Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

13
Mai 12

Consciencialização

 

 

 

Se para as pessoas ditas normais os tempos não se avizinham fáceis, muito menos o será para pessoas incapacitadas.

Para estas tudo se complica na hora da integração social, nomeadamente na hora da entrada numa universidade.

Para mostrar tal facto, foi aqui reparada a forma como, no caso particular da Universidade Lusófona do Porto, se vê a entrada desta gente menos apta fisicamente que, com toda a certeza, está no seu direito de querer instruir-se e frequentar o ensino superior.

 

 

 

A constatação dos factos

 

Situada em pleno centro da cidade invicta, resultado de um restauro a um edifício datado do século IXX, encontra-se a Universidade Lusófona do Porto.

Esta dispõe de uma localização privilegiada para quem a pretende aceder, fazendo com que chegar a ela seja simples e rápido.

 

 

Porém, logo á entrada damos de caras com um degrau sem qualquer tipo de rampa de auxílio à entrada de deficientes.

A entrada para a secretaria é também ela feita de degraus altos para a receção de incapacitados e a própria sala de estudo/computadores situada em frente da secretaria não pode ser acedida pois as portas são estreitas e o mesmo mal dos outros lados existe também.

Embora possua quatro edifícios no todo da sua constituição, a universidade não oferece mais que escadas íngremes, acompanhadas de estreitos corrimões, e que servem para o acesso a todos os andares.

Ainda no mesmo edifício existe um bar, reprografia e ainda salas de apoio a alguns cursos nomeadamente de informática, ciências da comunicação, ciências audiovisuais e multimédia, entre outros, que se situam em pisos abaixo do rés-do-chão e para serem acedidos por exemplo, torna quase impossível o acesso por alguém numa cadeira de rodas.

É ainda constatado que o edifício recentemente construído não cumpre as normas de acesso a pessoas incapacitadas, tendo por exemplo escadas construídas em caracol.

É visível ainda a construção de um elevador no primeiro edifício.

 

 


 

“Não é de agora em que estes assuntos são falados em reuniões com a administração da Universidade”

 

                                                          Joana Soares, Presidente da associação de estudantes

                        

Joana Soares, presidente da associação de estudantes, afirma que estes “são assuntos que devem ser falados. Só mostram que existe uma maior consciencialização por parte de todos em preocuparem-se por estas coisas” e “não é de agora em que estes assuntos são falados em reuniões com a administração da Universidade”. 

 

Embora não seja muito visível á restante comunidade educativa o que tem vindo a fazer a associação de estudantes, esta sempre que possível dialoga sobre estes casos e repugna os maus acessos mas, por outro lado “já estivemos bem pior. As obras feitas e as rampas que ligam o rés-do-chão por exemplo, são exemplos de melhorias”.

 

 

 

 

 

 

Ponto de vista arquitetónico

 

 

 

 

                                                                                    Vilma Ferreira, Arquitecta

 

 

Vilma Ferreira, arquitecta, após um pequeno passeio pelas instalações da Universidade, afirma que esta “não está tão mal assim nos acessos” pois “com a instalação deste elevador novo passa a cumprir a maioria das normas para os edifícios públicos”.

Segundo a profissional de arquitectura, “o que é constrangedor é haver compartimentos onde se fazem estudos em comum como salas de estudo e aqui o centro informático, onde não é possível aceder directamente para lá”.

Podem ainda ser referidas as escadas íngremes que retratam a universidade um pouco pelo seu todo, destacando aqui um outro aspecto importante, “o corrimão estaria anti regulamentar pois deveria estar trinta centímetros antes para o deficiente motor puder então confortavelmente segurar-se e efectuar o seu percurso”.

É ainda de frisar que a própria entrada na Universidade não é fácil sendo constituída por um degrau; “A entrada na Universidade pode não ter uma subida para cadeiras de rodas porém, esse aspecto menos positivo pode ser perfeitamente colmatado com uma rampa amovível”.

A juntar a tudo isto encontra-se legislado em decreto-lei desde 1997 que todo e qualquer edifício público deve ter uma série de parâmetros cumpridos para poder receber pessoas com incapacidade.

 

 

 

 

A administração  

 

                                                                          Doutora Natália, Administração da Universidade Lusófona do Porto

 

A universidade tem já predefinida uma forma de actuação perante a notícia de um possível aluno com dificuldades motoras.

Este mesmo tipo de actuação, como havia de esperar por uma instituição deste género, tem como objectivo o de “incluir ao máximo o novo aluno nas práticas escolares praticadas”, diz a Doutora Natália, membro da administração da Universidade.

Quando inquirida sobre o tema do elevador em construção e o porquê de apenas agora estar a dar-se início às obras necessárias, a resposta foi: “Há 15 anos estou cá e há 15 anos que se fala na construção de um elevador mas tivemos sempre outras coisas a realizar, dando-se prioridade a outras prioridades. (…) Chegou agora a hora de investir nesta prioridade.”

É sabido que o edifício da Universidade não é um edifício novo, o que torna as coisas mais complicadas, “É preciso ver que este não é um edifício novo mas sim restaurado, o que torna mais difícil seguir á risca todas as regras. Neste momento está a construir-se o elevador mas não por motivos de legalidade.”

Segundo a administração, o edifício mais recente, também ele restaurado, atenua os seus fracos acessos com uma porta lateral que pode ser acedida por fora e que deixa em aberto a entrada para o piso zero desse mesmo edifício fazendo, deste modo, com que seja evitada a passagem pelas escadas através do edifício anterior.

Outro aspecto importante frisado pela administração é as rampas existentes ao longo de todo o rés-do-chão do edifício antigo que colmatam as escadas e degraus grandes do ponto de vista do deficiente motor.

“Não temos registo de alunos incapacitados na nossa Universidade. O caso mais parecido, podemos referir-nos assim, foi o que uma aluna que partiu um pé e, como o curso que frequentava, arquitectura penso, tem muitas aulas em pisos superiores, tomamos a iniciativa de passar as aulas desse ano para o rés-do-chão, facilitando dessa forma a deslocalização da aluna.”

 

 

 

Concluindo

 

A Universidade Lusófona do Porto encontra-se a par das suas limitações mas também sabe que chegou a hora de criar novas rotinas na Universidade.

Segundo foi apurado, existe na administração um novo projeto em planeamento.

Este resumir-se-á na construção de um terceiro edifício, edifício este que contará de raiz com um elevador e acessibilidades facilitadoras para os mais incapacitados, contando ainda com ligação pelo rés-do-chão com os outros dois edifícios já construídos.A Universidade Lusófona do Porto encontra-se, então, num caminho que visa diminuir barreiras e quebrar os obstáculos na locomoção de deficientes motores.

 

Por: Fábio Dias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por fdsd às 23:47

A cozinha nipónica há muito que é conhecida por todo o mundo, mas só recentemente os portuenses entraram na moda do sushi. Enquanto a ideia do peixe cru seja difícil para alguns, são cada vez mais os adeptos desta iguaria japonesa.

 

 

 

A cozinha do país do sol nascente tem inúmeros pratos de todos os tipos, mas é especialmente conhecida pelos pratos de peixe cru muito fresco e arroz. Com origem numa antiga técnica de conservação de peixe em arroz avinagrado, a prática tem cerca de dois séculos no formato que o conhecemos hoje. Antigamente era vendido na rua como “fast-food”. No ocidente estes pratos ficaram conhecidos como sushi, ainda que existam diferenças relativas as diversas peças de sushi. 

 

  

 

 

 

Por: Susana Estácio Marques

 

 

publicado por susanamarques às 22:17

08
Jun 11

Elvira Calvo, espanhola, docente universitária, investigadora, especialista em média/economia e actualmente em funções na Universidade Complutense de Madrid, foi a última convidada a fechar com chave de honra as sessões de convidados da aula de Jornalismo Especializado, leccionada pelo Dr. Daniel Catalão. A convidada abordou temáticas importantíssimas do jornalismo actual, elaborando um enfoque no jornalismo económico.

 

 

 

Jornalismo periódico de imprensa

Informações detalhadas acerca de economia até aos nossos dias foram partilhadas pela Professora Dr.ª Elvira Calvo, que começou a sua análise pela abordagem da história da informação em Espanha. Relativamente a isto, retrocedeu aos anos 70/80, que classificou como a génese efectiva do jornalismo económico e do periodismo. A informação económica – referiu – numa primeira abordagem, ser uma especialidade periodista com objectivos específicos, tais como informar sobre factos relacionados com economia e finanças. Nos anos 50, a informação económica começou, na verdade, a ser reconhecida, surgindo ao mesmo tempo as primeiras emissoras. A falta de liberdade de expressão, de imprensa, proibição de sindicatos, baixo nível de literacia, provocados pela forte e penetrante ditadura franquista impossibilitaram, no início, a implementação de informação económica e restante. Posteriormente, com a chegada da democracia e da literalidade óbvia de tempos mais benevolentes, a imprensa, que é o que está em causa, teve condições para evoluir e para se desbloquear dos domínios estaduais. Falar dos anos 90, na perspectiva de Elvira Calvo, é falar da criação da primeira rádio espanhola de assuntos económicos – Rádio intereconomia (1994), que quando surgiu teve um grande impacto, acabando por se tornar um êxito crescente. Posteriormente começaram a surgir gradualmente diários económicos, tais como “expansion”, “la gazeta de los negócios” e “cinco dias”, este último que acabou por ter um incrível sucesso, ainda visível na actualidade, pois como referências base dos anos 90, todos estes diários se metamorfosearam tendo em conta as exigências do século XXI. Em quarto lugar, surge o diário “El Economista”, criado em 2005, com a particularidade do seu preço se fixar em 1€. Por último, no que respeita a diários económicos criados em Espanha, surgiu o jornal “Negocios (“Negócio e estilo de vida”), que surgiu há cinco anos e se destacou pelo facto de ser gratuito.

 

 

Jornalismo económico de rádio

Nos finais dos anos 90, como abordou a Dr.ª Elvira Calvo, a rádio acabou por ganhar um nicho de público bastante consistente, no que respeita a jornalismo económico, com a criação de programas especializados no tratamento destas matérias temáticas. Alguns de exemplos deste tipo de rádios, que foram realmente pioneiras neste tipo de serviço foram: Cadena Ser e intereconomia rádio, que continuam a ser, até aos dias de hoje, verdadeiros casos de sucesso e mediatismo, dada a sua contribuição para a profissionalização do jornalismo económico.

 

Jornalismo económico em televisão

Assim como a rádio, a televisão teve também direito a espaços económicos e à criação de canais de tv específicos para matérias económico-financeiras. Um desses casos referidos pela Dr.ª Elvira Calvo, foi o caso da Bloomberg TV, que a partir de 1997, se instalou em território espanhol. Esta agência económica atrás referida, prendia-se essencialmente pela transmissão em tempo real, com permanente actualização ao minuto, dados da bolsas mundiais. O êxito desta agência foi, efectivamente, tão grande que foram criadas ferramentas associadas à Bloomberg TV, como por exemplo: agências de notícias, rádio bloomberg e outros. A proliferação destas ferramentas possibilitou, de certa forma, a evolução do grupo Bloomberg, a partir de 1997. Um ano depois do surgimento da Bloomberg, surgiu a empresa do grande grupo: Intereconomia, que optou por transmitir 24h diárias de economia, seccionadas em blocos informativos de meia hora. Contudo, o ano de 2007 foi catastrófico para o grupo Bloomberg, pois fechou dependências um pouco por todo o mundo (Brasil, Portugal, Espanha e Alemanha), ficando apenas em plenas funções a dependência inglesa da mesma. Per si só ,relevante, foi a referência que foi transmitida em relação ao facto do “Grupo Intereconomia” estar inteiramente ligado ao partido socialista espanhol, dando aos conteúdos produzidos por este grupo, um cariz marcadamente político. No que respeita ainda a televisão, a Intereconomia Tv, acaba, na verdade, por perder a informação económica, criando o canal “Intereconomia business”, que veio em substituição.

 

 

 

                                                             

 

Em anexo: uma de milhares de emissões da extinta Bloomberg Tv España 

 

 

A formação económica é deveras importante para o jornalista, pois é uma das áreas com maior relevo e pertinência na actualidade”

 

 

Por : J. Miguel Garcia

 

 

 
publicado por miguelgarcia88 às 22:00

18
Mai 10

publicado por jornalismoespecializado_jo às 13:40

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