Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

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Abr 13

Saúde, foi a área do jornalismo, abordada por Paula Rebelo, Jornalista da RTP na passada Quarta-feira na Universidade Lusófona do Porto. A Jornalista partilhou com os alunos de Ciências da Comunicação e da Cultura as experiências que adquire nesta vertente jornalística.


A aula de Jornalismo Especializado da última semana foi diferente, desde já, porque foi leccionada por Paula Rebelo, profissional da RTP. Os 16 anos de experiência da jornalista valeram aos alunos uma aula temática sobre jornalismo de saúde.

Paula Rebelo, começou por revelar que o facto de, estar inserida nesta área não foi pensado, mas sim “por força das circunstâncias”. A jornalista, licenciada pela Escola Superior de Jornalismo, abordou vários temas enquanto repórter da RTP, e fazia de tudo um pouco confessando que era “mais um peixe no mar”. Mas esta realidade mudou quando Paula Rebelo realizou um trabalho jornalístico na área da Saúde.

A partir daí Paula Rebelo ficou ligada no campo jornalístico a uma área “muito específica”: a saúde. A curiosidade e vontade de querer saber mais fez com que a jornalista concluísse há 5 anos o Mestrado em Comunicação e Saúde através da Universidade de Medicina de Lisboa que, segundo a própria, “os dois anos em medicina em Lisboa fizeram milagres”.

Revelado todo o percurso profissional de Paula Rebelo, a jornalista mostrou através de uma apresentação multimédia quais os passos para se ter uma notícia.

A questão das fontes foi bastante retratada pela jornalista sendo que, para a mesma, o cultivo das fontes nesta área é um ponto crucial. “Todas as semanas eu telefono a 10/20 pessoas, sem ter motivo nenhum – uma espécie de radar”. Até porque segundo a jornalista, “em saúde, tudo está interligado” sendo muitas vezes necessário o uso do contraditório “cruzar todas as informações e ouvir outras fontes”.

A saúde, área específica onde está inserida Paula Rebelo, “tem pouca margem” e “afecta bastantes pessoas” o que torna o trabalho de um jornalista ainda mais rigoroso. Para a jornalista, neste caso, “questionar pode fazer a diferença” exemplificando da seguinte forma: “ posso fazer durante estes 16 anos trabalhos fantásticos mas basta meter o pé na poça num desses trabalhos para o meu nome ficar manchado”.

Paula Rebelo demonstrou ainda alguns contratempos e até “ângulos de abordagem” que foram mudando consoante a investigação realizada mas mesmo assim, revelou que “ depois daqueles problemas todos a reportagem foi para o ar”.

Pegando no exemplo anteriormente dado pela jornalista sobre uma reportagem específica “a televisão e a rádio impõem-nos um sustento muito particular” sendo que, “aquela reportagem que foi para o ar, noutra situação morria à nascença porque não tinha como a pôr no ar, como a sustentar”.

Os alunos de Ciências da Comunicação mostraram-se bastante interessados e absorvidos pela jornalista questionando a forma de como trabalhar esta temática que é tão minuciosa.

Paula Rebelo finalizou a apresentação mostrando que, numa reportagem “convém termos sempre um caso, alguém que nos dê testemunho, alguém que esteja a passar por isso porque desta forma cria empatia com o espectador”.

Empatia, foi também o laço criado entre os alunos e a jornalista que, numa troca de ideias e experiências, aprofundaram esta área num encontro bastante positivo.


Link da Rede Social da Jornalista: https://www.facebook.com/paula.rebelo.5

 

Notícia de: Marta Sobral

publicado por On-and-off às 19:10

11
Abr 13

Paula Rebelo tem 37 anos e é jornalista há 16. Licenciada em jornalismo através da Escola Superior de Jornalismo está actualmente a trabalhar na RTP, Rádio e Televisão de Portugal. Antes disso, trabalhou no jornal “O Público” e, também, em algumas rádios. Agora, já com bastantes anos no exercício da profissão que, segundo a própria, sempre desejou ter, sente-se como “peixe no mar”. Numa aula aberta à Universidade Lusófona do Porto, ULP, a jornalista falou, não só do percurso que a marcou, mas, também, da actual área do jornalismo em que está inserida, o jornalismo de saúde.

 

Numa viagem marcada por episódios peculiares da própria profissão, desde o início de carreira até então, Paula Rebelo motivou todos os ouvintes a respeito do futuro de cada um, mas também do futuro do jornalismo e do que cada um pode fazer para isso.

Falando por metáforas ou números, já que o “jornalista adora números”, Paula confessou que, quando chegou à RTP era, somente, “mais um peixe no mar”. Fazia todo o trabalho que surgisse, nas mais variadas áreas, com o propósito de, mais uma vez, “chegar ao cardume”. Os tempos eram outros e, também por isso, a oferta era incontornavelmente maior. Contudo, fruto do trabalho árduo e da dedicação enquanto profissional, a jornalista conseguiu, depois de ter estado 5 anos na área política, “ingressar” na saúde. Ainda que não fosse um desejo, mas sim “por força das circunstâncias”, Paula Rebelo deixava de ser “mais um peixe no mar” e passava, então, a ser um peixe diferente em todo aquele oceano.

Enquanto área muita técnica, a profissional sentiu e abraçou esse desafio do jornalismo de saúde. Há cinco anos, através da Universidade de Medicina de Lisboa, concluiu o mestrado em Comunicação e Saúde, com o objectivo de se inteirar completamente desta nova área em que trabalhava. Após alguns sustos no início, marcados pela nova realidade de trabalho, a jornalista lida, agora, de uma forma natural com todos os acontecimentos. “Actualmente estou em blocos operatórios e já nada me arrepia.”

Depois de um retrocesso a alguns episódios marcantes na vida profissional, Paula Rebelo traçou uma linhagem sobre o jornalismo, de uma forma geral, mas, também, mais direccionado ao mundo da saúde. Segundo a própria, que tem como “velha máxima” no exercício da profissão “ traduzir, simplificar e ser interessante”, “a notícia é o oito e o oitenta”, “só o negativo e o excelente”. Para tal, para construirmos uma notícia, que tem necessariamente de vender, “temos de ter um caso”.

Jornalista a tempo a inteiro, em contacto constante com as fontes de informação, Paula admite que o lazer é só fora do trabalho. “Só leio livros nas férias, romances ou biografias, etc. No resto do tempo leio dossiers.”

 

Assim, no meio de tanto peixe e de tanta água, a jornalista Paula Rebelo conseguiu evidenciar o seu trabalho. Pegou em acontecimentos banais e deu-lhe um teor cada vez mais importante, ao produzir notícias “quase agendadas” de uma forma sincera e marcante. Estes métodos de trabalho, aliado a uma paixão natural, valeram-lhe, recentemente, uma reportagem premiada pela Sociedade Portuguesa de Nefrologia. 

publicado por Luís Miguel Costa às 15:19

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