a explorarem terrenos desconhecidos e a nunca ficarem satisfeitos com o que sabem, mas sim procurar sempre saber mais.
publicado por nastacha às 13:17

No âmbito da disciplina de jornalismo especializado, leccionada pelo Professor Daniel Catalão, tivemos como convidada a Dr. Elvira Calvo da Universidade Complutense de Madrid. Sendo a ultima a fechar o no nosso circuito de convidados. Em espanhol contextualizou e explicou a situação do aparecimento do jornalismo económico em Espanha.

 

Elvira Calvo trabalhou durante muitos anos em televisão e rádio, tendo deixado apenas a televisão a um ano atrás. O gosto pela área de economia surgiu por um acaso,”mi ignorancia absoluta”, referiu a convidada. Na altura em que se formou todos jornalistas queriam trabalhar na área da cultura pois não requer especialização. O curso de jornalismo em Espanha é semelhante ao Português, pois, muitos estudantes universitários terminam o curso sem saber para que área seguir e sem especialização optam por recorrer ao mais fácil, Elvira Calvo não foi excepção a cultura foi o seu porto de abrigo. Quando esteve a fazer o doutoramento, teve que se dedicar um ano a estudar economia e ai descobriu o quanto a economia é bonita e não era um bicho-de-sete-cabeças como as pessoas imaginavam. Salientou que “Para mi trabajar vinte años en la cultura es muy aborrido”, os jornalistas não podem ser Homens de um só livro, ou seja devem ser aventureiros e descobrir novos horizontes, saber de tudo que se passa não só no Mundo como também no canal vizinho, o jornalista trabalha vinte anos num canal televisivo, passa a ser mais um funcionário.

CONTEXTUALIZAÇÃO

Michael Rubens Bloomberg  um norte Americano que teve a ideia genial de criar uma empresa de comunicação na década dos anos 80, actualmente é chefe do governo municipal de Nova Iorque. O êxito foi tão grande da sua criação que decidiu abrir mais agências de comunicação; a Rádio e televisão Bloomberg que teve impacto em todo o mundo ao instalar-se em Portugal, no Brasil, na Inglaterra e nos Estados Unidos da América.

O aparecimento do jornalismo económico

 Os Americanos foram os primeiros a publicar informações de economia nos anos 50, após a revolução nos anos 80, por toda Europa se publicava informação especializado nesta área. Em Espanha geralmente as publicações era feitas aos domingos.  Os jornais que faziam estas publicações optaram por escolher a cor da pagina em salmão para que se destacassem e se distinguissem dos demais, sendo essa a cor que perdura até os dias de hoje. Em Espanha com a saída da peseta, do franco Francês e com a entrada do euro e de Espanha na União Europeia, fez com que todas as classes sociais se interessassem por este tipo de informação.

Em 1994 foi criada a rádio Intereconomia que falava exclusivamente 24 hora de economia, foi um “boom” na informação de economia, devido a falta de conhecimentos nesta área que os ouvintes não possuíam, pois poderia vir a ser muito aborrecido, as pessoas não estão mentalizados para aquele tipo de informação. Mas contudo teve uma boa dose de êxito, as pessoas ligavam para saber da bolsa de valores. Devido a essa aceitação o grupo decidiu comprar uma estacão televisiva, que passou a chamar Intereconomia Television também especializada. Quando terminava a sua emissão às cinco da tarde, apresentava algumas informações do âmbito geral. Assim Sendo foi positivo criar um canal especializado que se desdobrava em generalista. Nos canais generalizados rivais passavam algumas informações sobre economia, havia programas específicos, mas não teve tanta aceitação por parte do público em geral.

Em 2007 o grupo Bloomberg fecha todos os canais devido a crise, e inclusive os que estavam alojados em outros países, o único que sobreviveu a foi o da Inglaterra em Londres.

Jornais especializados em economia:

Expansion foi o primeiro jornal espanhol  especializado em economia.O segundo jornal económico foi o Cinco Dias, na qual pertence  ao grupo Prisa, o jornal teve que fechar porque o grupo estava a passar por dificuldades financeiras. O terceiro foi La Gazeta de Los Negócios que tornou-se generalizado a cinco anos e tem fama de pertencer a extrema-direita. O quarto foi o jornal Negocios y estilos de vida. É gratuito e distribui cerca de 100 mil exemplares, e o ultimo a surgir foi El economista.

A informação sobre economia na internet cresceu muito, os portais financeiros e os blogues têm desempenhado um grande papel ajudando assim aqueles que têm bolsa a consultar sem esperarem a informação televisiva.

 

Por: Zanaida Augusto 

publicado por zanaidaaugusto às 11:06

 

Na última aula de jornalismo especializado, a turma recebeu uma convidada do país vizinho: Elvira Calvo. A jornalista e docente da Universidad Complutense de Madrid, guiou-nos numa incursão por aquela que foi a transformação da informação económica em Espanha, quer como conteúdo quer como área de especialização jornalística.

 

Desde a década de 50 – época em que surgiram as primeiras crónicas económicas - aos nossos dias, a informação económica conheceu uma evolução plena de aspectos interessantes. Nos anos 60, esta é já reconhecida, academicamente, mas o verdadeiro ‘boom’ deu-se trinta anos mais tarde.

 

Os suplementos especiais, que ainda hoje acompanham as edições de vários diários generalistas, tornaram-se um fenómeno. Apesar de, inicialmente, se destinarem a empresários e investidores, a curiosidade da sociedade em geral por aquelas páginas em cor salmão cresceu, pois o interesse pelo panorama económico passou a ter um peso incontornável na vida de todos. De certa forma, foi o despertar para uma realidade que permanecia longe do horizonte de muitos. Durante a ditadura de Fraco, que persistiu no país até 1975, a informação sobre economia a que a população tinha acesso era muito limitada. No entanto, mais tarde, a classe média passou a cultivar um grande interesse pela área, aprendendo a interpretar os valores na bolsa. Conforme a informação ia ganhando terreno na imprensa, conseguiu impor o seu lugar nos meios de comunicação.

 

Em 1986, com a entrada de Espanha para a União Europeia, a população procura, cada vez mais, aproximar-se e inteirar-se do cenário económico. Na mesma década, a imprensa económica deixa de estar confinada aos suplementos especiais, e passa a ter publicações independentes, maioritariamente exclusivas a assuntos económico-financeiros. O primeiro diário económico – ‘Expansion’ – é, actualmente, o mais lido no país. Seguem-se-lhe os diários ‘5 dias’ e ‘La gaceta de los negócios’. Este último, há cerca de 5 anos, converteu-se num jornal generalista (passou a chamar-se ‘La Gaceta’), verificando-se uma certa tendência em associar-se à extrema-direita. Mais recentemente, surge o primeiro diário económico gratuito, o ‘Negócios’, cuja tiragem atinge os 100mil exemplares, prova do seu sucesso entre o público espanhol. Há ainda o ‘El Economista’, um diário novo recuperado de um projecto antigo.

 

Também na rádio, surge uma emissora, em 1994, dedicada somente a assuntos económicos: ‘Rádio Intereconomia’. O que primeiramente foi visto sem futuro, pois não se acreditava que tal tema alimentaria as audiências durante 24 horas. Na verdade, os ouvintes rapidamente cresceram, queriam ter conhecimento das notícias transmitidas e participavam nas emissões para esclarecerem as suas dúvidas. Perante tal manifestação de interesse, surge o canal ‘Economia Television’, também ele destinado à transmissão de conteúdos económicos. A economia consagrava assim o seu lugar na televisão. Contudo, a programação veio a revelar-se muito pouco democrática, transmitindo, preferencialmente, informação de direita. Em 2010, o canal passa a ser generalista. Cria-se outro canal, o ‘Intereconomia Business’.

 

Nesta mesma década, a Bloomberg instala-se na Península Ibérica, no ano de 1997. A ideia original de Michael Bloomberg (remete-nos à década de 70) de criar uma agência que transmitisse em tempo real as informações da bolsa, revelou-se um grande êxito como negócio. Fez com que os empresários se interessassem, o que originou a Bloomberg News, a Bloomberg Rádio e a Bloomberg TV. Porém, em 2007, a crise ditou o encerramento de várias dependências por todo o Mundo, restando apenas o canal inglês.

 

Ainda assim, o interesse pelos mercados financeiros não decaiu. A crise é um dos factores que sustenta esta procura. No jornalismo digital, somam-se vários portais, blogs e outras páginas na Web cujo objecto é o estado da economia.

 

No fim da sessão, outra questão relacionada foi discutida: até que ponto é que os jornalistas têm aptidões para trabalharem neste domínio? Elvira partilhou um pouco da sua experiência profissional, defendendo a importância dos profissionais da comunicação procurarem formação económica, sendo esta uma mais-valia. No seu caso o que a levou a investir nesta foi a sua ‘ignorância absoluta’ quanto ao tema. “Trabalhei muitos anos em informação cultural, que é muito bonita e muito fácil. Mas quando estava a fazer o doutoramento, descobri a economia, e que era muito bonita também. Foi fácil encontrar trabalho nesta área”.

 

Por: Ana Azevedo

 

publicado por anaclaudiaazevedo às 10:51

A última aula de Jornalismo Especializado contou com a presença da convidada Elvira Calvo, actual docente da Universidad Complutense de Madrid. Com um passado ligado à rádio e à televisão, Elvira Calvo inicia uma conversa com os alunos sobre as origens e o percurso do Jornalismo Económico em Espanha.

 

Anos 50 aos Anos 80

Segundo Elvira Calvo, foi nos anos 50 que a informação económica foi reconhecida, nos Estados Unidos. Mas foi nos anos 80 que a economia começou a ser representada como área de informação. Refere que esse fenómeno, em Espanha, deu-se quando os jornais generalistas, todos os domingos, lançavam um suplemento de cor de salmão dedicado à economia. Isso mostrava já o interesse em haver especialização nessa área.

Então, em Espanha o inicio da imprensa especializada deu-se nos anos 80.

 

Anos 90

Foi nos finais dos anos 80, inícios dos anos 90 (1994) que aparece em Espanha a 1ª rádio dedicada exclusivamente à Economia - “Rádio Intereconomia”. Inicialmente todos pensavam que esta rádio seria um fracasso, pois acreditavam que ninguém estaria disposto a ouvir a falar de contas 24 horas por dia. No entanto, ela abre “consultórios”, onde os ouvintes colocavam dúvidas/questões, tornando-se um sucesso.

Nos finais dos anos 90, a “Rádio Intereconomia” era já um fenómeno junto da classe média. Com isto, decidiu-se avançar para a compra de um canal – “Intereconomia Television”. Este, transmitia as novidades da bolsa em primeira mão e às 17h, hora do fecho da bolsa, passava a ser um canal generalista.

Em 1997, Michael Bloomberg fundou, uma agência que pretendia anunciar os valores da Bolsa a tempo real. Bloomberg cresceu tanto e ficou tão rico que criou novos meios para a informação económica. Conseguiu alastrar-se à Península Ibérica e criar a Bloomberg Tv.

A Bloomberg Television e a Intereconomía Televisión foram dois canais de televisão, que conviveram durante muitos anos em Espanha, a transmitir informação sobre economia durante 24 horas por dia. A Bloomberg Television transmitia informação “pura e dura” sobre economia e a Intereconomía Televisión era um canal mais acessível com blocos informativos em cada meia hora que resumiam a informação mais relevante do momento sobre economia, faziam consultoria e programas informativos que destacam vários sectores da área.

Em 2001 havia já:

  • Cinco rádios especializados em economia;
  • Uma rádio especializada em economia;
  • E dois canais televisivos especializados em Economia – “Intereconomia Television” e “Bloomberg Tv”

Em 2007, a Bloomberg Tv fecha todos os seus canais, com excepção de Londres.

 

Jornais Especializados em Economia em Espanha:

  • ·         Expansión: o primeiro jornal a ser lançado, ainda existe e é o mais lido nesta área.
  • El Mundo: que também disponibiliza uma edição on-line;
  • Cinco Dias: segundo jornal económico a aparecer em Espanha
  • La Gaceta de los Negocios: que desde há cinco anos para cá se converteu num jornal generalista;
  • Diario Negocio & Estilo de vida, mais conhecido por Negócios: foi o quarto jornal económico espanhol. Trata-se de um jornal gratuito que tem uma tiragem diária de 100 mil jornais e é distribuído no metro, nos cafés, nas empresas, e outros locais públicos;
  • El Economista: ultimo jornal de economia a surgir
  • O El Confidencial é um jornal espanhol exclusivamente digital

 

 

Formação em Economia

A formação académica na área da economia nos cursos de jornalismo é insuficiente. Prova disso é o facto de muitos dos cursos não terem sequer a disciplina. Elvira Calvo refere mesmo que quando terminou o seu curso não fazia ideia do que era a economia. Mas foi a sua “ignorância absoluta” que a levou abandonar a área do Jornalismo Cultural e a especializar-se na área. Segundo a docente, “descobri que a economia é bonita”, mas isso levou muito tempo, pois a maneira de colmatar esta falta de conhecimento foi “ler todos os dias a imprensa económica”.

Para Elvira Calvo, “a economia de um país é como a economia de uma casa” e o jornalista deve procurar aprender sempre cada vez mais coisas novas.

 

 

Por: Joana Silva

publicado por joanassilva78 às 09:49

08
Jun 11

 

A acumulação da aprendizagem na Universidade e o investimento profissional e pessoal, é indispensável para avançarmos nos projectos do quotidiano jornalístico.

O exemplo da jornalista Elvira Calvo, actual docente da Universidad Complutense de Madrid, como convidada da aula de Jornalismo Especializado, debateu várias questões relacionadas com o aparecimento do Jornalismo Económico em Espanha e do seu percurso profissional na área.

Para Elvira Calvo, são poucos os jornalistas que se interessam por esta área, dada a sua complexidade. A propósito desta questão, refere que apesar de a Economia ser uma área exigente, foi a mais recompensadora do ponto de vista profissional e pessoal.

Expansão do Jornalismo Económico em Espanha

 

A jornalista Elvira Calvo não deixou de referenciar que foi por conservadorismo que se difundiu um mito, segundo o qual, as páginas de Economia dos jornais só interessavam a economistas, executivos, empresários ou profissionais do mercado financeiro. O que para muitos podia parecer um tema complicado, tornou-se um “guia de sobrevivência” para a vida quotidiana de todos os cidadãos, porque aborda notícias sobre juros e inflação, assuntos preocupantes para a grande maioria.

Ditando que marco do desenvolvimento do Jornalismo Económico em Espanha decorreu nos inícios dos anos 80, com o crescimento e sofisticação do mercado financeiro, a jornalista argumenta, que prova disto, foi a coexistência de vários jornais financeiros, dedicados a notícias económicas e à instalação de agências internacionais como a Reuteurs Bloomberg News, a criação de programas especializados de Rádio e Televisão, o sucesso da Radio Intereconomia, e até mesmo a existência de alguns canais televisivos temáticos especializados em Ecomonia.

Nos finais da década de 80 inicios de 90, aliada à falta de familiaridade com assuntos económicos do público de classes sociais mais baixas, nasce a Radio Intereconomia, envergando uma preocupação didáctica com os seus ouvintes.

Difundido 24 horas sobre 24 horas de emissões, as explicações eram detalhadas o suficiente, para que os temas fossem entendidos por todos os ouvintes, mantendo ao dispor do público, espaços abertos para esclarecimentos sobre o significado de expressões, ou então, indagando sobre as melhores opções de rendimento. Este formato, tentava apoiar as pessoas a organizarem as suas economias. Prestar serviços, foi a saída encontrada pela Radio Intereconomia, para atrair a atenção do público.

 

Os finais dos anos 80 inícios dos anos 90, foram bem-sucedidos em termos de Jornalismo Económico, como refere a convidada. Os jornais de informação generalista começaram a conceber cada vez mais espaço para notícias económicas, e não apenas nas páginas da secção económica, tal como acontecia à semelhança de grandes jornais internacionais. Recorriam a páginas especiais, predominando a cor, conhecidas como “suplementos salmão”, que serviam para difundir conteúdos económicos.

Aproveitou, para citar alguns exemplos que se destacaram na Imprensa espanhola, além do pioneiro Expansio destacou o Cinco Dias, La Gaceta de los Negócios, El Economista e o jornal Negocio&Estilo de Vida.

Assistiu-se a uma era, em que a Imprensa cada vez mais, se especializava em informações sobre acções e empresas. Situação aproveitada pelo grupo empresarial Recoletos, para publicar uma edição de um jornal financeiro o Expansion, que liderou o mercado nessa epoca, a par com o jornal Cinco Dias. Este último criou uma nova forma de informação debruçando-se sobre temas de negócios e finanças. Actualmente pertence ao grupo Expansion y Prisa, editor do El País. Este jornal contempla os principais problemas da economia nacional e internacional, embora neste momento, se debate com uma crise bastante controvérsia, que tem levado ao despedimento de muitos jornalistas.

La Gazeta de Los Negócios tinha como objectivo simplificar a linguagem e a abordagem das notícias económicas. Alguns anos mais tarde, este jornal foi renovado, com o objectivo de fornecer informação mais generalista, além de ter alterado a denominação para Gaceta. A jornalista espanhola, referiu que este jornal no seu país está conotado politicamente, com ligações a uma fracção político-partidária de extrema-direita.

Por último, referiu que o jornal El Economista foi um projecto recuperado de uma antiga publicação, que embora não tenha muito êxito, mas sobrevive até aos nossos dias. Contrabalançando com o jornal Negocio& Estilo de Vida , que é o diário gratuito de informação económica com maior distribuição no país.

 

 

 

Uma Nova Linguagem nos Meios de Comunicação

 

Em 2007 os orgãos de comunicação passaram por uma crise. Elvira Calvo explicou que a causa deve-se à fragmentação de audiência e ao progresso da tecnologia, que permitiu a mudança de mentalidades.

Os grupos gestores dos média espanhóis e internacionais sofreram grandes alterações, entre os quais o grupo Recoletos que desapareceu e outras publicações financeiras foram ajustadas às novas necessidades, tais como a plataforma digital e a implementação digital TDT a funcionar já por todo o país.

No que diz respeito à televisão, destaca-se a tentativa americana da CNBC para difundir através do canal Intereconomia TV, alterando-a para uma televisão generalista, e ao encerramento da TV Bloomberg Espanha.

 

 

 

 

Jornalismo Económico On-Line

 

Neste âmbito a jornalista Elvira Calvo, tem uma opinião pessoal, de que o jornalismo económico on-line cresceu de forma acelerada nos últimos anos e que as Universidades ainda não “despertaram” para este novo mercado, porque não informam sobre ele, nem formam estudantes aptos a trabalhar nesta vertente.

Em Espanha, a Reuters e a Bloomberg são as empresas que disputam pela liderança deste mercado, e as informações que veiculam, estão presentes em terminais de computadores de operadores de Bancos e de Departamentos Financeiros de grandes empresas.

Neste cenário, os portais de economia estão posicionados como uma alternativa ao papel. Surpreendida pela proliferação de portais financeiros, define uma clara tendência na mudança de hábitos dos leitores de informação financeira, através de portais, diários económicos digitais, blogues. A jornalista não deixou de comentar, que os serviços on-line dispoem de informações de extrema utilidade para o mercado financeiro, que nem sempre são reproduzidas pelo jornalismo impresso.

 

 

 

Breve Comentário Pessoal

 

Hoje, o Jornalismo Económico nos meios de comunicação estão menos preocupados com a explicação didática dos temas e em prestar serviços. Está mais focado na conjuntura dos efeitos das sucessivas crises económicas, qua afetam a vida das pessoas sem distinção, sejam pobres ou ricas.

Mesmo os noticiários de horário nobre, de maior audiência, divulgam assuntos económicos relevantes, tais como,os sucessivos acordos com o Fundo Monetário Internacional (FMI), as polémicas sobre as taxas de juros, o crescimento ou a queda da produção industrial e agrícola, o salto da balança comercial, o aumento do desemprego. Todos esses, são assuntos, que passaram a ser abordados, com naturalidade, nos principais meios de comunicação.

O exemplo da jornalista Elvira Calvo mostrou-nos a vantagem de assumir claramentre, e em tempo devido, a importância do enriquecimento em matérias menos abordadas nas Universidades para a nossa valorização profissional/pessoal.

 

Por: Anabela Pestana

publicado por anabelapestana às 22:39

31
Mai 10

As primeiras notícias de economia começaram a circular nos boletins bancários e comerciais no séc. XVII. De uma área de elites, hoje o jornalismo económico tenta chegar às diversas camadas sociais.


Taxas de juros, inflação, previsões de mercado, crises na bolsa são assuntos que têm importância na carteira dos leitores mas que maior dificuldade exige para a sua compreensão.

 

De economia falamos quando as vendas dos jornais têm vindo a diminuir nos últimos anos, juntamente com o corte de pessoal nas redacções dos nossos jornais.

 

Hoje estamos a passar por uma fase em que se fala da uma economia dos jornais. Mas fomos ver o outro lado, quando de economia se faz jornalismo.

 

 

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Por Susana Correia e Sara Cardoso

publicado por sararncardoso às 23:50

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