Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

13
Mai 12

     A crise que hoje o país atravessa impulsionou uma autêntica “corrida ao ouro”.  O comércio ligado à venda de ouro aumentou em Portugal 55,5 por cento em 2011 em relação ao ano transacto. A grande maioria são negocios por conta própria mas já existem actualmente redes nacionais de franchising de comércio de ouro.

 

 

                                                                                                                                        As lojas de compra e venda de ouro invadem o país de Norte a Sul

   

   Historicamente podemos observar que em épocas de crise há sempre um negócio que emerge. Na que estamos a viver há um que tem crescido num ritmo alucinante: o da compra e venda de ouro.

   Na Rua de Santa Catarina do Porto, uma das mais agitadas da cidade , quem passa tropeça facilmente em lojas directamente associadas a este negócio. “Aqui a concorrencia é enorme. Só nesta rua temos cerca de 15 lojas de compra e venda de ouro” afirma Filipa Semedo proprietária de uma ourivesaria. “Naturalmente vieram prejudicar o negócio das ourivesarias desta zona” desabafa.

   Esta rua  do centro do Porto não é mais do que um espelho daquilo que acontece no resto do país que tem assistido a uma rápida expansão do negócio de Norte a Sul. A explicação para este fenómeno prende-se principalmente com a crise nos mercados bolsistas que consequentemente, elevaram a cotação do ouro para máximos historicos tendo como efeito uma nova tendência: o aumento das lojas da especialidade.  Segundo dados da Imprensa Nacional Casa da Moeda, surgem em media  quatro novas lojas por dia.

   Como recurso para combater as dificuldades, cada vez mais portugueses recorrem ao ouro que tem em casa encontrando assim uma bóia de salvação, o que segundo Rui Neves, ourives na cidade do Porto, explica o “boom” deste negócio . “Como  sabemos o país está a atravessar tempos difíceis e o ouro é encarado como um refúgio pelas pessoas”. Segundo o empresário “É fundamentalmente daqui que advém as casas de ouro em grande escala, porque é oportuno para aquelas pessoas menos escrupulosas que vão comprando peças de ouro a baixo custo e como está a valorizar imenso, conseguem registar lucros signifivativos”

 

Rui Neves , proprietário de uma ourivesaria na cidade do Porto 

 

 Exportaçao do ouro

 

   Grande parte do ouro adquirido por este tipo de lojas é comercializado para o estrangeiro, como refere Rui Neves. “Sabemos de antemão que o ouro que compramos hoje em dia não fica cá em Portugal. A Alemanha e os países de Leste, neste momento , são os países que compram mais.”

   No ano passado Portugal foi dos países que mais exportou este metal precioso. Estima-se que tenham sido exportadas 13 toneladas de ouro, que se materializaram num disparo de 140% das exportações do ouro, dados estes que revelam o aumento do protagonismo deste mercado no seio da economia portuguesa.

 

 

 

Os portugueses têm se desfeito do seu ouro para combater a crise 

 

 Escassa fiscalização

 

   Notícia publicada no Jornal de Noticias, revela que uma parcela muito significativa do ouro furtado e roubado em Portugal tem como destino os diversos estabelecimentos de comércio de ouro espalhados pelo país . A falta de uma fiscalização rígida tem sido uma das principais críticas a este mercado.

  Neste negócio , como noutro qualquer existe um código que regula a actividade . Porém, em grande parte devido á concorrencia asfixiante , o processo não é cumprido na totalidade como denuncia Rui Neves .“A policia  é forçosamente obrigada a tomar conhecimento de todas as nossas vendas e compras. Agora se todos o fazem, isso é que eu tenho duvidas.” Esta falta de fiscalização , revela-se um furo aproveitado para a circulação de ouro roubado e clandestino.

   Os assaltos são precisamente um dos principais medos que assolam quem trabalha no meio . Quem está a frente destas lojas tem receio de dar a cara , consequência natural das inúmeras noticias que dão conta dos assaltos a este tipo de lojas. “Poderão querer ou não dar a cara,  porque ao mostrarem-se vão dar o conhecimento de quem é a pessoa que está por trás, e hoje em dia vemos que a vaga de assaltos não para e não queremos ser vítimas também” afirma o ourives.

  Contudo o negócio vai de vento em popa e os portugueses vêem aqui uma oportunidade para enganar a crise levando á letra o ditado popular : Vão se os anéis e ficam os dedos.

 

 

Tiago Alexandre

publicado por tiagoalexandre19 às 23:47

Consciencialização

 

 

 

Se para as pessoas ditas normais os tempos não se avizinham fáceis, muito menos o será para pessoas incapacitadas.

Para estas tudo se complica na hora da integração social, nomeadamente na hora da entrada numa universidade.

Para mostrar tal facto, foi aqui reparada a forma como, no caso particular da Universidade Lusófona do Porto, se vê a entrada desta gente menos apta fisicamente que, com toda a certeza, está no seu direito de querer instruir-se e frequentar o ensino superior.

 

 

 

A constatação dos factos

 

Situada em pleno centro da cidade invicta, resultado de um restauro a um edifício datado do século IXX, encontra-se a Universidade Lusófona do Porto.

Esta dispõe de uma localização privilegiada para quem a pretende aceder, fazendo com que chegar a ela seja simples e rápido.

 

 

Porém, logo á entrada damos de caras com um degrau sem qualquer tipo de rampa de auxílio à entrada de deficientes.

A entrada para a secretaria é também ela feita de degraus altos para a receção de incapacitados e a própria sala de estudo/computadores situada em frente da secretaria não pode ser acedida pois as portas são estreitas e o mesmo mal dos outros lados existe também.

Embora possua quatro edifícios no todo da sua constituição, a universidade não oferece mais que escadas íngremes, acompanhadas de estreitos corrimões, e que servem para o acesso a todos os andares.

Ainda no mesmo edifício existe um bar, reprografia e ainda salas de apoio a alguns cursos nomeadamente de informática, ciências da comunicação, ciências audiovisuais e multimédia, entre outros, que se situam em pisos abaixo do rés-do-chão e para serem acedidos por exemplo, torna quase impossível o acesso por alguém numa cadeira de rodas.

É ainda constatado que o edifício recentemente construído não cumpre as normas de acesso a pessoas incapacitadas, tendo por exemplo escadas construídas em caracol.

É visível ainda a construção de um elevador no primeiro edifício.

 

 


 

“Não é de agora em que estes assuntos são falados em reuniões com a administração da Universidade”

 

                                                          Joana Soares, Presidente da associação de estudantes

                        

Joana Soares, presidente da associação de estudantes, afirma que estes “são assuntos que devem ser falados. Só mostram que existe uma maior consciencialização por parte de todos em preocuparem-se por estas coisas” e “não é de agora em que estes assuntos são falados em reuniões com a administração da Universidade”. 

 

Embora não seja muito visível á restante comunidade educativa o que tem vindo a fazer a associação de estudantes, esta sempre que possível dialoga sobre estes casos e repugna os maus acessos mas, por outro lado “já estivemos bem pior. As obras feitas e as rampas que ligam o rés-do-chão por exemplo, são exemplos de melhorias”.

 

 

 

 

 

 

Ponto de vista arquitetónico

 

 

 

 

                                                                                    Vilma Ferreira, Arquitecta

 

 

Vilma Ferreira, arquitecta, após um pequeno passeio pelas instalações da Universidade, afirma que esta “não está tão mal assim nos acessos” pois “com a instalação deste elevador novo passa a cumprir a maioria das normas para os edifícios públicos”.

Segundo a profissional de arquitectura, “o que é constrangedor é haver compartimentos onde se fazem estudos em comum como salas de estudo e aqui o centro informático, onde não é possível aceder directamente para lá”.

Podem ainda ser referidas as escadas íngremes que retratam a universidade um pouco pelo seu todo, destacando aqui um outro aspecto importante, “o corrimão estaria anti regulamentar pois deveria estar trinta centímetros antes para o deficiente motor puder então confortavelmente segurar-se e efectuar o seu percurso”.

É ainda de frisar que a própria entrada na Universidade não é fácil sendo constituída por um degrau; “A entrada na Universidade pode não ter uma subida para cadeiras de rodas porém, esse aspecto menos positivo pode ser perfeitamente colmatado com uma rampa amovível”.

A juntar a tudo isto encontra-se legislado em decreto-lei desde 1997 que todo e qualquer edifício público deve ter uma série de parâmetros cumpridos para poder receber pessoas com incapacidade.

 

 

 

 

A administração  

 

                                                                          Doutora Natália, Administração da Universidade Lusófona do Porto

 

A universidade tem já predefinida uma forma de actuação perante a notícia de um possível aluno com dificuldades motoras.

Este mesmo tipo de actuação, como havia de esperar por uma instituição deste género, tem como objectivo o de “incluir ao máximo o novo aluno nas práticas escolares praticadas”, diz a Doutora Natália, membro da administração da Universidade.

Quando inquirida sobre o tema do elevador em construção e o porquê de apenas agora estar a dar-se início às obras necessárias, a resposta foi: “Há 15 anos estou cá e há 15 anos que se fala na construção de um elevador mas tivemos sempre outras coisas a realizar, dando-se prioridade a outras prioridades. (…) Chegou agora a hora de investir nesta prioridade.”

É sabido que o edifício da Universidade não é um edifício novo, o que torna as coisas mais complicadas, “É preciso ver que este não é um edifício novo mas sim restaurado, o que torna mais difícil seguir á risca todas as regras. Neste momento está a construir-se o elevador mas não por motivos de legalidade.”

Segundo a administração, o edifício mais recente, também ele restaurado, atenua os seus fracos acessos com uma porta lateral que pode ser acedida por fora e que deixa em aberto a entrada para o piso zero desse mesmo edifício fazendo, deste modo, com que seja evitada a passagem pelas escadas através do edifício anterior.

Outro aspecto importante frisado pela administração é as rampas existentes ao longo de todo o rés-do-chão do edifício antigo que colmatam as escadas e degraus grandes do ponto de vista do deficiente motor.

“Não temos registo de alunos incapacitados na nossa Universidade. O caso mais parecido, podemos referir-nos assim, foi o que uma aluna que partiu um pé e, como o curso que frequentava, arquitectura penso, tem muitas aulas em pisos superiores, tomamos a iniciativa de passar as aulas desse ano para o rés-do-chão, facilitando dessa forma a deslocalização da aluna.”

 

 

 

Concluindo

 

A Universidade Lusófona do Porto encontra-se a par das suas limitações mas também sabe que chegou a hora de criar novas rotinas na Universidade.

Segundo foi apurado, existe na administração um novo projeto em planeamento.

Este resumir-se-á na construção de um terceiro edifício, edifício este que contará de raiz com um elevador e acessibilidades facilitadoras para os mais incapacitados, contando ainda com ligação pelo rés-do-chão com os outros dois edifícios já construídos.A Universidade Lusófona do Porto encontra-se, então, num caminho que visa diminuir barreiras e quebrar os obstáculos na locomoção de deficientes motores.

 

Por: Fábio Dias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por fdsd às 23:47

Entre a conquista de sucesso e as saudades de casa, ser imigrante é mais do que uma simples viagem de um país para o outro. É um motivo de orgulho para os que alcançam os objetivos traçados e de tristeza para os que se perdem pelo caminho. Pedro Kemako revela-nos como é a sua vida em Portugal, ontem, desamparado e quase sem teto, e hoje, com uma vida estabilizada.

 

Agostinho Neto, escreveu e caracterizou em "Havemos de voltar", o desejo de milhares de angolanos, hoje, por esse mundo fora. Antes vítimas da guerra civil, a Angola de agora, emerge nos seus filhos o eloquente anseio de regressar à casa. Pedro Kemako é um dos muitos rostos angolanos a residir em Portugal, mais concretamente em Viana do Castelo, onde cultiva a saudade descrita por Neto.

Enquanto este momento não chega, a esperança de regressar faz-se em pensamento, e a procura de uma adaptação consolidada em terras alheias é uma obrigação.

Contudo, com o passar do tempo, estar aqui já não é um sacrifício, “como diz alguém, quem vem a Viana fica e quando vai não esquece” revela-nos Pedro.

4h30 da manhã e a orquestra começa a tocar, 1, 2 e 3 despertadores em simultâneo dão o sinal de que é hora de seguir para mais uma jornada de trabalho. Da cama para a casa de banho é um salto. Logo vem a cozinha, onde os iogurtes e frutas são arremessados para uma saca, o pequeno-almoço é na estrada que vai de encontro ao Douro; destino, fábrica da Super Bock no Porto.

 

 

“Não é fácil ser emigrante”

O frio e o drama da ilegalidade são os maiores problemas "naquela altura a solidão era enorme, acompanhada de saudades dos familiares. Nas questões de saúde por exemplo, era necessário documentação legal. Em determinados momentos parecia surgir uma luz ao fundo do túnel, mas era pura ilusão “quando finalmente conseguia ser tratado, pagava mais caro”.

Quando se é emigrante, até ir a rua torna-se uma experiencia dolorosa, “fugia sempre da polícia. Não é fácil ser emigrante”.

Para Sandra Machado 35 anos, os seus 20 anos em Viana do Castelo contam com os mesmos problemas. “A guerra civil fez com que emigrasse a procura de melhores condições de vida”. Como todo emigrante, no começo viu a saudade manifestar-se de forma mais esclarecedora, “senti-me isolada e com saudades da família. Senti uma grande diferença na cultura e principalmente no clima. Não posso deixar de referir que senti uma certa indiferença em relação a minha cor e a pronúncia” confessa Sandra.

O caminho para integração passa por aprender a contornar a saudade “ligava sempre que tinha oportunidade. Escrevia e chorava imenso, mas era a melhor forma de ultrapassar toda a saudade”.

Chegar a casa é momento de renovar energia, porque amanhã recomeça tudo outra vez, “a maior dificuldade é a adaptação. É tudo tão diferente, as pessoas são muito mais reservadas, em Angola tudo é “família”.

Após duas décadas olhar para trás é um momento de paz, “valeu a pena ter escolhido este caminho pelas oportunidades que dificilmente teria no meu país.

Ainda assim, este é um caminho de dificuldade. Poder dizer, tenho uma vida estável representa lágrimas e muita persistência, “passamos por muitas dificuldades até conseguir ter uma vida estável. Existe muita burocracia para nos legalizarmos”.

Quando a integração é total, adota-se a pátria que antes desempenhou a mesma função. E o orgulho de tudo que construiu vem ao de cima, “orgulho-me de ultrapassar todas as barreiras que apareceram e conseguir ter uma vida estável. Tenho dupla nacionalidade e duas pátrias, considero-me filha de Angola e de Portugal”, diz Sandra Leonor.

A pouco mais de 40 quilómetros, na Povoa de Varzim, Jorge Caleia e Sérgio Airosa exprime aquele que parece ser o denominador comum dos emigrantes angolanos, “por estar a viver o meu país, um período bastante difícil de guerra, vim a procura de uma vida melhor”.

Os obstáculos foram muitos e a ausência da família era bastante sentida, “senti dificuldades, brutalmente significativas, em termos culturais e climatéricos. A maior das dores, a saudade, sem a estrutura familiar por perto, foi como se me tivessem tirado o chão, flutuando em céus incógnitos”, conta-nos Sérgio Airosa.

 

 

O risco revelador

Definida como à habilidade de confrontar o medo, a dor ou o perigo, a coragem caracteriza a pessoa perseverante que, mesmo com medo, faz o que tem a fazer e motiva-se a ir mais além. “Fugi dos conflitos em Angola. Mas hoje existem questões que obrigam-me a ficar em Portugal. Para além do trabalho na fábrica, consigo ter melhores condições de saúde, higiene e educação.

Os hábitos e costumes angolanos deixam de ter verbos conjugados no passado ”mantenho contacto com a família, amigos de infância, a internet e as redes sociais permitem uma conexão quase direta”.

Porém, este facto em momento algum foi motivo para uma integração menor no seio lusitano, houve sempre a necessidade de não se colar de forma extrema ao estilo angolano de ser “para ser integrado tinha que estar pronto a me integrar, e procurar conhecer mais a cultura portuguesa”.

Do desenho artístico, a prática de judo, passando pelo coro da igreja de caridade, vai pintando com contornos marcantes, a pessoa que é ”o que mais lhe orgulha é ser a pessoa que sou”.

E enquanto caminha, a luta entre o coração e a razão permanece ativa… “Queria poder regressar como previu Neto em Havemos de voltar, mas a vida ensinou-me que por vezes as obrigações tomam conta de nós. Existe uma grande interrogação no que toca a este assunto” finaliza Pedro Kemako.

publicado por yamuss às 23:38

Tal como para um português o galo de Barcelos, ou até mesmo o pastel de nata, pode definir Portugal, muitos ingleses consideram que a frase “Keep Calm and Carry On” resume, na perfeição, aquilo que são. Sara Sá viveu em Inglaterra quase cinco anos e comprova tal facto. A bailarina, formada numa Academia em Londres, assume que aquele lema surge, quer em cartazes de rua, quer em simples recordações.

Aqui há dias, Cristiano Ronaldo marcou mais um golo. Tal facto, não é, para nós, novidade alguma. Mas sim a forma como decidiu festeja-lo, na partida contra o Barcelona FC. “Keep Calm… Ronaldo is Here” foi, no dia seguinte ao jogo, uma das frases mais partilhadas através do facebook. Mas, afinal, qual a origem deste lema que nos apela à calma e nos manda seguir em frente?

 

Fig. 1 - Consta que este cartaz personalizado foi um dos mais partilhados nas redes sociais.

“Keep Calm”… agora vais conhecer a história!


Como terá surgido esta frase que, por muitos, é adotado como lema para a vida? Será que surgiu fruto da imaginação de um cibernauta da atualidade? A resposta está longe de ser atual. Embora nos deparemos, constantemente, com o cartaz que anuncia esta frase, quer no facebook, quer em blogs, ou até mesmos em sites de partilha de imagens, este foi elaborado, pela primeira vez no ano de 1939, pelo Ministério da Informação britânico. Viviam-se momentos aterrorizadores com o início da II Guerra Mundial e o perigo de invasão por parte da Alemanha era iminente. Por isso, o governo elaborou uma série de três cartazes com mensagens motivacionais. 

Para saberes mais pormenores, clica no video.

 

 

Consta que o terceiro cartazes, “Keep Calm and Carry on”, estaria reservado para uma eventual invasão nazi à Inglaterra. Porém, dado que tal nunca aconteceu, o cartaz permaneceu guardado e nunca chegou a ser divulgado. Há quem creia que estes cartazes terão sido destruídos em 1945, data que assinalou o término da guerra.

 

Fig. 2 - A mensagem funcionava como um grito de ânimo para os cidadãos

 

Um design único...


O design do cartaz era, especialmente, coloquial. Através de várias estratégias adotadas durante a conceção, conseguia-se evitar qualquer tipo de falsificação e retaliação por parte do inimigo. Desprovidos de qualquer género de imagens, no cartaz poder-se-ia apreciar o desenho da coroa simbólica George VI no topo e a mensagem do Rei, com letras simples e apenas de duas cores.

Embora tenha já passado mais de meio século, muitas variantes começaram a surgir, a partir do momento em que cada pessoa deu um conselho para keep calm.

 

Existem até sites que reproduzem, de forma automática, o cartaz, sendo apenas necessário introduzir a frase que desejarmos. Vários são os utilizadores do facebook que “gostaram” desta iniciativa e publicam os próprios conselhos no próprio mural. No entanto, esta plataforma de (re)criação de conselhos para o keep calm está, ainda, disponível para softwares “Android” e também “IOS”. 

 

 

…Carry On!

 

Consta que, um funcionário de uma livraria que comercializava livros em segunda mão, chamada Barter Books, em Alnwick, terá encontrado uma cópia do cartaz “Keep Calm and Carry On”. Depois de ter sido pendurado numa das paredes da livraria, os donos começar a receber solicitações de cópias e a comercializar este cartaz. A partir deste momento, a mensagem tem sido fonte de inspiração em tudo o mundo. 

 

Em consonância com esta frase, surgiram, também, outros lemas tais como “Now Panic and Freak Out”, cuja coroa surge invertida, ou recentemente, o famoso “Keep Calm… Eu Sou Finalista”, à moda bem portuguesa.

Sabe-se que um reduzido número de cartazes originais se encontram no National Archives and The Imperial War Museum, em Londres e mais quinze foram encontrados no BBC’s Antiques Roadshow.

Fig. 3 - Um simples conselho pode ser dado através dos sites de reprodução.
O autor que criou esta frase continua no anonimato. No entanto é impressionante pensar que, mesmo com o avançar dos anos, muitos continuem a resgatar forças, na essência desta frase que se tornou, minha, tua e nossa, nos dias de hoje. 
Por: Ana Pinto


publicado por anavanessapinto às 23:01

A cozinha nipónica há muito que é conhecida por todo o mundo, mas só recentemente os portuenses entraram na moda do sushi. Enquanto a ideia do peixe cru seja difícil para alguns, são cada vez mais os adeptos desta iguaria japonesa.

 

 

 

A cozinha do país do sol nascente tem inúmeros pratos de todos os tipos, mas é especialmente conhecida pelos pratos de peixe cru muito fresco e arroz. Com origem numa antiga técnica de conservação de peixe em arroz avinagrado, a prática tem cerca de dois séculos no formato que o conhecemos hoje. Antigamente era vendido na rua como “fast-food”. No ocidente estes pratos ficaram conhecidos como sushi, ainda que existam diferenças relativas as diversas peças de sushi. 

 

  

 

 

 

Por: Susana Estácio Marques

 

 

publicado por susanamarques às 22:17

 

Por: Joana Ferreira

 

Fundado em Fevereiro de 2004, o Facebook é uma ferramenta social que ajuda as pessoas a comunicarem mais eficientemente com os seus amigos, família e colegas. As redes sociais mostram-se cada vez mais como um lugar de presença obrigatória para todos aqueles que querem fazer passar de algum modo a sua mensagem. Os políticos não são execpção, pois recorrem as redes socias para fazer passar as suas ideias políticas. Como detentores do poder de formar e influenciar a opinião pública de um determinado grupo, os atores políticos mobilizaram as suas estratégias de persuasão de acordo com a mobilização das grandes massas.  

 

 

Fig. 1 O poder que as redes sociais exercem na opção politica de uma comunidade

 

As redes sociais atingiram a nossa comunidade e todos os dias são imensos os internautas que por estás plataformas se deixam conquistar. Desta forma para a mensagem politica chegar as grandes massas são cada vez mais os políticos que utilizam a Internet para se fazerem ouvir e interagir com o eleitorado e desta forma conseguir a sua fidelização ao partido. Como representantes de uma população  os políticos utilizam a maior rede social do Mundo  “como canal  de diálogo com os eleitores”, refere Luiz Fernando Cardoso, repórter de Política e Master em jornalismo. A estratégia no uso destas plataformas passa por atingir um publico cada vez mais vasto.

Com o inicio de uma era da comunicação onde tudo se transporta para a internet, os  atores  políticos viram também a necessidade de agirem de acordo com a evolução do ciberespaço Os meios digitais estão a mudar o panorama da comunicação, com a economia em constante mudança, as novas tecnologias da informação, internet e redes socias assumem especial relevo na nova era da comunicação e gestão dos relacionamentos entre as pessoas. O Mundo digital permite aos políticos alcançar e interagir com o eleitorado em qualquer lugar e a qualquer momento.  

“Os mercados são cada vez mais competitivos e globais” menciona Luís Saias no livro “Marketing de Serviços”. A adaptação á era moderna é necessária, o bom uso das ferramentas da comunicação pode trazer reconhecimento e prestigio para o partido politico. Rita Figueiras, professora Universitária  refere “Os meios de Comunicação social podem ajudar a ganhar campanhas”, por vezes sendo irrelevante a qualidade do politico, a qualidade vem dos “bastiadores”, onde são definidas estratégias para a captação de eleitorado.  

 

 

 Fig.2 Barack Obama nas presidenciais de 2008 nos EUA

 

 O reconhecimento e a utilização da internet com media para campanhas eleitorais já existe pelo menos há 10 anos, porem a campanha realizada por Barack Obama em 2008 para a eleição presidencial dos EUA superou qualquer expectativa , traçando novos rumos para o marketing político, reescrevendo regras de como atingir o eleitorado. Esta interação proporcionada e especial pelas redes sociais possibilitou maior aproximação dos eleitores com Obama.Barack Obama ganhou este nomeação democrata em grande medida por causa da domínio de sua campanha de tecnologia da informação e sua compreensão das redes sociais.

Rui Calafates, especialista em Marketing Político, foi um dos académicos que estudou as legislativas de 2009 em Portugal, e explica “Há anos fazia soundbyte ao  político que aparecia na internet. Agora já perceberam que a Net é mais do que uma tática, é uma forma de conseguir proximidade”. A internet e as redes sociais estão a entrar no mundo político português e com a generalização da ferramenta, os atores políticos perceberam que para chegar a alguns dos seus potenciais eleitores tem de ser através da Web.  “Vários estudos indicam que a percentagem de tempo dedicado ao Facebook pelos seus utilizadores esta a ultrapassar o tempo  dedicado á busca, os candidatos têm de estar onde as pessoas estão” menciona João Wengorovius, presidente da agência de publicidade BBDO Portugal. Filipa Seiceira explica o que as candidaturas não estão, mas deviam estar a fazer, na Net.O segredo está em descobrir as melhores mensagens para o segmento de público que interessa.Independentemente da cor politica, idade ou formação, não há político que dispense a sua presença nas redes sociais. No entanto Ivone Ferreira professora Universitária considera que os políticos portugueses ainda não estão a vontade com a principal vantagem dos meios, a interatividade. 

            A interação entre eleitores e candidatos proporcionou o aumento da confiança e da credibilidade, proporcionando a mudança de hábitos e maior participação politica da população, sobretudo os jovens. 

 

 

 

publicado por Regina Machado às 22:13

 O Graffiti é “um meio de expressão social e de comunicação específica, geralmente realizado por jovens, num determinado suporte. É realizado com várias cores e com traços que o identificam, diferenciando-o de outras expressões visuais.” Durante muito tempo visto como um tema irrelevante ou simples contravenção, atualmente o graffite já adquiriu outro estatuto.  É visto como uma forma de expressão inserida no campo das artes visuais, em particular, da street art ou arte urbana.Todavia ainda há quem não concorde e confunda o graffiti com pichação.

 

 

 

 

 

«O mundo do graffiti é uma dimensão à parte. Para mim as paredes têm uma dimensão espacial própria. Este país ainda tem uma mentalidade muito fechado em relação à arte de graffitar», diz Doc, um writer. O graffiti encontra­-se entre duas visões: a da sociedade, que o denomina como um ato de vandalismo e/ou um atentado ao património, e a dos graffiters, que o defendem como uma expressão de arte alternativa, como uma contracultura, onde se manifesta a criatividade, estimulada por vezes, pela crítica à realidade social ou, simplesmente, pela vontade de "dar mais vida" aos espaços urbanos.

 

 

 

Numa fase inicial, as cidades eram invadidas por uma profusão de caligrafias indecifráveis, feitas a marcador – as tags, que não significam senão “eu passei por aqui. eu existo”. A pouco e pouco os writers  foram introduzindo cores, novos estilos e procuraram adotar novas técnicas para a sua concretização do graffiti. Nos anos seguintes, motivados pela competição, os writers procuram novas soluções para ter o seu tag o mais presente possível: agruparam-se em crews para conseguirem pintar melhor e em áreas com mais visibilidade urbana. Rapidamente, esta nova forma de expressão desenvolveu-se na direcção de trabalhos artísticos com uma componente expressiva cada vez mais definida. Assim, o graffiti contemporâneo pode ser visto como uma forma arrojada de revelação da criatividade do graffiter. Por ser uma manifestação artística, o graffiti está associado a diversos movimentos musicais como o Hip Hop, onde os desenhos refletem a realidade das ruas. É de salientar que o graffite necessita da autorização do proprietário do muro ou do espaço, ao passo que, a pichação que é realizada sem legalidade e com o intuito de vandalizar. Todavia, como refere Biz, "nós apropriamo-nos do spot e a imaginação faz a obra".

 

 

Desde 2008 há uma maior intervenção dos jovens no espaço público do que no passado. Por duas razões: em primeiro lugar,  o agudizar dos problemas económicos e sociais faz com que as pessoas sintam mais necessidade de se expressar no espaço público; e, em segundo lugar, porque existe um clima de maior tolerância em relação à intervenção em espaço público, que deixou de ser um fenómeno circunscrito a uma certa cultura juvenil.

 

 

 https://1.bp.blogspot.com/_DLtWxd3dchc/R1R86x-qRGI/AAAAAAAAA-U/76IRpCAif3w/s1600-R/graffiti-portugal+024.jpg

 

  

Street Art como Arte Pública

O graffiti, como antecessor e percursor da street art então é também ele uma forma primitiva de Arte Pública. "O facto de trabalhar

com pseudónimos dá-nos uma liberdade sem limites", salienta Biz. Estas formas de comunicação efémeras têm que serem lidas, processadas e apreciadas rapidamente pois a qualquer instante podem ser limpas da parede. Estamos perante um movimento em constante mutação e energia criativa imparável num fluxo global de conexão e comunicação.

Se Arte Pública é considerada aquela que é praticada no exterior, em oposição à que se desenvolve em gabinetes e ateliers e para comtemplada em museus e galerias. Então, o graffiti e a street art são Arte Pública porque são manifestações de atividades artísticas que utilizam o público como a génese e o assuto para analisar.  "Nós procuramos comunicar com o público na cidade, retramos os seus anseios e as suas preocupações", diz Doc. A street art analisa temas atuais, polémicos, sociais, culturais e políticos; outras vezes assume somente um carácter lúdico.

A Arte Urbana faz parte da cultura visual contemporânea, tendo evoluído e alastrado por todo o mundo, muito graças às novas tecnologias de informação. "Mas nós writers preferimos as paredes pois as mensagens chegam a mais pessoas", diz Rame.  Artistas como Fairey e Banksy têm contribuído para elevar a Arte Urbana, tentando mudar a percepção do público sobre esta forma de arte, de vandalismo para um movimento artístico que vale a pena preservar. 

 

 

 

 

 http://www.baixaki.com.br/usuarios/imagens/wpapers/421355-996-1280.jpg

 

“We now have a global audience for a truly global art form”(Lewisohn 2007:153).

 

 

 

publicado por renatadbcosta às 22:05

  O Mercado do Bolhão embeleza a cidade do Porto desde o início do século XX.

  É um local capaz de nos fazer transportar através do tempo, preservando o comércio de outrora, o que possibilita às pessoas uma forma de comprar tradicional e típica.


No coração do Mercado estão guardadas memórias, tradições e costumes que enriquecem a invicta.

  Um bom exemplo da identidade portuense que está a ser preservada neste local é a existência da única Manteigaria da cidade do Porto. Abílio Barros, proprietário desta loja, salienta a importância desta iguaria na cidade. “Tenho muito gosto em dar um contributo importante para a manutenção da tradição portuense”

 

A Manteigaria do Bolhão continua a ser um dos símbolos do Mercado portuense

 

 

Quem nele trabalha sente-se como “peixe na água” e já não consegue imaginar a sua vida sem este Mercado. “ O Mercado do Bolhão é a minha segunda casa, habituei-me facilmente a este local” afirma Deolinda Machado, uma das comerciantes de legumes do Mercado.

  O ambiente familiar que se sente em cada canto do Mercado, é facilmente comprovado pela relação que existe entre os comerciantes, que criam amizades para toda a vida. “ Aqui sinto-me muito bem, somos todos uma família” acrescenta Deolinda.

 

 

Deolinda trabalha todos os dias na companhia dos seus legumes

 

 

  A simplicidade de quem lá trabalha e a qualidade dos produtos que estão expostos são dois fatores que deixam os visitantes completamente apaixonados pelo local. Vêm de todas as partes do mundo e levam consigo experiências enriquecedoras e toda uma tradição de uma região.

 

 

O Mercado do Bolhão consegue aproximar ao máximo as pessoas, dos produtos que estão a ser comercializados

 

 Localizado numa zona central do Porto, faz com que seja um ponto de referência na cidade e existe uma facilidade de acessos que aproxima os portuenses e os turistas do comércio tradicional. Esta projeção inerente ao Mercado faz com que também haja um maior conhecimento das debilidades do próprio edifício e da necessidade de o reabilitar.

 

 

Degradação, a “doença” do Mercado do Bolhão

 

As obras do Bolhão saltam facilmente à vista por quem lá passa

 

 

  Por ser um edifício muito antigo, não consegue escapar ao inevitável, a degradação. Este é, provavelmente, o ponto mais negativo deste ícone da cidade do Porto.

  As obras de requalificação do Mercado parecem intermináveis, estando paradas há já alguns anos. A Câmara Municipal do Porto parece não conseguir resolver este problema, fazendo com que haja um impasse e uma incerteza sobre o futuro deste local histórico da cidade. Este facto causa uma enorme tristeza e revolta nos comerciantes e nas pessoas que passam pelo local.

 

”Entristece-me ver o Mercado neste estado sem que haja uma grande preocupação por parte da Câmara” diz Abílio Barros

 

 

Alheado a este fator negativo, o Mercado do Bolhão não perdeu o seu carisma e em 2006 foi homologado como imóvel de interesse público, sendo esta uma classificação que orgulha os comerciantes do Mercado, bem como, todos os portuenses.

  Para quem visita a cidade do Porto continua a ser um local obrigatório de passagem.

 

 

Gonçalo Silva

 

 

publicado por goncalosilva às 21:15


 

Longe vão os tempos em que o hóquei em patins (HP) era o desporto do povo. Aquele tempo em que velhos e novos se deitavam tarde, de madrugada, para ouvir os relatos de mundiais que chegavam do outro lado do Atlântico. Hoje, o HP está um pouco vetado ao esquecimento, não só por culpa da ascensão do futebol e do dinheiro que este gera, mas também por culpa dos media que empurraram a informação sobre o desporto para as últimas páginas, isto quando é existente.

 

 Portugal está representado no Guiness Book of Records como o melhor em HP

 

 

 

 

publicado por blogafazerdeconta às 21:15

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publicado por saracbranco às 20:54

A Queima das Fitas do Porto é o momento académico mais aguardado, principalmente, pelos alunos universitários. Reconhecida pela sua grandeza, comparativamente com as outras do país é, também, um local onde se comentem exageros a todos os níveis.

Com 110 barraquinhas que vendem essencialmente álcool, a preços bastante baixos ou por vezes até oferecido, o resultado nem sempre é positivo.

No recinto circulam os Bombeiros Voluntários do Porto, que dão o apoio apeado, ou seja, ajudam as pessoas que se encontram indispostas no local e, se for necessário, fazem com que estas se desloquem ao Apoio Clínico. Só nos casos de inconsciência ou incapacidade é que os voluntários requisitam as ambulâncias.

 

 

Bombeiros Voluntários do Porto andam equipados com mochilas para dar apoio no local 

 

 

O Apoio Clínico é composto por um Médico e um Enfermeiro responsáveis, pelos alunos de Enfermagem do quarto ano, que fazem voluntariado nestas ações. Estes trabalham em colaboração com os Bombeiros Voluntários do Porto, que ganharam o concurso no ano presente.

De acordo com o Apoio Clínico, a média de pessoas alcoolizadas por noite é entre 120 e 130. O trabalho básico é realizado no local e apenas em casos muito graves é que o INEM é solicitado, por falta de condições e objetos específicos de trabalho.  

 

 

Entrada para o Apoio Clínico, com ambulância da Unidade de Cuidados Intensivos disponível para deslocações ao Hospital

 

O Enfermeiro responsável, afirma que ainda não houve nenhum caso de violação, dentro do recinto, mas que já ocorreu no passado. Por vezes, também existem confrontos violentos, maioritariamente por pessoas externas que vão, propositadamente, para resolver ou arranjar confusões e precisam de assistência médica. No caso dos menores de idade alcoolizados, o Enfermeiro afirma que a sua obrigação é ligar aos pais para os irem buscar, dado que são os responsáveis.

As camas e colchões presentes, no interior, são fornecidos pela Federação Académica do Porto (FAP) e os medicamentos são fornecidos por empresas aos Bombeiros Voluntários do Porto.

Os Hospitais centrais, nomeadamente o Pedro Hispano, o São João e o Santo António estão alerta para qualquer situação que possa ocorrer. Apesar do Hospital Pedro Hispano ser o mais próximo o objetivo é não sobrelotar as Urgências e, dessa forma, dividem os casos pelos Hospitais conforme a gravidade.

Assim o Apoio Clínico tem um papel fundamental para ajudar os jovens, que durante esta semana, cometem exageros que nem os próprios sabem explicar.

 

Por: Francisca Gonçalves

publicado por inesousalmeida às 20:24

O poker é um jogo de cartas. Perguntará, só isso? Não, o poker está englobado na categoria de outras modalidades, à semelhança do xadrez, do gamão e do bridge, desde que foi também admitido pelo IMSA – International Mind Sports Association -  como um desporto da mente, que envolve estratégia, perícia, conhecimento e essencialmente muito estudo.

 

Antonio Soares

 

Fala-se da génese deste jogo, da Dinastia de Sung na China, no século X, ou mais tarde no século XVI, num jogo Persa chamado”As Nas”. Apesar de ao longo da sua história o jogo ter conhecido diversas variações, os conceitos básicos da estratégia psicológica e do ranking de cartas sempre estiveram presentes ao longo da sua evolução.
A versão do jogo mais parecida com a versão contemporânea, é o “Poque”, o originário de França e datado do século XVII. Este jogo atravessou fronteiras através de um grupo de colonizadores franceses que terão fundado a cidade de Nova Orleães. A partir daí, difundiu-se ao longo da rota do rio Mississipi, durante o século XVIII e expandiu-se nos Estados Unidos durante o século XIX aquando do início da expansão do país para o Oeste.
Por este motivo, a história do poker foi durante muito tempo e inevtaveilmente associada ao “Wild West” americano e até aos ambientes soturnos e de submundos.
Mais recentemente, e com o lançamento do Campeonato Mundial de Poker, em 1970, e com a aquisição da marca por parte do Casino Harrah, em 2003, que passou a ser o anfitrião oficial do evento, a Série Mundial de Poker (World Series of Poker) expandiu-se para além de Las Vegas, e chega ao resto dos Estados Unidos.
Foi por esta altura que se deu o verdadeiro ”boom” dos média através da transmissão destes eventos na televisão, e em que a fórmula perfeita estava criada: emoção, ação, estratégia, desafio, e até glamour, juntamente com a possibilidade de ganhar quantias astronómicas reservadas aos lugares de topo da tabela de classificação da competição.
No final de 2007, celebra-se a primeira Série Mundial de Poker na Europa, mais precisamente em Londres.
As World Series of Poker, alcançaram proporções épicas e prometem continuar a fazer história.

 

 

 

Primeiro Campeonato Mundial de Poker (WSOP) realizado em Las Vegas em 1970.


Em Portugal, o fenómeno começou a ganhar expressão em finais de 2006, com o início oficial de torneios. Tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos, tanto ao vivo, como na Internet, e Portugal conta já com alguns jogadores reconhecidos internacionalmente e que têm vindo a apresentar resultados meritórios.
Nesta vaga de novos jogadores, maioritariamente jovens, muitas das vezes estudantes universitários ou mesmo jovens licenciados, começa a aparecer uma categoria de jogadores dito semi-profissionais ou mesmo profissionais, que, inclusive se agregam naquilo a que denominam ”escritórios de poquer”.


O crescimento de praticantes desta modalidade a nível global é uma realidade incontonável. Infelizmente no nosso país o jogador de poker ainda é visto, por alguns, como um ludopata e não como um desportista.

O European Poker Tour esteve em Portugal no ano passado durante o mês de Novembro, e teve um impacto positivo em todo o comércio da região de Vilamoura, no casino e nas cadeias hoteleiras que atingiram taxas de 100% de ocupação nos dias em que o maior circuito de poker esteve no nosso país.

Devido à nossa legislação retrógrada que impede a captação de imagens ou de sons dentro dos casinos, não foi televisionado, e o vencedor do torneio foi um português. A organização, excluiu Portugal do circuito europeu deste ano, e mais uma vez irá sair prejudicada não só a modalidade mas a própria imagem de Portugal, porque durante uma semana o Mundo todo estaria de olhos neste evento que é uma espécie de “Liga dos Campeões” do poker.

A capacidade de Portugal para organizar grandes eventos é reconhecida no Mundo inteiro, mas para continuarmos a crescer, é necessária a alteração da legislação com urgência. Só assim a pratica do poker deixará de ser vista como um mero jogo de cartas de “sorte ou azar” e passará a ser vista como uma modalidade desportiva perante todos.

 

 

Para finalizar,João “JoMané” Nunes, considerado como “Pai do Poker Nacional”, pela comunidade de jogadores portugueses de poker, tem 34 anos e vive em Aveiro.
Foi prossional de basket durante 14 anos e é o fundador da maior comunidade de poker portuguesa, o PokerPT.com

Foi director dos torneios do Solverde Season e o já extinto BPPT (Betfair Portuguese Poker Tour), tendo participado nas mesmas funções em torneios internacionais como Unibet Open e EPEC (Everest Poker European Cup).

Actualmente é o comentador de poker em vários canais televisIvos ( SIC, SIC Radical, TVI, FOX) juntamente com Ulisses Pereira e na Eurosport com Ruben Aires, e recentemente recebeu um convite para integrar a TeamPro da Pokerstars, tornando se assim jogador profissional da Pokerstars.

Fica aqui a entrevista feita na Season do ano passado, no Casino de Espinho, onde se realizou uma das etapas do Pokerstars Solverde Poker Season.


publicado por antoniomsoares às 20:15

Hoje em dia, postar constantemente num blog tornou-se um pouco obsoleto.

Com a difusão das novas tecnologias e por consequência, uma explosão das redes sociais, pode-se afirmar que o blog passou para segundo plano.

 

Já lá vão os tempos as publicações do blog eram vistas como um diário pessoal e acompanhadas por vários utilizadores fiéis. Neste momento, redes sociais como Twitter e Facebook invadiram o grande espaço que é a Internet.

Não obstante, Daniela Salsa, criadora do Bacafuzadas Insalsáveis, contraria a ideia de valorizar mais as actualizações do Facebook do que do seu blog.

 

 

  

Imagem 1: Design do Blog, Bacafuzadas Insalsáveis

 

 

Tendo criado o blog em Abril de 2009, e numa altura em que era seguidora fiel de vários blogs nacionais e internacionais, Daniela achou que “seria interessante criar um onde pudesse escrever um pouco sobre as infinitas coisas que me passavam pela cabeça”. Já José Cabral, o Alfaiate Lisboeta desde 2009, tinha apenas “a vontade de ter um projecto de carácter mais pessoal”.

 

Apesar do “boom” do Twitter e do Facebook, os dois bloggers afirmam de que nada está errado na blogosfera, e Daniela ainda diz que é através do blog que mantém todo o contacto com os seguidores, e que até fez diversas amizades e encontros com outros bloggers espalhados pelo país.

 

No entanto, e apesar de preferirem o seu blog pessoal, não descartam a ideia que ter uma página no Facebook para actualizações mais rápidas e chamar à atenção de novos utilizadores que possam não prestar atenção à blogosfera e só às redes sociais. Desde sugestões a pequenas perguntas, Daniela diz que só usa o Facebook para essas funções. 

 

 

Imagem 2: José Cabral, O Alfaiate Lisboeta

 

Já de acordo com José Cabral a página é apenas uma “réplica do que sucede no blog”, admitindo que recebe mais feedback pelo seu blog visto que tem seguidores fiéis. Daniela completa que apesar de também receber mais comentários no seu blog, terá de tornar a sua página de Facebook mais apelativa, visto que as redes sociais estão em ascensão.

 

José Cabral e Daniela Salsa concordam que o número de seguidores aumentou quando criaram uma página no Facebook, mas completam quando dizem que o número utilizadores interessados no seu trabalho não era significativo. José ainda afirma que a partir do momento em que os usuários gostam da página, não quer dizer necessariamente que estejam atentos às actualizações, enquanto que o blog é algo mais pessoal.

 

A acabar o curso de Ciências da Comunicação, em Aveiro,  Daniela não imagina o seu percurso profissional sem a actualização do seu blog, mas põe em causa a abordagem das suas publicações devido à ingressão no mercado de trabalho a nível da comunicação.

Pelo contrário, José Cabral centra a sua vida profissional no projecto que mantém em fotografar os estilos que vê na rua. Pretende, no futuro, conceber uma plataforma mais apelativa e dedicada em torno do seu plano.

 

 

 

Vídeo: David Fonseca apela ao blog das Bacafuzadas Insalsáveis

 

Por: Inês Sousa

publicado por inesousalmeida às 20:07

Situada no distrito de Aveiro e com mais de 11 000 habitantes, a cidade de Santa Maria da Feira tem-se afirmado como um grandioso território de atividades culturais. Nos últimos dez anos, a cidade do padroeiro São Sebastião tem evoluído positivamente no setor da cultura e conta já com a realização de memoráveis eventos. Fogaceiras, Imaginarius, Viagem Medieval, entre muitos outros, são os nomes que ficam no ouvido de quem passa, proporcionando a todos os visitantes apetitosos momentos de lazer.

Para enriquecer o meu trabalho da unidade curricular de Jornalismo Especializado, optei por nele inserir uma entrevista, previamente por mim realizada, que julgo encaixar-se na perfeição para esta temática. Cristina Tenreiro, professora do ensino secundário e uma otimista assumida é a atual Vereadora do Pelouro da Educação, Cultura, Desporto e Juventude da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira. À conversa no seu gabinete, contou-me como tem sido viver à frente deste “posto” numa sociedade cada vez mais dada à cultura, tendo em conta todas as dificuldades que estamos a viver. Consegui saber, ainda, alguns dos segredos que estão reservados para este ano que proporcionarão, a todos, mais uns grandes e inesquecíveis momentos.

 

IO: Sei que está a ocupar o cargo desde 2009. Que balanço faz da sua prestação até hoje?

CT: Sim, desde 2009 que assumi o cargo de Vereadora da Educação, Cultura, Desporto e Juventude. Tem sido um mandato muito complicado porque, como toda a gente sabe, estamos a atravessar uma fase muito difícil e a minha área é a mais apetecível para ser cortada. Trabalhar em condições tão adversas e tão difíceis não é fácil. Há dias em que saiu daqui um pouco desanimada mas considero-me uma pessoa otimista e acredito, sinceramente, que temos de tirar valias desta crise. Temos de ser realistas, objetivos e constatar o que é óbvio. No entanto, acho que esta crise é boa para nós porque obriga-nos a sermos mais unidos, mais enérgicos para combater, para lutar, criar e produzir. As associações começam a completarem-se umas às outras, começando a produzir em conjunto. 2011 foi o pior ano da crise, foi o cair na realidade, mas temos de superar para sairmos mais fortes.

 

IO: A Cultura é um ramo que no exterior é vista como bastante rica a vários níveis. Como carateriza a cultura em Portugal?

CT: Apesar das críticas e dos cortes orçamentais que rodam os 38%, penso que a cultura esta bem e cada vez mais sustentada. Hoje há uma maior aposta no nacional, temos grupos muito bons ao nível da música, do teatro, do teatro de rua… Apesar das dificuldades, há mais trabalho para os artistas agora do que havia há uns anos a trás, e como agora há mais formação, os trabalhos estão cada vez melhores. Hoje em dia já não se pensa na cultura só nas grandes cidades como Lisboa ou Porto. Cidades mais pequenas começam a ser vistas como pólos culturais, como é o caso de Santa Maria da Feira. Em termos de qualidade, acho que Portugal subiu muito o patamar e estamos num bom caminho, tendo em conta as dificuldades. Houve uma aposta muito grande na qualificação e no trabalho em conjunto com parcerias internacionais e isso foi muito bom.

 

 

Cristina Tenreiro 

 

IO: Como vê a evolução da cultura no concelho feirense?

CT: Em termos de desenvolvimento na cultura, houve uma diminuição acentuada. Porém, considero que, em termos gerais, o padrão de excelência que Santa Maria da Feira atingiu é uma referência a nível nacional. Santa Maria da Feira é, sempre, reconhecida em colóquios e congressos de cultura a nível nacional. A cultura foi uma aposta como meio de desenvolvimento do território que foi, nitidamente, ganha. Apostou-se muito na qualidade e excelência e o objetivo é manter esses aspetos positivos mas, agora, com investimentos mais reduzidos. Temos de criar bases sustentadas para multiplicar a cultura geradora de riqueza. Santa Maria da Feira continua no mapa como referência a nível cultural e tem-se focalizado em alguns eventos para manter a sua excelência e qualidade. Temos um dos maiores eventos culturais sustentáveis, a Viagem Medieval, que é procurada por muitas pessoas. Em termos de desenvolvimento económico, a Viagem é o maior evento do concelho.

 

IO: Santa Maria da Feira tem-se afirmado como um “Palco de Experiências”. Quais os principais eventos que elevaram a nossa cidade para a ribalta dos eventos culturais em Portugal?

CT: Os eventos de referência como as Fogaceiras que é a nossa tradição, o Imaginarius, a Viagem Medieval, a Terra dos Sonhos, Encontros com Música, também muito importante para o nosso território, são os principais eventos que dão nome a Santa Maria da Feira. Todos eles continuam a ser referência de excelente qualidade, inovação, criatividade e não envergonham, muito pelo contrário, são motivo de orgulho. A nossa cultura continua no top e temos, também, um trabalho que não é tão visível mas que cada vez é mais reforçado que é o trabalho e participação das associações como é o caso da Casa da Gaya com as danças do mundo. O Cirac e o Orfeão também promovem grandes eventos de qualidade e de grande contributo para a sociedade. Há um trabalho com as associações para a sua promoção e sustentabilidade uma vez que a câmara tem vindo a reduzir os apoios. 

 

IO: Como disse, a Viagem Medieval é, sem dúvida, o maior evento realizado em Terras de Santa Maria. Quais os projetos em mente para continuar a inovar nas próximas edições?

CT: Todos os anos vamos inovando. A preparação da Viagem Medieval começa logo em setembro e assim que acaba, a data do próximo ano é, desde logo, definida. A partir desta altura, semanalmente, há uma reunião para discutir os planos da nova edição. Há um trabalho preparatório, de uma equipa, muito consolidado, muito pensado, trabalhado e visto ao pormenor. É um ano de preparação que começa pela escolha do tema que este ano recairá sobre o reinado de D. Sancho I. Há uma pesquisa histórica para saber o que foi mais importante naquela época e, depois, fazemos uma escolha dos temas que achamos mais interessantes para serem retratados. Neste evento, a participação das associações é extremamente importante pois ficam encarregues da organização das mais variadas atividades. Há um trabalho muito cuidado e sempre com grande monitorização para podermos dizer que é uma recriação com rigor. Todas as decisões são tomadas por elementos da câmara, da Feira Viva, e da Federação das Coletividades e, neste momento, já está decidida a imagem que fará parte dos cartazes deste ano. O preço está, também, em discussão pois este ano existirão dois tipos de pulseiras: para apenas um dia ou para os dez dias. Para muitos, a Viagem Medieval é uma paixão. A cidade pára, o cheiro é diferente e toda a gente tem orgulho em fazer parte deste grandioso evento.

 

IO: A Feira tem muita atividade no período do verão. O que acha que pode e deve ser feito para dinamizar mais o concelho no inverno?

IO: Muita coisa poderia ser feita e penso que as coisas irão acontecer. A crise não ajuda nas apostas mas estamos a trabalhar nesse sentido, existem em mente muitos projetos. Neste momento, no inverno, o que temos de muito forte é a vida noturna que tem grande vitalidade mas que, no entanto, por vezes, é frágil. Estamos a criar comissões para que os projetos não sejam perenes e frágeis mas mais consistentes. Em termos urbanísticos, temos um espaço riquíssimo, temos é de diversificar um pouco o comércio, não ter só o espaço “noite”. Apostar nas tardes e nos fins de semana para conseguirmos dinamizar esta zona, a zona histórica, apelando à presença dos mais variados públicos.

 

IO: Acha que a cultura é desvalorizada pelo cidadão “normal”?

CT: Sim. De imediato, a cultura é desvalorizada por muitos mas quando começam a conhecer e a falar sobre o assunto, acabam por reconhecer que é importante. É necessário, sempre, assegurar o primário, a alimentação, um trabalho mas o Homem, para ser equilibrado tem de ter, sempre, algo místico, tem de permitir o sonho e dar asas à sua criatividade. A cultura faz parte da génese do Homem.

 

IO: O que acha que faz falta no nosso país ao nível da cultura?

CT: Acho que precisamos de ser ainda mais ousados. O português é muito pessimista mas quando tem algo por que lutar, rejuvenesce, vencendo todos os obstáculos. Em Portugal falta o “acreditar” e a alegria de viver. Mas, considero que o povo português é um povo com muita qualidade. Somos muito serenos e sensatos. O que falta mesmo é a ousadia e a alegria que penso que, aos poucos, estamos a conquistar.

 

IO: Se tivesse uma quantia de dinheiro ilimitada para fazer algo realmente interessante em Santa Maria da Feira, como o realizar de um sonho, o que seria?

CT: De imediato não apostaria na cultura porque a educação está mais necessitada. Primeiramente, o grande objetivo seria acabar os centros escolares previstos na carta educativa. Depois, ao nível da cultura era apostar na requalificação do matadouro que acho que é um espaço riquíssimo e, também, na requalificação doa auditórios de Milheirós de Poiares e Canedo.

 

Vídeo de uma encenação de uma batalha no Castelo de Santa Maria da Feira - Viagem Medielval 2011 - Fonte: youtube

 

 

 

 

Para mais informações relativas ao programa cultural de Santa Maria da Feira, consulte:

 

https://www.cm-feira.pt/portal/site/cm-feira

 

 

Por: Inês Oliveira

publicado por anavanessapinto às 19:20

A crise económica que está a assolar a Europa parece não ofuscar o brilho do mercado de luxo. Enquanto a maior parte das marcas é obrigada a realizar promoções quase o ano inteiro, as grifes de luxo continuam a abrir lojas em todo o Mundo para conseguirem responder à procura. 

 

 

 Enquanto uns empobrecem, outros enriquecem. O ano passado, o mercado Mundial de luxo registou um crescimento recorde de 10%, movimentando 191 mil milhões de euros. Este ano espera-se a continuação do crescimento neste sector, em grande parte devido ao desenvolvimento de poder de compra por parte do Brasil, Rússia, Índia e China.

 O líder Mundial de artigos de luxo, Louis Vuitton, continua a desafiar a crise. Os lucros da LVMH, proprietário da marca Louis Vuitton, cresceram 25% nos 3 primeiros meses do ano, obtendo um lucro de 6,6 mil milhões de euros. Só as joias e os relógios da marca marcaram um crescimento de 141%. Por outro lado, a marca francesa Hermés superou também todas as espectativas ao apresentar lucros de 594 milhões de euros em 2011, aumentando assim 41% em relação ao ano anterior.

 Neste género de mercado, Portugal não é deixado para trás. Nos últimos anos foram varias as marcas que decidiram abrir lojas no país. Prada, Hermes, Dolce & Gabbana e Gucci, têm vindo a invadir as ruas de Lisboa, e, cada vez mais, marcas como a norte americana Marc by Marc Jacobs (abertura em 2011) e Louis Vuitton (abertura prevista até 2015) apostam no Porto como local para as suas segundas lojas.

 Numa das avenidas mais caras da cidade do Porto, onde o preço por metro quadrado chega a custar 3.500€, são vários os espaços destinados ao comercio de luxo. Entrando numa das 3 lojas da Fashion Clinic em Portugal, no número 4167 da Avenida da Boavista, deparamo-nos com as mais variadas grifes de luxo. Entre sapatos Loubotin, e vestidos Yve Saint Laurent, com preços a rondar os 1000€, a loja chega a ter carteiras Prada, em pele de crocodilo, a custarem 12 000€, “um leque de produtos e um serviço personalizado para todo o género de clientes”, afirma Filipa Pinto Coelho, diretora de Marketing e Comunicação da loja. 

 

Loja Fashion Clinic Porto/ carteira prada

 Loja Fashion Clinic Porto - Avenida da Boavista                 Carteira Prada em pele de crocodilo (12 mil euros)

 

 A marca Fashion Clinic, detida pela empresaria Paula Amorim desde 2005, tem vindo a aumentar as vendas, conforme conta a diretora operacional Rosário Freitas – “Cá no Porto as vendas têm vindo a aumentar. Temos sentido talvez menos fluxo de clientes, mas a venda média tem vindo a subir relativamente ao mesmo período do ano passado. Os clientes são menos mas compram mais”. Quanto ao perfil dos clientes, são pessoas que “gostam de luxo, do que é bom! É um cliente informado sobre as marcas, sobre o que é estão a fazer, o que sai de novo. Um cliente muito ligado à tendência e em tudo o que é novidade. Acima de tudo muito contemporâneo, muito viajado, muito cosmopolita.”.

A nacionalidade dos consumidores tem vindo a mudar, “a maior parte dos nossos clientes é portuguesa, mas os brasileiros e angolanos também nos procuram bastante”, afirma a diretora de Marketing e Comunicação.

Cada vez mais as lojas sentem o aumento por parte do sexo masculino, que começa a consumir cada vez mais cedo. Se no sexo feminino se verifica uma idade media entre os 35 e os 45, já no masculino são os homens entre os 25 e os 35 os maiores consumidores.

  João Pinto, de 26 anos, afirma ter começado a consumir em lojas como a Fashion Clinic já “à algum tempo, essencialmente pela variedade de marcas e pela qualidade”. Quanto à crise o jovem diz não ser um impedimento para continuar a comprar – “compreendo que a crise afete alguns sectores, nomeadamente no âmbito da moda, mas como este sector é mais restrito, creio que não afeta assim tanto. Eu não deixei de comprar, pelo menos por enquanto. E penso que não se deve notar uma quebra nas vendes, pelo menos de forma substancial”.

 

 No que diz respeito ao mercado automóvel de luxo, e segundo dados da Associação Automóvel de Portugal, desde Janeiro a Março, foram vendidos no país 118 Land Rovers – um aumento de 168% comparativamente ao mesmo período do ano anterior, onde apenas foram vendidos 44 automóveis da marca –, 39 Jaguares, verificando também um aumento de 18,2%, 43 Porshes, 2 Ferraris, 1 Bentley, 1 Aston Martin e 1 Lamborghini. 

 No número 4143 da mesma Avenida, encontra-se o stand da Aston Martin, uma das marcas de carros de luxo preferidas dos portugueses. 

 

 

Stand Aston Martin Porto

Stand Aston Martin Porto - Avenida da Boavista                                                                                     


 A nível Mundial, a marca não só resiste à crise, como aproveita de forma mais efetiva os chamados mercados emergentes, China, EUA, Rússia e Índia.

Os automóveis são totalmente feitos à mão, o que permite ao cliente personalizar o carro ao seu gosto. “O cliente Aston Martin é uma pessoa que gosta de algo exclusivo, já tem um vasto leque de experiência de automóveis e tem alguma ligação emocional com a própria marca. Gosta de carros desportivos e gosta de ter um automóvel que seja diferente do habitual, daí a marca se caracterizar pela exclusividade e pelo detalhe”, explica Bruno Oliveira.Com carros com valores entre 44.231,61€, numa versão Cygnet 1.3, a 361.207,20€, na versão DBS, a crise parece não afetar significativamente as vendas. “Neste momento podemos dizer que as vendas estagnaram, manteve-se o mesmo número de vendas – entre 15 a 20 por ano”, afirma Bruno Oliveira, vendedor do stand.

 Os automóveis são totalmente feitos à mão, o que permite ao cliente personalizar o carro ao seu gosto. “O cliente Aston Martin é uma pessoa que gosta de algo exclusivo, já tem um vasto leque de experiência de automóveis e tem alguma ligação emocional com a própria marca. Gosta de carros desportivos e gosta de ter um automóvel que seja diferente do habitual, daí a marca se caracterizar pela exclusividade e pelo detalhe”, explica Bruno Oliveira.

 A nível Mundial, a marca não só resiste à crise, como aproveita de forma mais efetiva os chamados mercados emergentes, China, EUA, Rússia e Índia.

 

 O sector da joalharia é outro em que a crise também não entra. Enquanto que a classe média das ourivesarias continua a cair a pique nesta altura de crise, as joias de luxos são, cada vez mais, as únicas que continuam a vender e a sustentar o negocio.

 A Tiffany’s, uma das mais conhecidas joalharias internacionais, anunciou, segundo o jornal Expresso, um aumento de 22% dos seus lucros. Este grande aumento numa época que se intitula de difícil, deve-se em grande parte ao consumo por parte dos Chineses, onde as vendas registaram um aumento de 50% no respetivo país, comparativamente a 2009. 

 Em Portugal, e continuando a subir a Avenida da Boavista, no edifício Aviz, situa-se o Machado Joalheiro, uma referencia centenária na história portuguesa de joalharia e relojoaria

 

Joalharia Machado
Machado Joalheiro - Avenida da Boavista                                                                               

 No Porto já à130 anos, instalou-se recentemente em Lisboa, no Tivoli Fórum, bem no centro do comercio de luxo lisboeta. Com relógios a ultrapassar os 30 mil euros, e marcas conceituadas como Breitling, Tag, Porshe Desing, Frank Muller, Omega, IWC, Cartier e Chanel, António Machado, economista e proprietário da joalharia já à 30 anos, afirma que “este sector tem uma grande vantagem em relação a outros: poder vender para turistas. Ou seja, os turistas, nomeadamente brasileiros e asiáticos, gostam muito de relógios e de joias, e, portanto, é um mercado que está em grande desenvolvimento nesses países, por isso quando eles viajam para a Europa gostam sempre de comprar, até porque os preços são mais vantajosos para eles.”

 Em relação ao mercado nacional, o proprietário afirma que “temos feito um esforço, não só de agora mas já de à muitos anos, de ter sempre produto diferente, especial, com design e criatividade. E isso ajuda sempre a que as coisas sejam menos difíceis, não se nota tanto a dificuldade da crise que está instalada na Europa”.

 

 

 

 

Inês Marques

 

publicado por inesmarques às 18:18

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