Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

27
Mai 11

 

A moda passou a ganhar o seu espaço dentro de cada indivíduo. Por vezes por exigência da sociedade, ou por gosto pessoal, mas o certo é que ninguém lhe fica indiferente.

Actualmente o conceito “moda” esta muito mais liberalizado, uma vez que tudo é permitido desde, decotes, transparências, rachas, peles, roupas com ar de desgastadas, são peças com estas características que qualquer pessoa usa no seu dia de forma mais formal ou informal.

 

Se hoje em dia se utiliza tudo aquilo que a moda coloca à disposição dos seus consumidores, a verdade é que as coisas não foram sempre assim tão simples.

Pois em outros tempos a imaginação e criatividade, tinham limites rigorosos, assim como mostrar as pernas, usar um decote mais ousado eram vistas com mãos olhos, pela sociedade.

Mas da imagem de mulher sempre tapada, que não deixava evidenciar traços do corpo feminino, com roupas desconfortáveis, esta vai passar a libertar-se das amarras dos corpetes e espartilhos para dar lugar ao conforto de roupas cómodas e ajustadas às medidas do seu corpo.

 

Quando finalmente as mulheres se soltaram dos trajes que durante tantos anos as sufocaram, e conseguiram adoptar uma postura descontraída tendo em conta o trabalho fabril que passaram a desempenhar, retorna-se novamente à velha ideologia de tapar as pernas. E, durante muito tempo, as mulheres viveram nesta insatisfação do seu vestuário, em função da desigualdade existente entre os sexos.

Após a luta por direitos femininos, ainda muito escassos na altura, e posteriormente à II Guerra Mundial, é que chegam as calças concebidas para mulheres. Das calças ao biquíni foi apenas um passo, mas apenas algumas mulheres tinham permissão para usar o tradicional biquíni, nomeadamente as actrizes e personalidades. As restantes mulheres, cidadãs anónimas, eram punidas moralmente se vestissem as duas peças que componham, o biquíni.

 

Posteriormente aos corpetes, calças, biquínis, eis que surge a grande revolução no vestuário feminino: a mini-saia.

Concebida para revelar a beleza da mulher,a mini-saia não  teve uma aceitação propriamente fácil nas sociedades, mas aos poucos ganhou o seu lugar no mundo da moda. Desde de então as portas para a criatividade começaram a abrir-se de forma mais natural para os criadores. A moda passou a gozar da criatividade e exuberância à qual hoje está intimamente ligada!

 

Por todo o mundo os criadores de moda recorrem aos mais variados motivos, cores, tecidos, temas, padrões, cenários, para lançarem as suas colecções. A imaginação deambula em caminhos fartos de criatividade, sem regras, onde impera a lei daquilo que é ‘novidade’.

A moda infiltrou-se em todas as áreas da sociedade. Ninguém dispensa saber quais são as últimas tendências para a próxima estação e todos, uns mais escravos que outros, tentam seguir as tendências.

Seguir a moda é caminhar a par e passo com a modernidade, mas é também conservar a sua identidade exterior. Afinal quem nunca comprou aquela peça que esta “IN” , na estação?

 

 

  

Para melhor perceber a moda em Portugal, Gio Rodrigues, o designer conhecido pela sua sobriedade e exuberância, fala sobre o seu percurso no mundo da moda:

 

 

 

Como nasceu a marca Gio Rodrigues?

A marca Gio Rodrigues surgiu há 10 anos, quando tinha uma loja no Centro Comercial Península e comecei a criar uma colecção. Surpreendentemente, foi um sucesso e comecei a crescer e a aumentar as minhas criações. Na fase inicial só tinha roupa de homem, mas com o passar do tempo a moda feminina marcou posição. A empresa foi fundada em 2007, por mim, em sociedade com a minha mulher, numa aposta de trabalho mais directo com o cliente. A marca Gio Rodrigues existe desde 2000, mas tem vindo a desenvolver e expandir diversas linhas, sempre no sentido de completar a preferência dos seus seguidores.  

Em que se inspira para as suas criações?

As minhas criações são desenvolvidas no meu subconsciente, ou num momento de inspiração sem hora ou local definido. De um tema surgem inúmeros ramos,  como se fosse um caminho e daí vem um novo percurso, uma nova definição. Sou sempre terra a terra, pois considero desnecessário criar algo inútil que tenha beleza, mas não funcionalidade ou adaptação às necessidades humanas.  Quando estou a criar para uma noiva por medida, procuro inspiração no que ela me transmite, nas suas vivências e nos seus sonhos.

Que género de clientes procuram a marca Gio Rodrigues?

Os clientes Gio Rodrigues são pessoas decididas e com personalidade vincada. Quando procuram o meu trabalho, já o conhecem, distinguem e identificam-se comigo e com o que crio para eles. Os nossos clientes gostam de atenção, desde que entram na loja, passando pelas provas, até ao dia em que levam as peças para casa.   

Como caracteriza as suas criações?

Classe.

 

 

 

Por: Marta Soares

publicado por martasoares às 23:06

São jovens, rapazes e raparigas ainda adolescentes. Ingénuos e imaturos, deixam-se fascinar por um mundo de brilho e glamour, onde o reconhecimento parece ser algo aparentemente fácil. São fruto de uma sociedade apologista da imagem e cresceram a ver meros desconhecidos tornarem-se famosos do dia para a noite. Vivem as expectativas criadas pela publicidade e alimentadas por castings, concursos, escolas de modelos e agências. A moda é um negócio, à escala mundial. A visão comercial é talvez a mais poderosa neste meio, onde sobreviver requer sacrifício e inteligência. No entanto, quem corre por gosto não cansa.

 

À procura do sonho

 

Quem procura, facilmente tem acesso a uma série de contactos: a oferta desdobra-se em agências de acting, modelling e publicidade; escolas de modelos; bookers e fotógrafos, recrutamento de figurantes, castings e captações… Há para todos os gostos. Para quem quer ser manequim; para quem quer participar em séries juvenis; para quem quer fazer anúncios… Muitos jovens tomam a iniciativa porque há alguém que lhes diz que são muito fotogénicos e que até têm as medidas perfeitas para desfilar na passarela. Outros são abordados na rua por representantes de escolas de modelos, que pretendem angariar novos alunos. Aliciados, pagam pequenas fortunas para terem uma formação que dura em média 3/4 meses, e que incide em áreas diversas como teatro, moda, fotografia e valorização pessoal.

 

Foi o caso de Isabel. Veio para Portugal para ingressar no ensino superior e conseguiu-o, arranjando de seguida um emprego para suportar as despesas. Conciliando trabalho e estudo, com muito esforço, não esqueceu um desejo antigo: “Sempre foi o meu sonho um dia ser modelo: desfilar, posar para as fotos…desde miúda, nunca desisti!”. Um dia, ao regressar das aulas, uma recrutadora da escola de modelos Next Time, convidou-a a frequentar um curso e Isabel aceitou. Contudo, saiu um pouco desapontada: “A formação acabou por não corresponder às minhas expectativas. A primeira vez que fui a uma agência de manequins descobri que não tinha aprendido tanta coisa assim. Há algo mais para aprender.” Mas a cabo verdiana de 24 anos não baixou os braços e conseguiu trabalho, nomeadamente fez alguns catálogos. “No início, dizem sempre que nos vão arranjar alguma coisa, mas ninguém fez nada por mim. Eu é que levei o meu book e fui à procura.” Acabou por ser agenciada pela Best Models, mas ganhou uma visão diferente da que tinha, “É um mundo confuso. Quem entra na moda tem que ter os pés bem assentes na terra, não se pode acreditar em tudo”.

 

 

Também Marcelo, finalista da licenciatura em Ciências da Comunicação e da Cultura, frequentou a mesma escola que Isabel. No entanto as motivações que o levaram a aceitar o convite foram completamente diferentes: “Gostei muito da experiência. Posso dizer que foi proveitosa. Ajudou-me a sedimentar e a exponênciar capacidades comunicativas cruciais para a área académica e profissional que estou a perseguir neste momento”.

 

Entrar no mercado

 

Elas querem crescer mais rápido do que a natureza lhes permite, ansiosas por aparentarem uma idade que não têm. Eles dedicam horas e horas ao ginásio, trabalhando para ter um corpo esculpido, que capte todos os olhares. Na maioria das vezes, pouco ou nada sabem de alta-costura, muito menos ainda sobre o respectivo mercado. Porém, querem aparecer! “Há cada vez maior procura. Muitos não querem ser modelos, mas sim fazer qualquer coisa na televisão.”, confirma Sofia Miranda, da escola Next Time. Seduzidos pela fama, idealizaram um conceito muito distante do verdadeiro.

 

Carina desde cedo despertou para essa realidade. O seu rosto exótico não passou, nem passa, despercebido aos olheiros da moda, tendo já recebido inúmeras propostas para trabalhar na área. Na adolescência fez alguns desfiles, estimulada ao ver as portas que, de um momento para o outro, se abriam diante dos seus olhos. Porém, estas primeiras experiências marcaram-na de uma forma que determinaria as suas escolhas futuras: “Fiquei com uma impressão negativa porque há mais contras do que prós, no mundo da moda. Desde que vi como as coisas aconteciam nos bastidores, perdi o entusiasmo todo.” Ainda visitou algumas agências mas aí encontrou mais contrariedades que a desmotivaram: "Comecei a achar estranho pois haviam agências que queriam que eu tirasse um curso. Enquanto que outras pessoas apostavam realmente em mim. Agora sei que um curso não valida nada. Se o modelo tiver potencial é a agência que vai investir nele". Decidiu deixar de fazer trabalhos. “Eu gosto muito de desafios e a moda não criava esses desafios para mim. Prefiro fazer coisas que eu escolho, não que sou obrigada a fazer”. Hoje, aos 22 anos, não se arrepende de ter apostado exclusivamente na sua formação académica, e defende que um curso superior lhe dará uma estabilidade profissional incomparável. “Quero fazer uma carreira sólida em jornalismo”, afirma.

 

Com efeito, viver da imagem é um investimento demasiado volátil, como afirma Cristina Paiva, image manager: “A moda é um hobbie, eu não a considero uma profissão. Não nos dá dinheiro fixo ao fim do mês e, quando muito, só se trabalha como modelo até aos 30 anos”. Cristina foi modelo e hoje é co-proprietária da agência Layjan. Os seus 25 anos de carreira ensinaram-lhe muito. “Em Portugal, praticamente não existe moda. Para manequins não existe mesmo. É difícil viver de desfiles: há poucos e são mal pagos. Ser modelo é uma luta muito grande”. Considera que a melhor idade para começar, na profissão, ronda os 16 anos, e sempre com o apoio dos pais. Mas na sua experiência já assistiu a um pouco de tudo: “Às vezes são os pais que influenciam os filhos, com 13/14 anos, a serem modelos, a tirarem um curso, o que é absurdo. É impossível prever como a pessoa vai crescer!”. Quanto a esse tipo de cursos, tem uma opinião convicta: “Essas escolas existem para tirar dinheiro às pessoas. Dão umas fotos aos alunos, que não servem para nada. E os profissionais que dão aulas não têm formação nenhuma. Não fazem selecção nenhuma, qualquer pessoa que chegue lá disposta a pagar quinhentos ou mil euros é aceite”. A ex-manequim discorda da acção que esses estabelecimentos promovem, quando por vezes convencem os alunos a tirarem o curso apenas por uma questão de realização pessoal, mesmo sabendo que estes não encaixam no perfil de modelo requerido no mercado. “Iludem muita gente, criam-lhes um castelo que não existe. São uma vigarice. E a prova é que nem um recibo dão aos alunos. Os proprietários enchem-se de dinheiro e não pagam nada ao estado”. Acrescenta ainda que, este tipo de situações deixa o país muito mal visto, no panorama internacional.

Isabel, questionada quanto à falta de recibos confirma nunca ter recebido nenhum, durante o tempo que frequentou a escola Next Time.

 

 Em relação aos critérios de selecção dos candidatos a alunos, na escola Next Time, Sofia Miranda esclarece: “Os alunos só chegam aqui através de convite. Fazemos uma entrevista e avaliamos o perfil de cada um. Conta muito a parte psicológica dos meninos, o comportamento que têm em casa, as notas na escola…se de facto têm perfil para frequentarem a nossa formação, serão escolhidos. E tanto no caso de menores como com alunos maiores de idade, devem vir sempre acompanhados dos encarregados de educação”. Garante também que “Os alunos, no final do curso, recebem um historial [com apontamentos das aulas] e uma lista de agências às quais se podem candidatar, nas quais confiamos. E damos acompanhamento, qualquer coisa sabem que nos podem ligar”.

 

Apesar de ser indispensável, ter o perfil certo não chega para consolidar uma carreira ligada à moda. A formação certificada e os contactos são também importantes. Além da persistência e do espírito de sacrifício.

O essencial é continuar a perseguir o sonho, sem deixar de acreditar que o destino merece sempre uma segunda oportunidade, quer seja na moda ou noutra área profissional.

 

 

 

 Por: Ana Azevedo

publicado por anaclaudiaazevedo às 09:20

 

Vestuários deslumbrantes, estilistas famosos, tecidos e acessórios de últimas geração. Não nos leva a pensar que desde a pré-historia o homem vem criando a sua moda, não somente para proteger das intempéries, mas como forma de diferenciar em  diversos aspectos, como por exemplo, aspectos sociais, religiosos, estéticos,  místico, simplesmente para se distinguir individualmente.

Os seres humanos passaram a cobrir-se com peles de animais para se proteger do clima e, com o tempo, essa protecção tornou-se cada vez mais sinónimo de poder e status.

Na época bizantina dava-se valor, por exemplo, às roupas na cor roxa, pois essa cor era derivada de um pigmento muito raro que só a nobreza tinha condições de adquirir.

Já os mais pobres usavam roupas na cor azul, que era feita com uréia, encontrada em abundância, pois os tintureiros tomavam muitas bebidas alcoólicas, faziam a urina em baldes, e essa era utilizada para tingir as peças de tecido.

O mundo da moda evolui consoante a sociedade pois é abordada como um fenómeno sociocultural que expressa os valores, hábitos, costumes, usos em um determinado momento.

A moda em Portugal começou nos anos 20, as mulheres usavam maquilhagem, podiam mostrar as pernas, os vestidos eram leves, e elegantes, os cabelos era curtos. A mulher sensual não tinha curvas e tinha seios pequenos.

Nos anos que se seguem a moda mantém-se só mudando as cores, padrões, embora haja uma enorme liberdade de escolha.

A moda internacional é a grande influencia da moda portuguesa nos dias de hoje.

 

Apresentação.


  


Para dar inicio a este trabalho, recorri a uma ex manequim,  que desde muito nova inicio a sua carreira no mundo da moda.

Paula Cristina dos santos Paiva,  natural do porto, nasceu a 27.03.1968,  aos 18 anos (1986), inicio um curso de manequim e formação complementar na área da moda na escola Brain McCarth em Lisboa, aos 20 anos(1988), formou na SEI( Sociedade Espanhola de Inovacion) em gestão comercial e artística na área da moda e acting.

Em termos profissionais a ex manequim  participou em vários desfiles de moda (“moda Lisboa – Estilista Zé Carlos”,  moda Porto – Exponor em Matosinhos),  ao 20 anos participou na “Moda Madrid” e em varias campanhas publicitarias nacionais e internacionais.

Aos 22 anos (1990) estagia como promotora e gestora artística na agência de manequins “look” em Braga, não remunerado.

Em 1991 abre a sua empresa “New look” como empresaria em nome individual que presta serviços em gestão artística e agenciamento de manequins.

 

 Segundo a Paula Paiva as raparigas que entram no mundo da moda são influenciadas pelos Pais e pela sociedade. Algumas são influenciadas pelos pais porque eles não sabem passar os valores necessários, que os estudos são mais importantes pois permite viver com segurança a vida inteira.

Para Paula Paiva entrar no mundo de Modelo com 16 anos é mas aconselhável se for bem acompanhada pelos pais. Os mesmos têm que impor e incutir valores que façam com que esses jovens com sede de sucesso e que muitas vezes se deixam iludir por um mundo de glamour e de luxo que muitos pensam ser algo fácil no mundo da moda, e esquecem dos estudos.

 Segundo Paula Paiva é errado uma miúda com 13 anos os ser influenciada pelos pais a fazer um curso de manequim,  

Para a mesma aos 13 anos elas ainda estão a crescer e mal sabemos se vai ter um peito grande ou pequeno, se será muito alta ou não, ou mesmo se terá tendências  engordar ou não.

Paula Paiva acredita que hoje em dia a Moda é mais exigente pois apesar de não se preocupar muito com o intelectual das manequins, exigem muito em termos físicos, de uma forma tal, que a bulimia é uma doença que esta cada vez mais presente no mundo da moda.

 Tem um padrão de beleza, hoje em dia  que  exige  muitos  aos manequins. A maioria dos desfiles que vimos  na  televisão  maiorias são de baixo peso

 

Para ela a Moda não devia ser global, a moda devia ser cada pessoa  ter o seu próprio estilo, gosto  e vestir da forma que melhor lhe convir. A  moda  vem nos impor um padrão colectivos de cores cortes e isso se torna toda gente igual. Excelente era  cada pessoa ter o seu próprio estilo ,era mais ou menos assim nos anos 80,hoje em dia todas as meninas vão as lojas comprar cores branca porque esta na moda. A Moda hoje e um pouco irracional

 Ela define a moda como uma criação que depois cria dependência ,cria o numero exagerado de dependência cria igualdade nas pessoas na forma de vestir ,  acaba de tirar a personalidade as pessoas.

A Moda é um colectivo de cores cortes cria  uma ideias as coisas e algo.

Para ela  hoje em dia a moda evolui, na nossa idade a moda representa 40% a 50%das compras ,isto quer dizer que evolui muito, não quer dizer que seja  positivo .Enquanto no meu tempo mandava fazer o vestido a costureira  ficava baratinho dava para  3 , 4 anos , enquanto que nos  compramos  nas loja numa colecção ,no ano seguinte não queremos usar. Tornamos demasiado consumista, penso que nos tira a qualidade de vida, porque nos vivemos menos e vestimos mais. Enquanto que nos tínhamos dinheiro para ir de ferias gastávamos menos na moda.

Segundo  Paula Paiva em Portugal não existe moda para os manequins, só existe moda para os estilistas. Para manequins portugueses só existem media dúzias de desfiles.

“ A moda é um hobbies não é uma profissão” – Paula Paiva

 

Influencia da moda em Portugal

 

isabelfoetes

 

Anos 20

 

Anos 30

 

 


Nos anos trinta as saias eram compridas e os vestidos eram justos e rectos.

Por causa do desporto os saiotes diminuíram as  cavas, aumentaram os
decotes, desceram ate a cintura. A mulher desta época devia ser magra e
bronzeada. Nas gandes cidades já eram visíveis estas tendências embora nas
vilas e aldeias não tivessem grande relevância.

 

Anos 40

 Nos anos  a escassez de tecidos  fez as mulheres tivessem  que utilizar materiais alternativos,

como fibras  sintéticas .As calças  compridas e vestidos  eram  populares ,as saias eram curtas e com pregas.

E já começava  a notar em vários pontos  do nosso pais, Principalmente  na alta sociedade.

 

Anos 50


Nos anos 50 a escassez dos cosméticos do pais, a guerra fizeram se  notar . Os cabelos eram
curtos ,os penteado eram rabos de cavalo e coques .o estilo das ingénuas era chique.

 

 

Por: Isabel Fortes

publicado por isabelfortes às 02:01

02
Mai 11

 

Paula Martinho da Silva, jornalista especializada na área da moda, foi a 3ª convidada da aula de Jornalismo Especializado. Cruzando moda e economia, a jornalista deu a conhecer à turma um pouco do trabalho que tem vindo a desenvolver, nomeadamente na RTP.

 

Poderia dizer-se que há dois tempos distintos: antes de Paula e depois de Paula. A jornalista levou a cabo uma verdadeira transformação na forma como a moda é tratada, no âmbito da informação. Longe dos estereótipos que associam contornos de futilidade e luxúria a esta área, escolhe ângulos diferentes dos habituais para as suas reportagens, abrindo caminho a novas abordagens.

“A moda faz parte de todos nós”, afirma Paula, justificando a procura do público por esta temática. Com efeito, a divulgação de eventos como desfiles e salões internacionais tem vindo a crescer, tal como o seu espaço nos conteúdos informativos. Se há cerca de alguns anos as notícias referentes a moda eram deixadas para último plano, hoje isso mudou e contam com uma projecção muito maior e abrangente. Prova disso é o trabalho de Paula, que vai além fronteiras, quer terrestres quer mentais.

Todos os anos viaja até às principais capitais da moda, em busca das novas tendências, sem deixar de estar atenta a muitas outras questões presentes neste panorama. Ao longo da carreira, a jornalista trouxe um importante contributo para a indústria nacional, especialmente no ramo têxtil e do calçado. Dando visibilidade a criadores e empresários portugueses, conseguiu ilustrar a raíz do grande entrave à criação de marcas globais em Portugal: “os portugueses desvalorizam o que é nacional e há falta de consciencialização, por parte dos fabricantes, da importância do design”. O país, apesar da falta de investimentos, mantém ainda uma forte tradição de qualidade na confecção. Porém, a maior capacidade financeira de outras marcas europeias, faz com que os empresários nacionais continuem a produzir para estas, quando deveriam estar a investir na criação de uma marca própria.

Forma-se um ciclo vicioso que por sua vez leva a uma situação muito comum: quem nunca saiu à rua e encontrou alguém com uma peça de vestuário exactamente igual a que está a usar? Este foi o mote que inspirou Paula a explorar o conceito do fast fashion e o universo das marcas globais, na reportagem “Tenho uma blusa igual”. Através de uma incursão ao império Inditex, símbolo da democratização da moda no Mundo inteiro, acompanhou de perto todo o processo pelo qual passa uma camisola: desde a confecção em Portugal, passando por Espanha para ser distribuída em várias lojas Zara por todo o Mundo, inclusive no nosso país.

 

Após a visualização da reportagem, seguiu-se uma breve troca de ideias entre alunos e jornalista, finalizando assim a sessão.

 

Por Ana Azevedo

publicado por anaclaudiaazevedo às 18:00
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A jornalista da RTP, Paula Martinho da Silva, tem desenvolvido trabalho na área da moda, especialmente, sobre a sua componente mais económica. Para falar sobre o seu trabalho esteve presente na ULP, a convite de Daniel Catalão, docente da unidade curricular de Jornalismo Especializado. Abordou a questão da evolução desta área em Portugal, falou sobre as suas reportagens elaboradas a partir de visitas a feiras internacionais de moda, das conversas com criadores ilustres desta arte e da posição que este sector ocupa actualmente em Portugal e em Espanha, tendo exposto o caso particular da empresa Inditex, a maior empresa de distribuição de roupa do mundo.

 

 

 

 

publicado por líciacunha às 17:10
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Paula Martinho da Silva, jornalista de longa data da RTP, participou no ciclo de convidados da unidade curricular, Jornalismo Especializado.

Uma profissional especializada numa junção de áreas pouco comuns, cruzando a economia com a moda. Uma combinação interessante que tem adquirido cada vez mais espaço no órgão de comunicação a que pertence.

 

A jornalista iniciou a sua intervenção com uma pequena abordagem ao gigantesco império Inditex. Um grupo que inclui a marca Zara, Berskha, Stradivarius (...) para chegar ao ponto fulcral de que “viver de moda é difícil em Portugal”.

Paula Silva afirmou que muitas marcas internacionais conceituadas são produzidas em Portugal, ou seja, as peças de roupa são confeccionadas em Portugal, são made in Portugal. Em várias situações, a marca internacional prefere que a peça esteja associada a made in Europa do que made in Portugal. Apesar da excelente confecção que se faz em Portugal, apenas o que é produzido passa pelas fronteiras. O nome, esse, fica cá dentro. Paula Silva partilhou com os alunos uma experiência que teve em Milão, perguntou a várias pessoas se conheciam marcas portuguesas, mas tentativa falhada, ninguém conhecia marcas de Portugal.

 

A profissional falou da dinâmica da fast fashion e a produção in the moment, conceitos inteiramente ligados ao grande império Inditex. A empresa que democratizou a Moda em todo o mundo. O maior grupo de distribuição de moda do mundo, com sede em Arteixo, a 15 quilómetros da Galiza. O complexo tem perto de um milhão de metros quadrados, com onze fábricas, um centro de logística, um centro comercial piloto e um atelier com trezentos estilistas para que haja mudança de “montras” nas lojas semanalmente, às quintas-feiras. Esta gigantesca fábrica, emprega cerca de noventa e dois mil trabalhadores, entre os quais cinco mil são portugueses. Um caso de sucesso estudado nas mais prestigiadas universidades, com um dono muito discreto (Armâncio Ortega), sem entrevistas e sem publicidade. Abriram portas, pela primeira vez, à jornalista Paula Martinho da Silva, que partilhou com os discentes, os pontos fulcrais desta empresa, onde a grande parte da produção é feita no norte de Portugal.

 

Uma globalização de moda no mundo em que Portugal está presente, como produtor por encomenda, mas que poderia ocupar o rosto da marca porque tem uma confecção de excelência, como afirma Paula Silva “os melhores escolhem Portugal”. E é esta, sem dúvida, a grande diferença entre Portugal e Espanha. De um lado, ficam as produções, Portugal. Do outro lado, ficam as marcas, Espanha. 

 

Por Carina de Barros

 

publicado por crnbarros às 17:07

 

A jornalista especializada no sector da moda da RTP, Paula Martinho da Silva, foi mais uma das convidadas da unidade curricular jornalismo especializado. Ao longo do seu percurso profissional, tem se vindo a destacar, por cruzar a moda com a economia, ganhando terreno no campo jornalístico referindo que “ Uma reportagem sobre moda antes era emitida sempre no final do bloco noticiário, muito pelo facto de não trazer nada de novo, mas se esta for trabalhada de outra maneira as coisas mudam”.

          A visão da jornalista não se baseia focar somente a moda, tentando perceber tudo o que envolve esta área. Começando por referir, o facto da ausência de marcas portuguesas no mercado nacional e internacional, uma vez que as marcar portuguesas são desvalorizadas nos mercados. Em sociedades em que a forma como cada um se veste diz muito de si próprio, a nossa convidada refere que “ Actualmente a geração de hoje não liga muito se a roupa que veste é de estilistas portugueses ou estrangeiros, mas nas gerações anteriores davam grande valor a essa questão, sendo que preferiam marcas estrangeiras”.

          Além do “Made in Portugal” ser olhado de lado por algumas pessoas, tem sido grandes personalidades a irromperam com esse estereótipo, como o caso de Letícia Ortiz, utilizando sapatos de Luís Onofre, Filipe Baptista por sua vez calçou o presidente francês Nicoli Sarkozy, e Barack Obama utilizou sapatos assinados por Carlos Santos.

 Mas o certo é que Portugal não tem crescido no território da moda, pelo contrário a nossa vizinha Espanha tem dado cartas no ramo da moda, apresentando um grande crescimento. Paula Martinho, no decorrer na sessão exibiu uma reportagem para melhor percebermos a disparidade entre a indústria espanhola e a portuguesa. A reportagem com o titulo “ Tenho uma blusa igual ”, dá a conhecer o Grupo Inditex, detentora das marcas Zara, Pull & Bear, Massimo Dutti, Bershka, Stradivarius e Oysho, que abriu as suas portas para dar a conhecer uma das grandes indústrias da moda internacional.       

 

                

O grupo Inditex, é conhecido por ser um dos maiores empregadores, contendo cerca de 300 estilistas, contendo fabricação e distribuição a seu cargo, não faz anúncios publicitários e raramente o grupo remete comunicados para a comunicação.

Por outro lado a reportagem aborda, a difícil sobrevivência de marcas próprias com assinatura de estilistas portugueses, por ainda existir uma certa inibição quanto ao “ Made in Portugal”, para este ser vendido quando fabricado em Portugal tem de ser referenciado com “Made in UE”.

           

O facto de o grande grupo também fazer réplicas dos modelos que os estilistas apresentam em passerelles, e depois venderem nas suas lojas a preços acessíveis é um outro factor de competitividade, muito difícil de combater.

 

 

  A jornalista conseguiu passar a mensagem da globalização da moda, do poder monetário em desigualdade com a criatividade e design.

                                                                                                                                                                                                                                

Por: Marta Soares

 

publicado por martasoares às 15:53
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Na primeira aula esteve presente o responsável da parte online do Jornal Notícias (JN), Manuel Molinos. O entrevistado referiu que o JN foi o primeiro jornal com versão online, com a presença da versão papel transferida para a Web. Considerado por ele, um processo demorado e muito amador. Dois Jornalistas tinham essa função de colocar os conteúdos na internet e durante alguns anos o site viveu um período de estagnação.

  Em 2008 o JN remodelou e mudou o editorial do site, em que demorou um ano a ser desenhado o site, de acordos com alterações gráficas e das ferramentas que constituem o site. Também nesse ano houve uma grande aposta nas redes sociais e no multimédia e formou-se um núcleo de jornalistas só para trabalhar na parte online do jornal, com função de hierarquizar o que aparece na página online. Os jornalistas da parte online têm também conhecimentos em Flash e Javascript.

  As redes sociais como fonte de informação e em que as pessoas gerem conteúdos, foram uma aposta forte a partir de 2009, com a presença ativa do jornal no Facebook e no Twitter. Em determinado momento, o JN e a Sapo foram parceiros, estando o jornal online alojado durante algum tempo no seu site. Curiosidade surge quando a ligação entre estas duas empresas chegou ao fim e o JN aumentou as suas visitas por parte dos utilizadores.

  Uma das características do site tem a ver com os vários blogs temáticos que aí podemos encontrar. O JN tem vencido alguns prémios de ciberjornalismo e em Março de 2011 apresentou um novo record ao chegar às 23 milhões de visitas.

  O grupo Controlinveste criou em á pouco tempo um serviço pago de informação, o chamado e-paper. Esta versão mobile encontra-se disponível para o iphone, ipod e sites mobile.

     Na segunda aula a convidada foi Paula Silva, Jornalista da RTP. Trabalha na área de moda e entrevista vários criadores portugueses. Esta moda normalmente é pensada só para desfiles em que o calçado e vestuário só era possível ser adquirido por encomenda.

  Esta jornalista tem um espaço na RTP sobre moda, faz várias reportagens televisivas, estabelece contactos e tem normalmente acesso a notícias em primeira mão sobre este ramo de atividade. Paula Silva desloca-se a Feiras Internacionais para cobrir eventos sobre moda.
Em trabalho viajou para vários países e costuma ir três vezes por ano a Milão.

  Na aula apresentou a recente reportagem que fez para o Linha da Frente, sobre o grupo Inditex que controla marcas como a Zara, Stradivarius, Oysho ou Pull na Bear, com o nome “Tenho uma blusa igual”.

 Ambos os convidados destas duas aulas, no fim foram prestáveis a responder a perguntas vindas dos alunos.

 

Ilídio Guerreiro   

publicado por filipe89 às 10:03
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01
Mai 11

A jornalista Paula Martinho da Silva foi mais uma das convidadas à aula de Jornalismo Especializado. A trabalhar na RTP há alguns anos, a jornalista passou a cobrir os acontecimentos ligados com moda. No entanto, por querer se distinguir de todos os outros, os seus trabalhos sobre moda têm também uma vertente de economia.

Conta que durante o seu percurso na Universidade, nunca pensou em se especializar nessa área. Com um contacto mais directo com estilistas, começou a especializar-se na área e a ganhar o seu espaço na RTP. “Uma reportagem sobre moda, por norma passaria apenas no final do Jornal da Tarde, por exemplo, mas se nós a trabalharmos de uma maneira que ninguém ainda tenha visto, isso pode mudar. Não temos que trabalhar o tema de forma fútil ou banal”, refere a jornalista.

Paula Martinho da Silva começou por fazer reportagens maiores para tentar perceber porque não havia mais portugueses com nome e marca, porque não têm valor de referência e o que distinguia criadores de empresários. “A geração mais nova parece não ligar muito se a roupa que vestimos são de estilistas portugueses, mas gerações anteriores davam muita importância a esse tipo de questões, as senhoras preferiam marcas e nomes de estrangeiros”.

São muitas as histórias ligadas à moda e estilistas portugueses: Letícia Ortiz já calçou Luís Onofre; Carlos Santos já calçou o presidente dos EUA Barack Obama e Filipe Oliveira Baptista já calçou o presidente francês Nicolai Sarkozy. Mas é a Espanha quem tem crescido mais neste ramo.

Para reforçar esta ideia, a Jornalista mostra aos alunos uma reportagem transmitida pela RTP1. Conhecidos por não darem entrevistas à comunicação social, Paula Silva consegue uma reportagem exclusiva, com o título “Tenho uma blusa igual”, sobre o Grupo Inditex, empresa espanhola detentora de marcas como a Zara, Pull & Bear, Massimo Dutti, Bershka, Stradivarius ou Oysho. O conglomerado é composto por centenas de empresas que actuam no design, fabricação e distribuição de produtos têxteis e é conhecida por dar emprego a muitos portugueses. Segundo a jornalista “é normal que os estilistas não “gostem” muito deste grupo, porque eles “imitam” uma peça, se bem com algumas modificações, e vendem-na por um preço inferior e acessível às pessoas enquanto que uma peça assinada por um estilista tem um valor muito superior”.

A jornalista acaba por mostrar que é possível trabalhar um tema de uma maneira diferente de todos os outros. Tudo é possível no mundo do jornalismo e é necessária criatividade.

 

 

 

 

 

Por: Joana Silva

publicado por joanassilva78 às 23:35
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Paula Martinho da Silva, marcou presença na Universidade Lusófona do Porto, no passado dia 29 de Abril. É jornalista da RTP, especializada no sector da moda, decidiu explorar a vertente económica da moda e é uma presença assídua nos principais eventos internacionais há vários anos.

Para Paula Martinho da Silva, “há muito que o calçado nacional se tornou numa referência internacional”, sendo algumas as histórias que estão ligadas aos designers e estilistas portugueses. Exemplifica que Luis Onofre calçou Letizia Ortiz, Carlos Santos (reside na América) já calçou o Presidente dos EUA Barack Obama e sapatos do presidente francês Nicolai Sarkozy são da autoria de Filipe Oliveira Baptista (director em França da marca Lacoste). As exportações de calçado exclusivamente português, cresceram na última década. Neste período o calçado português voltou a destacar-se na economia portuguesa e a ganhar terreno aos seus concorrentes europeus mais directos, Itália e Espanha.

 

Portugal beneficia estratégicamente quanto à localização geográfica com Espanha, estabelecendo no território nacional (principalmente no Norte) várias indústrias que dedicam a sua actividade ao mundo têxtil. A têxtil resistiu a tempos difíceis e conseguiu impor-se, fazendo valer a sua tradição de trabalhar com qualidade. Agora enfrenta um novo desafio, chamado exportação, onde algumas indústrias dedicam-se exclusivamente à concepção e fabrico para o universo Inditex.

 

A jornalista aproveitou para exibir a reportagem,mostrando a globalização da moda, onde é seguida uma blusa desenhada na Corunha, produzida em Braga e vestida em Roma “Tenho uma Blusa Igual à Tua”, realizada pela própria, sendo transmitida no programa da RTP1 Linha da Frente.

Paula Silva conseguiu um exclusivo do maior grupo de distribuição de moda do mundo, a marca Inditex, conhecida por não dar entrevistas, nem publicidade, abriu uma excepção ao canal público português e “abriu portas” aos bastidores deste negócio gigante.

 

O gupo Inditex, maior centro de distribuição de moda do mundo tem sede em Arteixo a 15 quilómetros da Galiza. O complexo tem perto de um milhão de metros quadrados, onze fábricas, um centro de logística, um centro comercial piloto e atelier com trezentos estilistas.

A empresa é detentora de marcas como Zara, Pull & Bear, Massimo Dutti, Bershka, Stradivarius ou Oysho, sendo que a grande parte da produção é feita a Norte de Portugal.

 

 

 

 

Com o conceito ‘’fast fashion’’ o grupo aposta num comércio extremamente competitivo, de um lado a aposta nas marcas, do outro a aposta na produção.Não produzem em massa, se a peça vender continua a ser fabricada mas com algumas modificações, caso não venda deixa de ser produzida. Curiosamente, este império foi criado por Amâncio Ortega, que começou como moço de recados numa camisaria, hoje é o homem mais rico de Espanha, que nunca deu uma entrevista.

 

A jornalista Paula Martinho da Silva, conseguiu mostrar que são os sectores tradicionais que continuam a assumir-se como pilar estratégico da economia portuguesa, onde o reconhecimento da marca é a principal referência, num mundo cada vez mais globalizado.

 

publicado por anabelapestana às 23:25
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