Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

27
Mai 11

 

A moda passou a ganhar o seu espaço dentro de cada indivíduo. Por vezes por exigência da sociedade, ou por gosto pessoal, mas o certo é que ninguém lhe fica indiferente.

Actualmente o conceito “moda” esta muito mais liberalizado, uma vez que tudo é permitido desde, decotes, transparências, rachas, peles, roupas com ar de desgastadas, são peças com estas características que qualquer pessoa usa no seu dia de forma mais formal ou informal.

 

Se hoje em dia se utiliza tudo aquilo que a moda coloca à disposição dos seus consumidores, a verdade é que as coisas não foram sempre assim tão simples.

Pois em outros tempos a imaginação e criatividade, tinham limites rigorosos, assim como mostrar as pernas, usar um decote mais ousado eram vistas com mãos olhos, pela sociedade.

Mas da imagem de mulher sempre tapada, que não deixava evidenciar traços do corpo feminino, com roupas desconfortáveis, esta vai passar a libertar-se das amarras dos corpetes e espartilhos para dar lugar ao conforto de roupas cómodas e ajustadas às medidas do seu corpo.

 

Quando finalmente as mulheres se soltaram dos trajes que durante tantos anos as sufocaram, e conseguiram adoptar uma postura descontraída tendo em conta o trabalho fabril que passaram a desempenhar, retorna-se novamente à velha ideologia de tapar as pernas. E, durante muito tempo, as mulheres viveram nesta insatisfação do seu vestuário, em função da desigualdade existente entre os sexos.

Após a luta por direitos femininos, ainda muito escassos na altura, e posteriormente à II Guerra Mundial, é que chegam as calças concebidas para mulheres. Das calças ao biquíni foi apenas um passo, mas apenas algumas mulheres tinham permissão para usar o tradicional biquíni, nomeadamente as actrizes e personalidades. As restantes mulheres, cidadãs anónimas, eram punidas moralmente se vestissem as duas peças que componham, o biquíni.

 

Posteriormente aos corpetes, calças, biquínis, eis que surge a grande revolução no vestuário feminino: a mini-saia.

Concebida para revelar a beleza da mulher,a mini-saia não  teve uma aceitação propriamente fácil nas sociedades, mas aos poucos ganhou o seu lugar no mundo da moda. Desde de então as portas para a criatividade começaram a abrir-se de forma mais natural para os criadores. A moda passou a gozar da criatividade e exuberância à qual hoje está intimamente ligada!

 

Por todo o mundo os criadores de moda recorrem aos mais variados motivos, cores, tecidos, temas, padrões, cenários, para lançarem as suas colecções. A imaginação deambula em caminhos fartos de criatividade, sem regras, onde impera a lei daquilo que é ‘novidade’.

A moda infiltrou-se em todas as áreas da sociedade. Ninguém dispensa saber quais são as últimas tendências para a próxima estação e todos, uns mais escravos que outros, tentam seguir as tendências.

Seguir a moda é caminhar a par e passo com a modernidade, mas é também conservar a sua identidade exterior. Afinal quem nunca comprou aquela peça que esta “IN” , na estação?

 

 

  

Para melhor perceber a moda em Portugal, Gio Rodrigues, o designer conhecido pela sua sobriedade e exuberância, fala sobre o seu percurso no mundo da moda:

 

 

 

Como nasceu a marca Gio Rodrigues?

A marca Gio Rodrigues surgiu há 10 anos, quando tinha uma loja no Centro Comercial Península e comecei a criar uma colecção. Surpreendentemente, foi um sucesso e comecei a crescer e a aumentar as minhas criações. Na fase inicial só tinha roupa de homem, mas com o passar do tempo a moda feminina marcou posição. A empresa foi fundada em 2007, por mim, em sociedade com a minha mulher, numa aposta de trabalho mais directo com o cliente. A marca Gio Rodrigues existe desde 2000, mas tem vindo a desenvolver e expandir diversas linhas, sempre no sentido de completar a preferência dos seus seguidores.  

Em que se inspira para as suas criações?

As minhas criações são desenvolvidas no meu subconsciente, ou num momento de inspiração sem hora ou local definido. De um tema surgem inúmeros ramos,  como se fosse um caminho e daí vem um novo percurso, uma nova definição. Sou sempre terra a terra, pois considero desnecessário criar algo inútil que tenha beleza, mas não funcionalidade ou adaptação às necessidades humanas.  Quando estou a criar para uma noiva por medida, procuro inspiração no que ela me transmite, nas suas vivências e nos seus sonhos.

Que género de clientes procuram a marca Gio Rodrigues?

Os clientes Gio Rodrigues são pessoas decididas e com personalidade vincada. Quando procuram o meu trabalho, já o conhecem, distinguem e identificam-se comigo e com o que crio para eles. Os nossos clientes gostam de atenção, desde que entram na loja, passando pelas provas, até ao dia em que levam as peças para casa.   

Como caracteriza as suas criações?

Classe.

 

 

 

Por: Marta Soares

publicado por martasoares às 23:06

 

A vida de um aluno universitário marca-se pela agenda preenchida e falta de tempo para descanso. Desde aulas, trabalhos, frequências e exames finais, até à socialização inerente à vida académica; um jovem universitário raramente tem tempo para si. Existem porém vários indivíduos que paralelamente ao seu estudo mantêm um emprego ou participam em actividades extra-curriculares (dança, artes marciais, multimédia, etc).

 

Uma das actividades com mais aderência é a "música".

João Mota é um desses indivíduos, aluno do primeiro ano de Ciências da Comunicação e da Cultura na Universidade Lusófona do Porto (ULP), também é aluno no Fórum Cultural de Gulpilhares. Com o ensino básico de piano (5º Grau) e a Formação musical do Ensino Complementar (8º Grau) completo. Encontra-se neste momento a frequentar o 4ºGrau de Viola dedilhada, o 1º Ano a História da Música e 2º Ano de Análises e Técnicas de Composição. São várias disciplinas, que necessitam de várias horas de dedicação. Tal

tempo é díficil de arranjar e de organizar. Antes de ingressar no ensino superior dedicava em média 3 a 4 horas por dia a tocar o instrumento. Atualmente consegue tocar por dia 1 hora apenas.

 

O jovem admite encontrar dificuldades “...na distribuição do tempo”, sendo necessária uma avaliação de prioridades. Mas também encontra vantagens: “Continuo a estudar música porque gosto e penso que é uma mais valia para mim no futuro. E também aumenta a minha cultura”, eis a resposta para o porquê de continuar em música com as dificuldades que encontra em conciliar ambos mundos.

Outrora um ensino elitista assombrado pela crença que só se pode ser músico desde pequenino, o número de alunos de todas as idades (desde os 6 anos até aos 50) tem vindo a aumentar, tal como o contraste social e monetário também.

 

 

Localizado em Vila Nova de Gaia, o Fórum Cultural de Gulpilhares é uma das muitas escolas oficiais privadas de música no país. Tendo aberto as portas Oficialmente em 1997 (já existia préviamente), tem desde então leccionado o Ensino Artístico Especializado através do ensino articulado e nãoarticulado, cursos oficiais e livres.

Fundada e dirigida pelo Maestro Ramiro Lopes, a escola tem cursos especializados e oficiais nos seguintes instrumentos: violino, violoncelo, piano, canto, flaute transversal, óboe, trompete, trombone, harpa, clarinete, acordeão, percussão e saxofone.

A escola possui actualmente 230 alunos, incluindo cursos oficiais e livres. Dentro deste número mais de metade (70%) dos alunos encontram-se em ensino articulado, e grande parte (96%) pertence aos cursos oficiais. Ainda menor é o número de alunos que paralelamente ao ensino artístico especializado frequentam o ensino superior: sete. Coicidentemente, dos sete alunos, três frequentam a Universidade Lusófona do Porto no curso de Ciências da Comunicação e da Cultura - Jornalismo, um respectivamente em cada ano.

 

 

 

 

 

Tal é o caso de Simão Arinto que só foi “mordido pelo bichinho da música” aos 18 anos. Inscreveu-se na escola não-oficial “Fermúsica” e é lá que atende às aulas e tem evoluído com muita rapidez. Frequentava o segundo ano no curso de Comunicação Audiovisual e Multimédia na ULP quando decidiu dedicar-se à música por inteiro. Atualmente estuda para fazer acumulação de anos a Guitarra e Formação Musical para poder concorrer ao Conservatório de Música do Porto. É de salientar, que as escolas oficiais de música estabelecem requisitos minímos que devem ser cumprindos, entre eles, a avaliação de capacidades musicas através de provas de acesso.

 

Fundada em 1983, a Escola Fermúsica destaca-se por ensinar vários gêneros musicas (desde música clássica a heavy-metal). Não possui algum paralelismo com o organismo oficial de ensino musical, como tal não é reconhecido oficialmente aos seus alunos os graus de instrumento e formação musical. No entanto, a escola apoia quem queira seguir "música" no ensino superior, preparando o aluno para os exames oficiais (efectuados noutro estabelecimento).O número de alunos tem vindo a aumentar de ano para ano, rondando os 100 atualmente.
O momento alto do ano letivo é a festa final, onde todos se apresentam a familiares, amigos e até desconhecidos! Marcada ficou a festa do ano de 2008, onde uma "set-list" com muita música pesada (Iron Maiden, Metallica, Guns N'Roses, etc), chamou a atenção de quem passava: "Eles ouviram a música da rua e começaram a pedir para entrar. Chegou a uma altura que deixamos de ver quem tinha bilhete. Grande parte dessas pessoas, são nossas alunas agora", declara a Directora/Fundadora Fernanda Correia da Silva.

          

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foi no saxofone que Sílvia Silva encontrou o seu instrumento de eleição. Frequenta o ensino musical à dez anos. Planeia concluir este ano o Ensino Complementar (8º Grau) a Saxofone e Formação Musical. As disciplinas de Análises e Técnicas de Composição e História da Música (necessárias para o diploma de ensino complementar especializado artístico) passaram para último plano, planeando concluí-las no ano lectivo de 2011/2012. 

Sílvia é uma dos vários alunos que encontram grandes dificuldades em balançar os dois cursos. A 1 hora por dia que dedicava ao instrumento de sopro passou para 3 horas por semana. As vantagens de uma formação musical são simples: alternativa no mercado de trabalho. Quando inquirida sobre o porquê de continuar quando significa um horário tão carregado, Sílvia apenas respondeu que “tens as suas vantagens, eu gosto e faz bem ao stress!”.

 

publicado por nastacha às 22:55

 

 

 

Dardos ou setas como lhe chamam, é o nome dado à modalidade desportiva, que consiste no arremesso de dardos contra um alvo circular. Ganhou popularidade mundialmente, passando de uma modalidade amadora para profissional.

 

  

A seta ou dardo era feita de um pedaço de madeira com quatro centímetros de comprimento, acabado numa ponta em metal e na outra colocavam-se penas, para facilitar o voo. Foi também durante esse tempo, que o sistema de numeração nas tampas de barris e a distância no arremesso foi criado e ganhou aceitação. Por volta, do final do século XIX, o jogo tornou-se como nós o conhecemos hoje. 

Em Inglaterra, os dardos foi considerado um jogo ilegal (jogo de azar), até 1908, quando um proprietário de um bar, foi presente a tribunal por ter desafiado a lei. Perante o juiz, o arguido munido com um alvo e dardos foi capaz de demonstrar, que este jogo era de facto um jogo de habilidade e não de azar. 

Com a popularidade que esta modalidade alcançava, os proprietários dos bares começaram a instalar alvos nos seus espaços, e facilmente, foram surgindo ligas e organizações. Esta evolução deu-se de tal forma, que no seculo XX os torneios anuais realizados em Inglaterra, tiveram coberturas jornalísticas pelo jornal News of the World, impulsionando ainda mais a popularidade. 

Foi também durante esse período, que a fama se estendeu a países como a Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, abrangendo coberturas televisivas de torneios. 

Com este mediatismo, a modalidade tranformou-se numa vertente desportiva com alguma seriedade, com jogadores profissionais, originando a proliferação de grandes organizações nacionais que administravam os torneios e entusiasmavam também mais patrocinadores.

 

A primeira dessas organizações foi a British Darts Organization (BDO), fundada em 1973 e três anos mais tarde, foi criada a Federação Mundial de Darts (WDF) que reúne todas as organizações mundiais e rege a modalidade. 

 

Os avanços tecnológicos não tem ignorado esta modalidade, e hoje, também existem alvos electrónicos. 

 

 

 

 Introdução à modalidade

 

O Alvo

 

Deve ser fixo a uma altura de 1,73m (medidos na vertical, do centro do alvo à superfície do solo de onde se lançam as setas). O separador de jogo ou “OCHE” (pronuncia-se “ÓKI”) deverá distar 2,37m em linha recta, que são medidos desde a face posterior da barra (onde se encosta o pé) até à linha imaginária contínua à face do alvo. Estas são as medidas oficiais, às quais obedecem os maiores e melhores eventos de setas, organizados mundialmente. A escolha do local para a colocação do alvo também é essencial, porque como as setas ressaltam em ângulos imprevisíveis, área de jogo deve ser mantida afastada de qualquer zona de movimento para diminuir o risco de acidentes. No piso onde se joga, é necessário fixar a barra ao solo, mantendo o espaço para um marcador de pontuações (giz, marcador, lápis de cera) visível da barra de lançamento. A luz apropriada para cada alvo é um pormenor muito crítico, pois é importante que o jogador consiga ver exactamente onde a seta acertou, sem se mover da barra de lançamento.  

A escolha das setas O peso e a forma das setas variam muito, pois, cada modelo tem um comportamento distinto quando é jogada, não havendo uma regra definida para cada jogador. 

 

Regras Básicas de um jogo 

É normal, ver os jogadores a cumprimentarem-se com um aperto de mão, no início e no final da partida, que pode ser disputada de diversas formas.

 

As mais comuns são: Um jogador contra outro, o que é conhecido como "singular" ou em equipas de dois jogadores por equipa, a que vulgarmente é chamada de "pares". O número de partidas num jogo é sempre impar, geralmente 1, 3, 5, ou 7 (podendo ser variável segundo regulamento) e as provas são disputadas à "melhor de 5 "partidas". Isto significa, que o primeiro jogador ou equipa a ganhar 3 partidas vence o encontro. Os jogadores alternam a vez e se termirar a partida com a primeira ou segunda seta, as restantes não serão jogadas. Convém referir que cada elemento possui três setas para lançar.

 

Os jogos em competição oficial começam com a pontuação de 501 para ambos os jogadores, a não ser os disputados por "pares" (701). O objectivo é pontuar o máximo possível para atingir o valor "zero" mais rápido que o seu adversário.

 

Cada partida deve ser concluída com um número "duplo", ou seja, qualquer uma das secções do anel exterior do alvo, o número conta a duplicar (o centro do alvo, ou "bull" também é considerado como número duplo), desde que tenha o valor exacto que o jogador necessite para atingir os zero pontos.

Os jogadores que pretendem evoluir na modalidade, deverão estar habilitados de uma boa forma física, para aguentarem longos períodos de treino (alguns mais de 2 horas por dia), por isso concentração e resistência são a chave do sucesso.

  Cobertura Televisiva 

Após a primeira cobertura televisiva (Lada UK Masters, transmitido pela Anglia Television, em 1992) desta modalidade, a Sky Sports assinou um contrato de exclusividade, para transmitir três eventos anualmente, de forma a rentabilizar o seu investimento, este canal introduziu um variado número de técnicas inovadoras que tornaram estas transmissões mais atractivas para os telespectadores. Outrora esses eventos eram transmitidos pela BBC2 através de excertos, incluídos em rubricas de outros programas de desporto generalistas. A Sky Sports, canal exclusivamente desportivo, que começou a difundir os jogos na íntegra com mais de dez horas por dia de transmissão.

Em cada intervalo comercial, a Sky Sports incluia o tema "Chase the Sun" dos Planet Funk tornando-se num hino para todos os fãs de setas.

 

 

Actualmente, a Sky Sports transmite 6 grandes Torneios por ano na Inglaterra e Irlanda, que são transmitidos também na Australia, Alemanha, Hungria, Japão, Holanda, Singapura, África do Sul e USA.

Cãmaras de TV A Sky Sports introduziu cãmaras específicas para captarem imagens do vôo das setas em câmara lenta, produzindo imagens únicas e surpreendentes. Uma mini cãmara é embutida no próprio alvo, permitindo a visualização da seta a voar e outra para captar o jogador em posição frontal. A Sky Sports já chegou a colocar câmaras nas camisas dos jogadores, de modo a podermos ver a sua perspectiva enquanto joga.

                                                                                Camara no alvo
Espalhadas pelo recinto, existem algumas cãmaras operadas por gruas, que voam sobre o público captando as suas reacções, levando-o ao rubro, chegando a levantar placards humorísticos com expressões de apoio aos jogadores. Alguns fãs mais entusiastas, chegam a fazer pinturas na cara e a vestirem-se com roupa similar à dos seus ídolos. Esta modalidade conseguiu atraír também uma audiência mais jovem e de ambos os sexos. Ao longo dos anos, tornou-se comum vermos políticos, músicos, jogadores de futebol, de boxe e de outros desportos a assistirem ao vivo a estes eventos.  

 

O que eu não faço para aparecer na TV Ao rubro 

Os jogadores são apresentados e conduzidos por senhoras até ao palco, desfilando pelo meio do público (rodeados de seguranças), ao som de um tema musical à sua escolha que se torna como uma "assinatura". É adicionado ainda mais ênfase a este ritual ,através dos efeitos criados por máquinas de fumo e de robots com flashes luminosos de várias cores, similarmente ao que se faz no boxe ou no wrestling.   

       John Part

 

Devido à quantidade de potência de luz, e ao elevado número de  pessoas  no recinto, em alguns encontros a temperatura  chega a  atingir os 50ºgraus, para prevenir a desidratação, os jogadores enquanto só  podem  beber água. Isto visa melhorar a imagem da  modalidade, denegrida por alguns jogadores por consumirem grandes quantidades de  álcool.

Água para evitar a desidratação

 Dentro dos recintos, os jogos são projectados em ecrãs gigantes de modo à assistência poder vibrar com a colocação exacta das setas no alvo.Paineis gigantes

 

 A modalidade em Portugal 

A modalidade das setas é praticada em Portugal, de forma organizada, há já alguns anos, e está implementada como em todo o mundo, sob a égide da Wold Darts Federation (WDF) promovendo provas em vários países, desdobradas em duas vertentes da modalidade, sisal e electrónico. Regido pelo Instituto do Desporto de Portugal, O Comité Olímpico e a Confederação do Desporto em Portugal e dividide-se em associações por regiões: Associação de Setas de Lisboa; Associação de Setas do Porto; Associação de Setas da Zona Oeste; Associação de Setas de Setúbal; Associação de Setas de Santarém, Associação de Setas do Ribatejo e Associação de Setas do Algarve. O campeonato está dividido por equipas pela 1ª,2ª e 3ª Divisão, onde é apurado um campeão regional por divisão, que irá disputar o respectivo título nacional com os restantes campeões regionais, nas finais nacionais. Em paralelo são também organizadas provas de rankings, nas especialidades de singulares femininos e masculinos, pares femininos e masculinos, pares mistos, juniores masculinos e femininos e ainda um torneio de capitães, aberto a todos os capitães das equipas. Estas provas, só para sócios, são disputadas com a finalidade de apurar um determinado número de jogadores, em cada uma das diferentes especialidades, para competirem o respectivo título absoluto, nas finais nacionais. 

As finais nacionais são provas realizadas anualmente, com responsabilidade organizativa alternada entre todas as associações. Durante este torneio, os apurados das diferentes associações jogam entre si, definindo-se assim os campeões nacionais de cada uma das diferentes especialidades em disputa. 

O campeonato de máquinas está dividido por duas divisões, e são realizados Campeonatos Ibéricos e Mundiais de Setas Electrónicas, organizados pela marca Bullshooter e Radikal, jogando-se por equipas ou individualmente. Nas setas electrónicas organizadas pela Bullshooter, Portugal em 2010 já teve os seus palmarés na representação do título mundial no Japão por equipas, obtendo a terceira posição como classificado mundial e o primeiro lugar europeu.

 

Setas reconhecidas como Desporto

 

Em Inglaterra, após uma luta rigorosa com o Ministério da Cultura pelo reconhecimento das setas, a grande notícia, surgiu a 25 de Março de 2005. O estatuto de desporto para as setas deve-se a Bob Russell, promotor do Ministério Público que promoveu esta causa, levando-a a discussão no Parlamento.

 

Este anúncio surgiu, vinte quatro horas após Phil Taylor, Colin Lloyd e Bob Anderson (profissionais ingleses da modalidade) se terem encontrado com cinquenta promotores do MP, numa exibição de setas especialmente organizada nos edifícios do Parlamento. O DVD que acompanhou a apresentação não só foi realizado com a participação de alguns jogadores profissionais (homens e senhoras) como também contempla imagens recolhidas em eventos para jovens, que foram parte integrante duma campanha governamental onde demonstravam interesse neste desporto. A acompanhar toda a informação, ainda continha um estudo recente que revelava que uma grande percentagem de pessoas residentes em certas áreas, praticavam esta modalidade, mais frequentemente do que futebol, râguebi, ou cricket (jogos de massas no reino unido). O capitão da equipa Inglesa Martin Adams e um dos seus companheiros Mervin King foram usados como “medidores de distância” durante os campeonatos mundiais de profissionais, de modo a poderem mostrar o lado físico das setas. Durante o seu percurso até à final, Martin Adams percorreu um total de 25.37 kilómetros, tendo registado um total de 33310 passos a jogar e recolher as suas setas!

 

Em declarações ao “Planetdarts”, o presidente da PDC, Barry Hearn, terá dito, “É uma grande notícia para os nossos jogadores que poderão ser vistos agora oficialmente como atletas apropriados, que é o que merecem pelo trabalho duro e dedicação demonstrada semana após semana. Isto ajudar-nos-á a continuar e a levar as setas ao nível seguinte…”

 

Em nome do desporto Inglês, o executivo Roger Draper, anunciando a notícia, declarou: “As setas são um desporto jogado por muitos milhares de pessoas em todo o país. A apresentação das setas como um jogo de pub ajudou a popularizar o seu culto mas a realidade é que são jogados em vários locais, que variam das escolas às casas de espectáculo, aos clubes sociais e aos centros desportivos”.

 

Foram também cruciais para o sucesso desta apresentação, as regras bem definidas, assim como todo o seu regulamento e filosofia, desde a política anti-dopping, código de indumentária, e por não permitir fumar e beber álcool aos seus jogadores, oficiais e colaboradores.

Até à data de hoje, somente a Inglaterra reconheceu e classificou as setas como um desporto, agora a próxima batalha é a introdução para modalidade olímpica, já para 2012.

Por: Anabela Pestana  (praticante profissional da actividade desde 1997)

 



 

 

 

publicado por anabelapestana às 21:16

São jovens, rapazes e raparigas ainda adolescentes. Ingénuos e imaturos, deixam-se fascinar por um mundo de brilho e glamour, onde o reconhecimento parece ser algo aparentemente fácil. São fruto de uma sociedade apologista da imagem e cresceram a ver meros desconhecidos tornarem-se famosos do dia para a noite. Vivem as expectativas criadas pela publicidade e alimentadas por castings, concursos, escolas de modelos e agências. A moda é um negócio, à escala mundial. A visão comercial é talvez a mais poderosa neste meio, onde sobreviver requer sacrifício e inteligência. No entanto, quem corre por gosto não cansa.

 

À procura do sonho

 

Quem procura, facilmente tem acesso a uma série de contactos: a oferta desdobra-se em agências de acting, modelling e publicidade; escolas de modelos; bookers e fotógrafos, recrutamento de figurantes, castings e captações… Há para todos os gostos. Para quem quer ser manequim; para quem quer participar em séries juvenis; para quem quer fazer anúncios… Muitos jovens tomam a iniciativa porque há alguém que lhes diz que são muito fotogénicos e que até têm as medidas perfeitas para desfilar na passarela. Outros são abordados na rua por representantes de escolas de modelos, que pretendem angariar novos alunos. Aliciados, pagam pequenas fortunas para terem uma formação que dura em média 3/4 meses, e que incide em áreas diversas como teatro, moda, fotografia e valorização pessoal.

 

Foi o caso de Isabel. Veio para Portugal para ingressar no ensino superior e conseguiu-o, arranjando de seguida um emprego para suportar as despesas. Conciliando trabalho e estudo, com muito esforço, não esqueceu um desejo antigo: “Sempre foi o meu sonho um dia ser modelo: desfilar, posar para as fotos…desde miúda, nunca desisti!”. Um dia, ao regressar das aulas, uma recrutadora da escola de modelos Next Time, convidou-a a frequentar um curso e Isabel aceitou. Contudo, saiu um pouco desapontada: “A formação acabou por não corresponder às minhas expectativas. A primeira vez que fui a uma agência de manequins descobri que não tinha aprendido tanta coisa assim. Há algo mais para aprender.” Mas a cabo verdiana de 24 anos não baixou os braços e conseguiu trabalho, nomeadamente fez alguns catálogos. “No início, dizem sempre que nos vão arranjar alguma coisa, mas ninguém fez nada por mim. Eu é que levei o meu book e fui à procura.” Acabou por ser agenciada pela Best Models, mas ganhou uma visão diferente da que tinha, “É um mundo confuso. Quem entra na moda tem que ter os pés bem assentes na terra, não se pode acreditar em tudo”.

 

 

Também Marcelo, finalista da licenciatura em Ciências da Comunicação e da Cultura, frequentou a mesma escola que Isabel. No entanto as motivações que o levaram a aceitar o convite foram completamente diferentes: “Gostei muito da experiência. Posso dizer que foi proveitosa. Ajudou-me a sedimentar e a exponênciar capacidades comunicativas cruciais para a área académica e profissional que estou a perseguir neste momento”.

 

Entrar no mercado

 

Elas querem crescer mais rápido do que a natureza lhes permite, ansiosas por aparentarem uma idade que não têm. Eles dedicam horas e horas ao ginásio, trabalhando para ter um corpo esculpido, que capte todos os olhares. Na maioria das vezes, pouco ou nada sabem de alta-costura, muito menos ainda sobre o respectivo mercado. Porém, querem aparecer! “Há cada vez maior procura. Muitos não querem ser modelos, mas sim fazer qualquer coisa na televisão.”, confirma Sofia Miranda, da escola Next Time. Seduzidos pela fama, idealizaram um conceito muito distante do verdadeiro.

 

Carina desde cedo despertou para essa realidade. O seu rosto exótico não passou, nem passa, despercebido aos olheiros da moda, tendo já recebido inúmeras propostas para trabalhar na área. Na adolescência fez alguns desfiles, estimulada ao ver as portas que, de um momento para o outro, se abriam diante dos seus olhos. Porém, estas primeiras experiências marcaram-na de uma forma que determinaria as suas escolhas futuras: “Fiquei com uma impressão negativa porque há mais contras do que prós, no mundo da moda. Desde que vi como as coisas aconteciam nos bastidores, perdi o entusiasmo todo.” Ainda visitou algumas agências mas aí encontrou mais contrariedades que a desmotivaram: "Comecei a achar estranho pois haviam agências que queriam que eu tirasse um curso. Enquanto que outras pessoas apostavam realmente em mim. Agora sei que um curso não valida nada. Se o modelo tiver potencial é a agência que vai investir nele". Decidiu deixar de fazer trabalhos. “Eu gosto muito de desafios e a moda não criava esses desafios para mim. Prefiro fazer coisas que eu escolho, não que sou obrigada a fazer”. Hoje, aos 22 anos, não se arrepende de ter apostado exclusivamente na sua formação académica, e defende que um curso superior lhe dará uma estabilidade profissional incomparável. “Quero fazer uma carreira sólida em jornalismo”, afirma.

 

Com efeito, viver da imagem é um investimento demasiado volátil, como afirma Cristina Paiva, image manager: “A moda é um hobbie, eu não a considero uma profissão. Não nos dá dinheiro fixo ao fim do mês e, quando muito, só se trabalha como modelo até aos 30 anos”. Cristina foi modelo e hoje é co-proprietária da agência Layjan. Os seus 25 anos de carreira ensinaram-lhe muito. “Em Portugal, praticamente não existe moda. Para manequins não existe mesmo. É difícil viver de desfiles: há poucos e são mal pagos. Ser modelo é uma luta muito grande”. Considera que a melhor idade para começar, na profissão, ronda os 16 anos, e sempre com o apoio dos pais. Mas na sua experiência já assistiu a um pouco de tudo: “Às vezes são os pais que influenciam os filhos, com 13/14 anos, a serem modelos, a tirarem um curso, o que é absurdo. É impossível prever como a pessoa vai crescer!”. Quanto a esse tipo de cursos, tem uma opinião convicta: “Essas escolas existem para tirar dinheiro às pessoas. Dão umas fotos aos alunos, que não servem para nada. E os profissionais que dão aulas não têm formação nenhuma. Não fazem selecção nenhuma, qualquer pessoa que chegue lá disposta a pagar quinhentos ou mil euros é aceite”. A ex-manequim discorda da acção que esses estabelecimentos promovem, quando por vezes convencem os alunos a tirarem o curso apenas por uma questão de realização pessoal, mesmo sabendo que estes não encaixam no perfil de modelo requerido no mercado. “Iludem muita gente, criam-lhes um castelo que não existe. São uma vigarice. E a prova é que nem um recibo dão aos alunos. Os proprietários enchem-se de dinheiro e não pagam nada ao estado”. Acrescenta ainda que, este tipo de situações deixa o país muito mal visto, no panorama internacional.

Isabel, questionada quanto à falta de recibos confirma nunca ter recebido nenhum, durante o tempo que frequentou a escola Next Time.

 

 Em relação aos critérios de selecção dos candidatos a alunos, na escola Next Time, Sofia Miranda esclarece: “Os alunos só chegam aqui através de convite. Fazemos uma entrevista e avaliamos o perfil de cada um. Conta muito a parte psicológica dos meninos, o comportamento que têm em casa, as notas na escola…se de facto têm perfil para frequentarem a nossa formação, serão escolhidos. E tanto no caso de menores como com alunos maiores de idade, devem vir sempre acompanhados dos encarregados de educação”. Garante também que “Os alunos, no final do curso, recebem um historial [com apontamentos das aulas] e uma lista de agências às quais se podem candidatar, nas quais confiamos. E damos acompanhamento, qualquer coisa sabem que nos podem ligar”.

 

Apesar de ser indispensável, ter o perfil certo não chega para consolidar uma carreira ligada à moda. A formação certificada e os contactos são também importantes. Além da persistência e do espírito de sacrifício.

O essencial é continuar a perseguir o sonho, sem deixar de acreditar que o destino merece sempre uma segunda oportunidade, quer seja na moda ou noutra área profissional.

 

 

 

 Por: Ana Azevedo

publicado por anaclaudiaazevedo às 09:20

26
Mai 11

 

A ideia de experimentar bolas de sopa de peixe com alginato acompanhada de gelatina com sabor a “amêijoas à Bulhão Pato”, salada mista em forma de caviar, espuma de caldo verde, caviares de vários sabores ou gelado de azoto líquido, inspira à partida desconfiança. Mas se souber que estes são apenas alguns dos pratos apresentados nos mais conceituados restaurantes do mundo, a desconfiança passa a curiosidade e, possivelmente, a vontade de querer experimentar. Estas criações culinárias têm o suporte da Gastronomia Molecular. Um suporte de novas técnicas e equipamentos inovadores que apoiam o processo criativo na culinária. A Gastronomia Molecular veio desafiar a imaginação dos chefs de cozinha mais vanguardistas, no sentido de maximizar sensações durante a degustação das suas criações culinárias, ou antes, de iguarias que se traduzem em estímulos para os cinco sentidos. Veio também provar que não são apenas os aspectos nutricionais dos alimentos que interessam, pois o factor lúdico presente numa refeição é igualmente importante. 

 

 

 

publicado por líciacunha às 23:11

 

A jovem Ana Rita Rodrigues preenche um dos lugares prestigiados entre os melhores atiradores portugueses. Familiarizada com os campeonatos europeus e mundiais, aos 19 anos, as armas não guardam segredos para ela e junta troféus.

 

Aos 19 anos, Ana Rita Rodrigues já tem uma ampla experiência com as armas. Vive em Vieira do Minho e atira pelo Clube de Caçadores da Póvoa de Lanhoso. Desde pequena que se mantém nestas andanças e tem sempre cultivado o seu gosto pela modalidade, “Quando tinha cerca de 10 anos, comecei a acompanhar o meu pai nas provas de tiro, o que começou a despertar a minha atenção”.
Não foi preciso muito tempo para a atleta começar a juntar troféus. Apesar de todas as conquistas, afirma ainda lhe faltar muito para conquistar “e as conquistas nunca são demais, pois sabem sempre muito bem. No fosso olímpico tudo que ganhei nos campeonatos da Europa foi em júnior. No fosso universal já consegui ser campeã da Europa de seniores, mas o meu desejo é consagrar-me no fosso olímpico para um dia poder participar nos jogos olímpicos”.

                As armas já não têm segredos para a jovem. Habituou-se a disparar com precisão e rapidez, mas admite que a maior característica num atirador é “acima de tudo gosto pela modalidade”, mas também umas boas “capacidades técnicas para uma boa execução do tiro, humildade e uma personalidade forte” para aguentar a pressão nos momentos decisivos.

                Na mesma medida destas características, o atirador também deve desfrutar de uma estabilidade financeira. Em termos gerais, o Tiro Desportivo é considerado um “desporto caro” como ela própria o diz. A jovem atiradora explica este conceito pelos “custos elevadíssimos, e nada apoiados”. A modalidade exige determinados investimentos suportados única e exclusivamente pelo atleta. Para ser federado na modalidade é necessário “tirar licença de tiro desportivo e fazer anualmente o exame de aptidão na federação. E claro, para quem quiser fazer as provas da federação, terá que desembolsar o dinheiro das inscrições para cada prova. Inclusivamente a compra de cartuchos para provas e treinos que são bastante caros”, afirma Ana Rita.

 As deslocações e a arma podem ter diversos preços, tudo isto, sustentado pelo próprio atirador. Isto reflecte-se no negócio que abrange esta área, como os próprios proprietários dizem, está “parado e muito mau, aparecem mais pessoas a vender armas do que para comprar”, acrescentam ainda que isto se deve em grande parte “à legislação do país. Quem faz a legislação não está na àrea, não percebe absolutamente nada da àrea nem as complicações que gera”, concluem com despeito.

                Depois de ter participado em campeonatos europeus e mundiais, Ana Rita Rodrigues, nota grandes diferenças na preparação das mulheres portuguesas relativamente a outros países, “nas grandes selecções, os atletas são profissionais e dedicam-se a 100 por cento à modalidade. São muito bem acompanhados pelos treinadores e restante equipa técnica que tratam do seu sucesso no tiro. Em Portugal, isso só é possível se estes gastos forem sustentados pelos próprios atiradores. A federação infelizmente incentiva e apoia mais o sexo masculino, o que faz com que o tiro feminino não vá evoluindo e vá tendo cada vez menos praticantes, pois as mulheres vão acabando por desistir por não serem apoiadas, nem incentivadas”, conclui a atleta, desapontada.

Nos campos de tiro nacionais, Rita, depara-se com outros embaraços ainda não ultrapassados. A jovem considera que ainda há preconceito relativamente às mulheres no tiro ao prato. A atiradora esclarece este preconceito por “muita gente pensar que as mulheres não sabem atirar, e que os resultados alcançados das mulheres são mais fáceis. Não têm o mesmo significado que os resultados dos homens”. A jovem serve-se destas razões para justificar o facto de haver poucas mulheres a praticarem Tiro Desportivo em Portugal, pela “discriminação” que se faz no país. Em contrapartida, atiradores experientes como António Barros e Bernardino Barros, têm outra visão e dizem não haver preconceito na modalidade. António Barros, esclarece esta visão e diz que há “mais competição na categoria masculina”, e é por este facto que normalmente o público masculino está mais concentrado e interessado nos resultados da categoria masculina.

António Barros expressa ainda a sua admiração pelas mulheres: “Temos em Portugal algumas mulheres que estão ao nível dos homens e que podem chegar muito longe. É uma honra para Portugal ter mulheres já reconhecidas internacionalmente”.

Apesar das dificuldades, a atiradora sente muito orgulho em vingar numa modalidade vista como “masculina”. Em entrevista, mostrou-se orgulhosa em vencer quando a participação masculina é uma maioria “é um gosto diferente, pois os homens ficam envergonhados quando derrotados por mulheres. E eu gosto especialmente de os derrotar”, admite com um enorme sorriso. 

               Um exemplo de mulher num mundo masculino, tal como outras que têm vindo a ascender na modalidade. Como atiradora consagrada nacionalmente e internacionalmente, deixa um incentivo às mulheres, “não tenham medo de praticar o tiro, pois o tiro praticado em segurança, é bastante agradável e traz grandes vivências. Aproveito também para dizer que o tiro é um desporto como outro qualquer, e como eu mesma mostro, não é um desporto só para homens”. Ana Rita Rodrigues, contraria todos os padrões que indicam o Tiro ao Prato como um “desporto masculino” e vence sem fronteiras na modalidade. Apesar das dificuldades, a atiradora sente muito orgulho em vingar numa modalidade vista como “masculina”. Em entrevista, mostrou-se orgulhosa em vencer quando a participação masculina é uma maioria “é um gosto diferente, pois os homens ficam envergonhados quando derrotados por mulheres. E eu gosto especialmente de os derrotar”, admite com um enorme sorriso.

 

 

CLUBES POR ZONAS:


Norte de Portugal

                             58

Sul de Portugal

67

Açores

4

Madeira

2

 

 

 

 

 

Para mais informações: Para mais informações: Federação Portuguesa de Tiro com Armas de Caça  / Confederação do Desporto de Portugal /  European Shooting  Confederation ( / Federation Internacionale de Tir aux Armes Sportives de Chasse  / International Shooting Sport Federation.

 

Por: Carina de Barros

 

publicado por crnbarros às 23:05

Bem-vindos ao maravilhoso mundo do 3D

É global. É a obrigatória evolução tecnológica. O uso do 3D está a pouco a pouco a ocupar um lugar concreto e importante e lucrativo no que diz respeito às inovações tecnológicas.

Recuando no tempo, foi no início do século XX que começaram as experiências com as televisões. Primeiro a preto e banco e depois a cores. Depois, lentamente, com anos de intervalo, vieram os plasmas, as LED (Light Emitting Diode - Diodo Emissor de Luz) e as HD (High Definition – Alta Definição).

Embora a nova moda de entretenimento tenha ganho um destaque gigante com o filme Avatar de James Cameron em 2009, o conceito não é recente. Foi em 1952 que aconteceu a primeira tentativa de cinema 3D na América. Contudo a fragilidade da época não permitiu que fosse desfrutado e visto como algo concretizável mas criou entusiasmo.

Actualmente podemos encontrar a tão ambicionada imagem tridimensional em filmes, televisões, consolas, máquinas fotográficas, projectores e futuramente no pequeno telemóvel.

Os óculos de papel com uma lente de cada cor ficaram no passado. Agora temos ao dispor uns óculos modernos, flexíveis. Quem já viu filmes em 3D nos cinemas portugueses encontrou os X101 Xpand, produzidos pela multinacional Xpand. Uma invenção recente, os óculos possuem baterias substituíveis e cada pilha média aguenta 80 horas activa. A substituição é simples e pode ser feita em casa. O design e conforto não foram esquecidos e o aspecto moderno é complementado por duas partes flexíveis que se ajustam à largura da cabeça. A sua durabilidade é ilimitada. Estão adaptados para as salas de cinema assim como para algumas televisões. (A empresa Xpand está sediada em várioa pais países pelo mundo, divulga e aposta a ferramenta em quatro campos – 3D Cinema; ED Home; 3D Gaming e 3D Education.)

Actualmente podemos encontrar dois tipos de óculos: anáglifos e polarizados. Os primeiros são os que utilizam um filtro vermelho e outro azul. As cores são específicas para o efeito – uma parte da imagem é vista pelo olho que tem a cor vermelha, outra pelo que tem a azul. Mais recentes são os polarizados em que se usa luz polarizada para separar as imagens da esquerda e da direita sem ser necessário recorrer a lentes de cor diferente. A polarização é o fenómeno, através do qual a luz adquire oscilação a partir de um determinado plano.

Mas nem tudo corre bem para a nova coqueluche da tecnologia e não demorou a haver o reverso da situação. Numa notícia publicada via internet a empresa Samsung alerta os consumidores dos malefícios do 3D. “Alguns espectadores podem experimentar ataques epilépticos após a exposição a imagens intermitentes de algum filme ou videojogo”, refere. Destinado a idosos grávidas, pessoas com insónia e pessoas que tenham ingerido álcool, o alerta anuncia os seguintes sintomas: visão alterada, movimentos involuntários como espasmos musculares, perda de consciência, confusão, sensação de enjoo ou náuseas, convulsões, cãibras ou desorientação. Aconselha aos espectadores a garantir uma distância segura entre a televisão e os olhos e, se possível, fazer pausas durante o visionamento.

O Efeito

O efeito final em 3D é obtido com a sobreposição específica de duas imagens que devem ser vistas com uns óculos próprios cujo propósito é criar uma imagem diferente para cada olho e consequentemente o cérebro criará a ilusão de profundidade. É assim que se obtém momentos d

istintos da mesma figura – profundidade, distância, tamanho e até movimento. De explicar que este processo tem o nome de visão estereoscópica. Para obter o resultado final, duas imagens são projectadas em pontos distintos e ambas devem ser devem ser captadas ao mesmo tempo para criar a sensação de realidade. As câmaras estereoscópicas que simulam a visão humana são colocadas a aproximadamente seis centímetros uma da outra (a distância média entre os olhos de uma pessoa).

João Alves de Sousa, docente na área do 3D na Universidade Lusófona do Porto considera que ‘’mais cedo ou mais tarde a maioria dos conteúdos audiovisuais começarão a ser transmitidos em 3D. Apesar da estereoscopia não ser indispensável, acaba por ser uma evolução natural, como a da televisão a preto e branco para cores ou os telemóveis com teclas para os Touchscreen’’.

Os Programas

Programas como, Blender, Cinema 4D, Maya, ZBrush (usado no Senhor dos Anéis), SketchUp ou 3DS Max são as ferramentas que os peritos do 3D usam para criar os cenários. Complexos demais para alguns, nascem por todo o lado cursos para aprender a animação: pós-graduações, mestrados e cursos livres começam a ser intensamente procurados por amantes da áres ou apenas curiosos que pretendem aprender mais.

A Sala IMAX

As salas IMAX estão espalhadas por cerca de quarenta países, essencialmente na América mas conta também com duas no Brasil. Em 1995 Portugal teve uma em Vila Franca de Xira que acabou por fechar. Pioneiras na execução do 3D em telas quase gigantes (as maiores do mundo estão localizada no IMAX Theatre Sydney na Austrália, com tamanho de 1.051 m2 e em Mumbai na Índia com uma tela de 1.180 m2 nos Big Cinemas IMAX) proporcionam aos espectadores momentos inacreditáveis. O som pode atingir ao 14 mil watts de potência, a tela, côncava ou rectangular permite os presentes sentir que estão lado a lado com as projecções. João Alves, docente na ULP já presenciou o impressionante efeito de profundidade no Futuroscope em Poitier, França. Considera que nas salas portuguesas o efeito é ainda demasiado subtil.

O Futuro

Em relação aos televisores 3D prevê-se que as vendas aumentem cinco vezes. Assim sendo, espera-se que até ao final de 2011 sejam vendidos cerca de 23,4 milhões de televisores com a visualização 3D. Segundo a iSupply (http://www.isuppli.com) até 2015, deverão ser vendidos mais 159 milhões de ecrãs a produzir imagens estereoscópicas. Segundo a agência noticiosa Reuters, o ranking das vendas é liderado pela Sony e LG.

Em Portugal, a Samsung Electrónica Portuguesa foi a primeira marca a lançar para o mercado televisores 3D em Maio de 2010. Actualmente, os preços das várias marcas variam. Os mais baratos rondam os 600 euros enquanto os mais caros podem atingir perto dos 2 mil euros.

A Toshiba deu já um passo e à frente é a primeira a planear protótipos para ver 3D sem os óculos afirmando que ‘’ os utilizadores não vão ter um aspecto estranho quando estiverem a ver o seu filme preferido com os amigos’’. Com o nome Toshiba Regza GL1 o produto estará disponível em Dezembro no Japão mas ainda não há planos de vendas para o mercado internacional. As operadoras de telecomunicações não deixaram de acompanhar o fenómeno. Em Março de 2010 a Zon anunciou uma parceria com a empresa britânica Quantel (que forneceu o equipamento para as filmagens do filme Avatar). "É ainda uma tecnologia cara e com pouco conteúdo e cuja massificação vai demorar algum tempo", referiu na altura Ricardo Costa, presidente executivo da Zon. O equipamento totalmente equipado disponibilizado pela Zon irá custar cerca de 9 mil euros mas um mais barato ficará por cerca de 3 mil.

A Meo não se deixou ficar e no mesmo mês iniciou a divulgação do 3D com um anúncio com os Gato Fedorento como protagonistas e acções de promoção na rua. Emite já alguns programas, essencialmente concertos no formato 3D mas não divulgou para já datas para o lançamento de equipamentos.

‘’O efeito 3D é especialmente interessante na integração em videojogospois pode alterar a jogabilidade permitindo ao utilizador ter uma melhor noção da profundidade. Penso porém que o 3D só vai ser completamente aceite em todo o tipo de dispositivos electrónicos quando estes deixarem de recorrer ao uso dos óculos’’. Diz o docente João Alves. A Nintendo, líder no mercado de consolos e videojogos já pensou no assunto e tem no mercado a Nintendo 3DS. Lançada em Março de 2010, a consola bate recordes de vendas.

Com anúncios publicitários na televisão com caras conhecidas, foi pensada para atingir várias faixas etárias e programada de forma a ser ‘’amiga’’ do utilizador. Dispõe de um botão onde se pode aumentar ou diminuiro efeito 3D, podendo diminuir até ao já conhecido 2D. De salientar que é a única que não necessita do uso de óculos para obter o efeito. Por ser algo a que as crianças estão habituadas a usar, a Nintendo reforçou as medidas de segurança e foi criado um sistema de controlo parental que consiste num número PIN que os pais podem usar para restringir aos filhos a utilização do modo 3D.Visto que até aos seis anos de idade a visão ainda está em fase de desenvolvimento são cuidados necessários. Fica em suspenso qual será o próximo passo das consolas visto já se ter ultrapassado os óculos.

No fundo, responsável pelo boom do 3D, o cinema que já tinha uma grande aposta vai continuar a fazê-lo. Um dos filmes que merece destaque é reestreia do filme Titanic desta vez em 3D. A Paramount Pictures, a 20th Century Fox e a Lightstorm Entertainment divulgaram oficialmente a data - 6 de Abril de 2012, altura em que se assinala 100 anos do naufrágio.

Produzido por James Cameron, responsável também pela versão original, é esperado que o espectador se sinta dentro do navio.Desde a criação da Disney Digital 3D que a produção de filmes no formato não parou. Avatar, Shrek para sempre, Alice no País das Maravilhas são alguns dos mais conhecidos. Mas já desde 1993, com um notório avanço em 2005 que a Disney produz experiências nas animações. O primeiro filme lançado em 3D com actores reais Hannah Montana & Miley Cyrus Show: O Melhor dos Dois Mundos em 2008.

Até este momento são perto de vinte os filmes produzidos e até ao final de 2012 espera-se pelo menos mais sete filmes no formato. A Disney possui uma equipa que se dedica inteiramente ao formato e cada filme de cento e poucos minutos pode demorar dois anos a ser concluído.

Depois das televisões, o próximo objectivo será adaptar o 3D a visores mais pequenos – telemóveis. A ideia não é recente, mas o desenvolvimento está ainda a ser concebido. A Sharp foi a primeira na criação de um telemóvel adaptado o Aquos Phone The Hybrid 007SH que por enquanto está apenas disponível no mercado japonês. Por Portugal, A PT (Portugal Telecom) conta com alguns protótipos que esperam estar activos nos próximos anos.

Em Maio deste ano durante quatro dias Barcelona recebeu a feira Mobile World Congress 2011 a maior destinada a telemóveis. Contou com cerca de 1300 expositores oriundos de 200 países. Os telemóveis 3D foram, naturalmente, a principal atracção. Foi levantado o véu sobre o que aí vem: a Sony Ericsson vai apresentar um novo telemóvel Xperia, o Xperia Play ou PSPhone que lê jogos Sony Playstation; algumas maiores operadoras de telecomunicações do mundo como a Verizon, a China Mobile e a Vodafone irão unir-se numa parceria que dará que falar.

Mitsubishi, Sony, LG, Sharp ou Samsung são algumas das marca que estão a lançar no mercado projectores 3D. A apresentação tridimensional de imagens em vídeos é a tendência dominante nos dispositivos electrónicos. É uma forte alternativa às televisões 3D ou cinemas com a facilidade de se poder ligar a várias fontes - consolas, leitor Blu-ray ou ao um simples computador atingindo uma resolução de imagem de até 1.920 x 1.080 pixéis com ou sem óculos. Mas não são só as casas que estão a recebê-los. As projecções 3D em edifícios estão a tornar-se uma moda que todos querem agarrar e existem já empresas específicas a trabalhar para a finalidade.

Estas animações foram usada em Dallas no Texas para fazer a promoção do filme o Turista e para o décimo nono aniversário do Dia da Independia na Russia, respectivamente:

publicado por Catarina às 21:21

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