Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

24
Mai 13

 

 

A Universidade Lusófona do Porto foi novamente espaço de aula aberta. O novo convidado, Álvaro Costa, abordou vários temas entre os quais o paradigma do comunicador na nova geração das redes sociais, numa seção que durou duas horas na passada quarta-feira dia 22 de maio.

 

Qual é o papel do comunicador atualmente, em especial no mundo online? Foi a pergunta que Álvaro Costa, o enérgico caxineiro e jornalista da Antena 3, tentou responder. Tomou como exemplo a própria experiência, mais concretamente na época após apresentar o programa Liga dos Últimos para a RTP. “Quando o Michael Jackson morreu, fiz a cobertura noticiosa ao qual uma pessoa disse num blogue: o que faz ali o tipo da Liga dos Últimos?”.

 

  

Agora é uma pessoa mais atenta à nova geração, que reage cada vez mais rápido ao comunicador de massas, como Álvaro, num mundo mais ligado à internet. Num discurso decorado com anglicanismos como "mainstream", "whatever" e outros jargões típicos de um utilizador online do século XXI, explica que a interação com o utilizador online é a máxima do jornalista, que “nunca está só a ouvir o programa. Está em vários sítios ao mesmo tempo, a falar no Skype, a mandar mensagens. Se a interação falhar perde-se a atenção da audiência”.

 

 

Álvaro Costa chama também atenção para o acesso à net, que é “ tão instantâneo que até dói”. Explica que é necessário estabelecer um modelo de comunicação apropriado, para depois perceber qual o modelo económico mais viável. "Portugal está atrasado 10 anos em relação aos EUA", os pioneiros das redes sociais. Com a crise, torna-se "difícil arriscar pois não há dinheiro". Para ele, o futuro está no grátis, onde os "modelos tradicionais passarão para a net, para os grandes playeres como é o caso do YouTube". Os canais generalistas "só sobrevivem enquanto houver publicidade e eventos como a vinda de papas".

 

Álvaro Costa finaliza a sessão com algumas ideias quanto ao futuro da profissão, que "é brilhante e as possibilidades são imensas, daí que seja necessário estabelecer uma ordem na vasta biblioteca de Alexandria. Os meios de comunicação tornam-nos realizadores, como o caso do iPad em que podemos tirar fotografias e fazer vídeos da realidade que queremos captar. É fundamental usar os métodos de deontologia e perceber que estamos sempre no domínio público, mesmo no online".

 

Alguns dados:

Homem da Rádio

A cidade do Porto é o local ideal para viver deste portista incondicional

Amante da Cultura Pop, desde aos filmes à música

Disc Jockey

Pai de uma menina 

 

Trabalhos:

-BBC (programa Music Box)

-Liga dos Últimos (RTP)

-Bons Rapazes (programa da Antena3)

-Grande Área (RTPInformação)

-Portugal 3.0 (atualmente no ar na Antena 3)

-AC tv, projeto para um novo cana de informação

 

 

Imagens: Página Oficial de Facebook Álvaro Costa
Veja também: 

Por:
João Mota 
publicado por jonasmota às 18:33

12
Abr 13

 

A jornalista da RTP experiente na área da Saúde, Paula Rebelo, foi a segundo convidado da aula de quarta, no âmbito da disciplina Jornalismo Especializado. Falou um pouco sobre a vida profissional no início, adversidades da profissão e como fazer um bom trabalho. A manhã do dia 11 de abril diferiu da semana passada por ser uma sessão aberta, que contou com a participação de vários cursos da Universidade Lusófona do Porto. 

 

Para trabalhar numa área especializada é necessário perceber intimamente do assunto como também um gosto pela matéria. Paula Rebelo é uma referência do jornalismo de Saúde em Portugal, “área de muitos interesses” em que é necessário “perceber o que se trata ao traduzir a informação”. É fulcral dominar dossiers, com atualização constante de informação e cultivar relações com mais fontes.

 

Por considerar no geral as notícias negativas, o normal acaba por ser menos noticiável. Para Paula Rebelo, a área da saúde no jornalismo é diferente pois a maioria das peças são sobre descobertas importantes como curas, novos tratamentos e recuperações de doentes ou seja, notícias positivas. No entanto também há espaço para o negativismo, como quando algum médico ou cientista cometeu erros. “Só é notícia quando o profissional faz algo muito bem ou muito mal”.

 

Há um desgaste de temas, que causa desinteresse ao espectador. O jornalista falar da obesidade, cancro ou tabaco, cuja única solução é a originalidade. “Uma abordagem personalizada e interessante, com ênfase nas fontes”. É também necessário sensibilizar e direcionar o profissional especializado para o foco do jornalista, pois o telespectador desinteressa-se pelo que não entende. “O médico pode ter 10 coisas importantes para falar e nós escolhemos duas por que é para nós jornalistas o mais relevante”. Para um bom trabalho considera necessárias três fases: traduzir, simplificar e ser interessante.

 

Paula Rebelo alertou também para evitar o sensacionalismo. Personalizar e humanizar o doente de forma a causar emoções no telespectador é evitável por que descredibiliza a peça. “É preciso proteger todos os doentes principalmente em situação degradante” e “evitar informação vaga e sustentar sempre tudo”.

 

Após um breve debate, já que os alunos podiam fazer perguntas durante a apresentação, a jornalista deixou como mensagem aos aspirantes à profissão de que “devemos conhecer muito bem quem vamos entrevistar” ou seja, uma boa preparação é chave para o sucesso.

 

Na quinta-feira a seguir, dia 12 de abril, viu a reportagem "Já chama à doneça renal crónica e epidemia do século" ser distinguida pela Sociedade Portuguesa de Nefrologia, um trabalho que, segundo a mesma afirmou na aula aberta, “não estava à espera de receber”.

 

Imagem: facebook Paula Rebelo

 

Por: João Mota

 

 

publicado por jonasmota às 20:03

13
Abr 12

O filme 5 Days of War realizado por Renny Harlin em 2011, baseado em factos reais, retrata a invasão russa à Geórgia, levada a cabo em Agosto de 2008. A guerra que ocorreu na zona do Cáucaso, expôs a ganância russa por poder e por reaver as terras que outrora pertenceram à URSS, nesta caso os territórios da Geórgia e da Ossétia do Sul. O filme protagonizado por Rupert Friend, retrata a vida de um jornalista de guerra que em 2007, na guerra do Iraque perde a sua namorada num ataque terrorista e que no ano a seguir parte para a Geórgia em busca de documentar, juntamente com o seu colega repórter de imagem, personagem interpretado por Richard Coyle. Num cenário de guerra, os dois jornalistas vivem os dramas do povo geórgio enquanto acompanham uma família de refugiados.

 

Durante a trama, é perceptível de avaliação algumas falhas de ética por parte da equipa de jornalistas:

 

1)      O facto de, no início, o personagem principal admitir que mantém uma relação, inclusive sexual, com a sua companheira de profissão, a também jornalista Miriam, poderá ser considerado uma falha ética, na medida em que a relação entre ambos os aproxima, sendo possível que profissionalmente deixe de haver uma separação e distanciamento adequado e leve a que exista um envolvimento mais emocional nas situações, neste caso, de perigo.

2)      Embora as imagens recolhidas fossem para ser entregues a organizações de defesa dos direitos humanos, estas eram bastante violentas. Um repórter de imagem para mostrar a violência de algo não necessita de filmar “o ato” ficando-se pelas “consequências” por exemplo. Assim sendo, considero não ser muito ético a captação de imagens de sofrimento, tortura e morte que foram recolhidas.

3)      Ao longo da história, os jornalistas filmaram a fuga e reencontro da família de refugiados, com todas as contrapartidas que isso trouxe, acompanhando-os. Neste caso, para serem respeitadas normas éticas deveria ter existido um distanciamento, não sendo usada a família como modelo de “família fugitiva geórgia”.

4)      Outro facto que demonstra falta de ética, prende-se pelo facto de as cadeias não aceitarem as imagens, cedendo a pressões do presidente russo, optando por passar imagens dos Jogos Olímpicos.

 

Por fim, creio que a frase proferida pelo senador americano Huram Johnson, em 1918, “The first casualty of war is truth”, isto é, “A primeira vítima da guerra é a verdade”, demonstra como a cobertura de um conflito pode não ser objectivo, sendo possível manipular a realidade. Outra questão que se pode colocar, é, Quem tem razão? Quem diz a verdade?

 

 

 

Por: Pedro Miguel Martins

publicado por blogafazerdeconta às 22:34

26
Mai 11

Jornalismo Especializado

 

“O que seria do azul se todos gostassem do amarelo”

Esta expressão mostra que o engraçado da vida está na diferença. E no Jornalismo isto pode ser observado através do Jornalismo Especializado.

Chama-se “Especializado” o jornalismo voltado para públicos específicos, isto é, quando se dirige a públicos unidos por interesses comuns. É a abordagem aprofundada e especifica de temas e, por isso, deve ser realizado por jornalistas com bagagem e experiência do assunto. Os vários cadernos que integram os jornais clássicos, especialmente aos domingos, enquadram-se bem na definição de Jornalismo Especializado. Eles se dirigem a públicos específicos como, por exemplo, os apreciadores de Informática (Caderno de Informática), etc.

Dentre as áreas do jornalismo especializado, estão: Jornalismo Político, Jornalismo Económico, Jornalismo Desportivo, Jornalismo Cultural, Jornalismo Cientifico (também chamado de Ciência e Tecnologia), Jornalismo Social, Jornalismo Sindical, Jornalismo Ambiental, Jornalismo Policial, Jornalismo de Variedades, Jornalismo Literário, Jornalismo especializado em Educação, Jornalismo especializado em Saúde.

A reportagem que se segue abaixo, insere-se no Jornalismo Social.

 

 

Por: Joana Silva
publicado por joanassilva78 às 19:10

06
Abr 11

Começa aqui a atividade do Blog da UC de Jornalismo Especializado em 2011.

 

Nos próximos dias serão aqui publicados os trabalhos realizados pelos alunos.

 

Daniel Catalão

publicado por jornalismoespecializado às 16:54

17
Jun 10

 

"Story-line"

 

Realizado por Kevin McDonald, este filme é baseado numa série política da BBC. Com nomes sonantes no seu elenco principal, como Russell Crowe, Ben Affleck, Harry Lennix e Rachel McAdams, “State of Play”, conta uma história que aborda as reviravoltas e conspirações político-militares. Ao mesmo tempo que entramos numa rede de informações e transformações, dadas e muito bem pelo excelente argumento, damos conta de que este não é só mais um Thriller Político mas sim o bom resultado de uma investigação fictícia que consegue prender-nos ao ecrã.  Neste caso, trata-se de uma investigação com final feliz, carregada de perspicácia do jornalista. É um argumento complexo que requer bastante atenção mas que deixa transparecer o brilhantismo e talento de McDonald.

 


 

1.Com bom resultado, mas com estrutura previsível, Intrigas de Estado vale como um entretenimento passageiro.”


 

 


publicado por carlacoelho às 23:01

16
Jun 10

 

Álvaro Costa


Quem foi e quem é?

 

Um jovem com quase 51 anos de idade. Sim, Jovem! Na mentalidade, na madeira de ser e se exprimir, no à vontade, na ambição...

Nasceu em 1959. Em 1980 começou na rádio, mais propriamente na RDP, e nunca mais parou. Álvaro Costa tem um currículo invejável. Passou pela Rádio Comercial, Antena 1 e Rádio Nova, mostrando em todas elas a sua marca de boa-disposição e o seu imenso saber musical. Deixou a cidade invicta em 1979 para ir em busca de um sonho e trabalhou na BBC.

Álvaro já fez de tudo: radialista, apresentador de televisão, comunicador, comentador, jornalista.

Hoje é conhecido entre a pequenada pelo "Apresentador da Liga dos Últimos", que eles veneram, e por ter sido um dos responsáveis pela divulgação do rock em Portugal.

 

 

Álvaro

1. Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras e esta não é excepção, resume, de certa forma, quem é o Álvaro enquanto pessoa e profissional.

publicado por carlacoelho às 00:03

31
Mai 10

As primeiras notícias de economia começaram a circular nos boletins bancários e comerciais no séc. XVII. De uma área de elites, hoje o jornalismo económico tenta chegar às diversas camadas sociais.


Taxas de juros, inflação, previsões de mercado, crises na bolsa são assuntos que têm importância na carteira dos leitores mas que maior dificuldade exige para a sua compreensão.

 

De economia falamos quando as vendas dos jornais têm vindo a diminuir nos últimos anos, juntamente com o corte de pessoal nas redacções dos nossos jornais.

 

Hoje estamos a passar por uma fase em que se fala da uma economia dos jornais. Mas fomos ver o outro lado, quando de economia se faz jornalismo.

 

 

MAIS SOBRE JORNALISMO ECONÓMICO:

 

HISTÓRIA DO JORNALISMO ECONÓMICO

 

COM A CRISE VÊM NOVOS LEITORES

 

PRÉMIO SANTANDER TOTTA PARA MELHORES TRABALHO DOS JORNALISMO ECONÓMICO

 

 

Jornais Económicos:

 

Jornal de Negócios

Diário Económico

Portugal Económico

Jornal Fiscal

 

 

Por Susana Correia e Sara Cardoso

publicado por sararncardoso às 23:50

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