Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

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Mai 13

A patinagem artística é uma modalidade desportiva que surgiu em Portugal na década de 50. De acordo com a Federação Portuguesa de Patinagem (FPP), 2002 foi o ano que a patinagem atingiu o seu auge, isto porque foram conquistadas 5 medalhas de ouro e 1 de bronze nos Campeonatos da Europa de Cadetes juniores e Seniores, que decorreram na Alemanha.

Patinadora - Imagem da Federação Portuguesa de Patinagem

 

  Patinadora - Imagem da Federação Portuguesa de Patinagem (FPP)

 

Actualmente este é um desporto que não tem grande visibilidade em Portugal, mas que mesmo assim atrai muitos jovens e o Rolar Custóias Clube é um exemplo disso mesmo, pois tem cada vez mais jovens a praticar esta modalidade. Daniela Pinto, antiga campeã em todas as categorias (Iniciação, Infantil, Iniciado, Cadete, Juvenil, Júnior e Sénior ), e actual treinadora começou a praticar patinagem com 6 anos de idade, “foi o primeiro desporto que experimentei e apaixonei-me de imediato”. Hoje, enquanto treinadora, procura junto dos mais pequenos incentivá-los a esforçarem-se e a darem o seu melhor para alcançarem o tão desejado título, porque “a patinagem não é fácil, é preciso um grande esforço físico e mental, o que muitas vezes é difícil de conjugar”.

Um dos motivos pelos quais incentiva tanto os alunos a  esforçarem-se é o facto de neste momento a patinagem não ter praticamente apoios nenhuns, e em tudo, desde as despesas de deslocações ao fatos, que tem de ser pagos pelos próprios atletas o que não torna possível a sobrevivência só com a patinagem. O mais difícil é “sobreviver a todas as contrariedades que existem neste meio. Não só as quedas ou as inúmeras horas de treino, mas também o fato de ser um desporto que exige instalações desportivas específicas, material de treino especializo, e mais-valias quase inexistentes”, explica Daniela e é isto que tenta transmitir aos alunos que treina.

Os jovens que estão inseridos no Rolar Custóias Clube e que são treinados pela antiga campeã, todos eles começaram na patinagem muito cedo. Há crianças dos os 6 aos 14 anos e todos eles afirmam que estão neste desporto por paixão e porque serem treinados por uma atleta de alta competição é um previlégio. 

 

  Prova de Patinagem Artística - Fotografia da Câmara Municipal de Gondomar


Campeã Nacional e com apenas 8 anos, Bruna Pinheiro arrecadou a vitória no Campeonato Nacional de Figuras Obrigatórias de Patinagem Artística nos escalões de Infantis, Iniciados, Cadetes, Juvenis, Juniores e Seniores.


"Treino seis dias por semana cerca de duas horas e meia por dia. É muito cansativo, mas vale a pena". Veio para a patinagem por intermédio de uma amiga que um dia a convidou a assistir a um treino e desde então que ficou. O facto de representar portugal nas competições faz com se se sinta "orgulhosa e ao mesmo tempo nervosa", porque tal como a prórpia afrimou, a responsabilidade é muito grande. Ao contrário do que a treinadora diz, Bruna considera que o mais difícil na patinagem são "os peões durante as provas".

 


 


Tributo aos lutadores contra o Cancro





Ana Luísa Azevedo





 

 

publicado por luisaazevedo às 22:04


Stanislav Ferdov, doutorou-se em 2005 na Academia de Ciências da Bulgária (Sófia), no Laboratório Central de Mineralogia e Cristalografia. No mesmo ano, partiu para Portugal onde começou um Pós-Doutoramento no centro de Investigação em Materiais Cerâmicos e Congénitostos (C.I.C.E.C.O.) na Universidade de Aveiro.

 

 

 


Em 2008 ganhou uma posição como investigador auxiliar no departamento de Física, da Universidade do Minho. Deste trabalho, resultou o desenvolvimento de uma nova linha de investigação incluindo a síntese, modificação e aplicação dos materiais porosos. Estes materiais têm aplicações bem conhecidas na área da física e da química, por exemplo, optoelectrónica, catálysis, baterias, materiais magnéticos, entre outros.

 

Acidentalmente e em colaboração com a Academia das Ciências da Bulgária, o material desenhado e preparado pelo investigador, revelou uma aplicação sem precedentes na área dos materiais microporosos. "A descoberta resultou de uma investigação feita, por acaso, pois o objeto inicial era na área do meio ambiente, mais concretamente em relação à purificação de águas contaminadas. Contudo, depois de alguns testes in vitro, surgiu uma aplicação inesperada que abriu um caminho novo na família dos materiais microporosos", explica o investigador. Pode ver aqui a reportagem televisiva, "Avanço na luta contra o cancro".

 

Sem afetar as células saudáveis a substância chamada Zn-ETS-4 reduz certos tipos de cancro em 95%. Assim, "esta descoberta não significa apenas, uma oportunidade para desenvolver novas substâncias médicas na luta contra o cancro, mas também abre um nova linha de investigação que liga a classe dos sólidos porosos com a oncologia". O investigador considera que, "a novidade aqui é a seletividade, de fato, o material apanha as células de cancro sem danificar as células saudáveis". Desta forma, o silicato de titânio não é tóxico para o nosso corpo, como explica Carlos Tavares, chefe do Laboratório da Universidade do Minho:


 

 

 

 

Este avanço científico representa mais um passo na luta contra o cancro, a descoberta foi publicada sem correções, no dia 28 de Março, em Inglaterra, na Revista Royal Chemical Society (RSC Advances). Este reconhecimento pela Comunidade Científica significa para o investigador "uma recompensa muito grande".

 

Contudo, a crise afeta também a área da ciência e tecnologia, colocando a ciência portuguesa atrasada a nível internacional. Este ano, a Fundação para a Ciência e Tecnologia não vai abrir concursos para projetos de investigação o que afetará, negativamente, o desenvolvimento deste material, uma vez que que adia a implementação real do material na indústria farmacêutica.

Apesar da falta de financiamento para 2013, Stanislav Ferdov espera que em 2014 a Fundação para a Ciência e Tecnologia, abra novas candidaturas para estes projetos, para que o investigador possa desenvolver a sua nova linha de investigação.



Trabalho realizado por: Alexandra Alves




 

publicado por xanaalves às 21:49

A arte de Alberto Carneiro convoca a necessidade, filosófica e biológica, de regressar e vivenciar as origens, as raízes, as sementes que guardam o património, a génese humana. A natureza revela-se a mais sábia guardiã desse destino, é como uma mãe que transporta em si a fecundidade, a origem, a mais pura essência do homem, como ser criador e pensante, como intérprete das mutações que a natureza espelha nos seus ciclos.

 

 

                                                 

 

 

 

A obra de Alberto Carneiro confunde-se intimamente com essa mesma natureza, pulsante de “energias”, fonte de matérias de que o artista se embebe para encenar as suas esculturas, melhor dizendo, “momentos”, termo que Alberto Carneiro utiliza para designar a concepção de obra de arte, como se tratasse de um “ritual estético”. A arte de Alberto Carneiro investe-se profundamente de um carácter ecológico. Em 1973, nesse escrito seminal chamado Notas para um manifesto de uma arte ecológica, Carneiro afirmava o seguinte: “A arte ecológica será um regresso à origem das nossas próprias fontes; a reabilitação das coisas mais simples no significar da comunicação estética, não através de um processo de ordem cultural, na aquisição de valores de carácter transitório, mas pela consciência das essencialidades, pela penetração no âmago dos átomos, pela chamada aos contactos com aquele mundo que se define em nós sem os constrangimentos da complexidade social”. A sua arte é uma constante metamorfose, um diálogo genésico com a vida e com o outro, o espectador, que o artista entende como o “ser imaginante”, aquele ou aquela que interpreta, que se apropria do objecto artístico, lhe atribui um nome, o adopta, inscrevendo-o num cosmos de significados que se prolongam por uma extensa, talvez infinita, linha do horizonte, inesgotável, que só a vida, a arte, a natureza sabem equilibrar e manter.

 

 

 

 

 

Essa união, essa simbiose, a arte fundida com a vida, resultando numa relação íntima de transformações e renovação de sentidos, revela-se um paradigma fundamental na obra de Alberto Carneiro, sobretudo nesta exposição do artista que agora a Fundação de Serralves acolhe, intitulada Arte Vida/ Vida Arte: Revelações de energias e movimentos da matéria. A esta “unidade” se refere João Fernandes, antigo director do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, mas que ainda comissariou a presente exposição de Alberto Carneiro, num texto a que decidiu chamar As metamorfoses de Alberto Carneiro: Outros envolvimentos – “A arte e a vida contaminam-se reciprocamente através das suas metamorfoses, em processos de múltiplas transformações pelas quais uma forma se transforma noutra forma, um significado se abre a novos sentidos, a identidade do autor se assume na definição da sua alteridade e o desejo funde a matéria e o corpo na expressão da relação humana com a natureza”. A natureza é mais do que um elemento que se imiscui nas esculturas de Alberto Carneiro, concorre para transformar a sua arte, vitalizando-a e imprimindo-lhe movimento e “energia”, uma autêntica experiência sensorial, um pleno exercício estético. Não foi por acaso que outro nome maior da cena artística contemporânea portuguesa, principalmente no que respeita à performance, Ângelo de Sousa, ter apelidado Alberto Carneiro de “operador estético”, isto é, um criador que intervém na natureza com uma função bem definida, por conseguinte, transformá-la em arte, empregando-lhe uma nova vida, restituída, no fundo, “estetizá-la”. O primeiro “momento” com que nos deparamos na exposição fala-nos precisamente de vida, de como esta se envolve na natureza e a transforma.

 

 

 

 

 

À nossa frente ergue-se a Árvore da Vida, plantada numa posição invertida, a raiz quase a tocar o tecto, os troncos apoiam-se no chão, as folhas reúnem-se ao centro, dispostas sobre um pequeno prato de vidro, como que reflectindo a imagem do “ser imaginante”, que se funde com a peça, portanto, com a natureza, criando e recriando significados numa torrente fluida e esteticamente livre. Ao nosso lado, inscrita na parede, dispõe-se uma linha horizontal, que percorre aproximadamente oitenta metros do comprido corredor do museu, traçada a lápis, potenciada por esse instrumento inalienável da arte de Alberto Carneiro, a palavra, a escrita, um importantíssimo “material plástico” de que o artista se apropria. Esta linha de horizonte funciona como uma bússola, descomplexada e descomprometida, apenas livre, que norteia o visitante, o envolve num acto de pura intimidade, através dos pequenos espelhos instalados, que envolvem o espectador, o convidam a fazer parte da obra de arte, e assim insuflar significados ainda não formulados. “Cada um destes projectos deslocará a experiência individual do artista para um envolvimento do espectador, convidando este último à recriação e apropriação dessa mesma experiência numa possibilidade infinita de outros tantos eventos com aquele partilháveis. Através dos seus percursos por estes lugares onde a obra acontece, o espectador é convidado a formular os seus próprios significados”, constata João Fernandes no mesmo texto.

 

 

 

 

 

É esse envolvimento com o espectador que permite a Alberto Carneiro pensar a presente exposição como um “manifesto”, centrado nessa ideia fundadora da “demonstração de que a arte é o artista e também o espectador”, como se afirma no panfleto que contextualiza esta exposição. A arte é um “momento” intensamente vivido pelo criador e o observador, o artista e o espectador, Alberto Carneiro e o “ser imaginante”, e esta simbiose, esta relação de sublime e orgânica intimidade, possibilitará ao artista “envolver” o espectador, facultará ao espectador as “matérias” que lhe avalizarão o diálogo telúrico com a obra de arte, proporcionando-se deste modo uma riquíssima e fecunda experiência estética, em jeito de ritual.

 

 

 

 

                                

Todas as peças expostas valorizam a vida, a arte, e o espectador, trindade genésica que se apoia num baluarte imprescindível e propulsor, a natureza, que tudo transforma e penetra, que tudo cria e dissolve: a metamorfose das laranjeiras, os quatros elementos vitais que impregnam uma raiz de laranjeira, os bambus que convidam a uma aventura labiríntica, as vides que se enroscam no chão e trepam a parede, a oliveira que se apresenta ao mesmo tempo numa posição vertical e horizontal, as outras oito oliveiras suspensas, olhadas pelos espelhos colocados em frente, adornados por canas da Índia, e que reflectem as palavras inaugurais desta exposição, Arte, Vida. A natureza converte-se em obra de arte e vive através desse diálogo que artista e espectador, ou “ser imaginante”, entretecem, numa comunhão de “momentos” singulares e indivisíveis. Uma reabilitação, portanto, das pequenas coisas essenciais.

 

 

 

 

 

 

Alberto Carneiro nasceu em 1937, na freguesia de São Mamede do Coronado (concelho da Trofa). Trabalhou, quando jovem, em várias oficinas da sua terra natal, desempenhando aí a função de santeiro. Com a idade de 17 anos matricula-se na Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, no Porto, e mais tarde, na mesma cidade, no período que decorre entre 1961 e 1967, dedica-se ao estudo da escultura na Escola de Belas-Artes. Completa em 1970 uma pós-graduação obtida na Saint Martins School of Art, em Londres, onde contacta com Anthony Caro e Philip King, seus professores. Ainda na capital britânica, no contexto de uma exposição, When Attitudes Become Form, toma conhecimento das principais correntes artísticas emergentes, casos da land art, a arte povera, ou a arte conceptual, com cujas “formas de expressão artística” se identifica, concorrendo estas para o alargamento do seu campo de “indagações”.

 

 

Texto e Fotografias: Joaquim Pinto

publicado por joaquimpinto às 21:28

O que é o comercio tradicional?

 

 

Podemos chamar comércio tradicional a uma forma de comercio de proximidade em locais de pequena/média dimensão num ambiente em que predomina a próximidade entre o cliente e o vendedor.


Nos dias de hoje são cada vez menos estes estabelecimentos e a têndencia a desaparecer é cada vez maior.
Só no distrito do Porto no último semestre encerraram cerca de 20 lojas por dia. (dados avançados pelo JN eDN)

 

 

 

 

“Lojas de lãs, material eletrónico, ourivesarias, tabacarias, mercearias, agências de viagem e cafés encerraram na cidade do Porto no último semestre, alertou, este domingo, a Associação dos Comerciantes do Porto, que defende a urgência de um "plano estratégico para o comércio".

 

 

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3032029&seccao=Norte (clique aqui)

 

 

 

A mercearia mais antiga do Porto

António Rodrigues Reis fundou a "Pérola do Bolhão" em 1917, hoje a loja pertence ao filho com o mesmo nome.

Na rua Formosa no Porto, é uma das mais antigas e começou por vender apenás Chás e Cafés

 

 

(reportagem regiõesTV)

 

 

 

















O comércio tradicional em Paredes


No concelho de Paredes, Ana Paula Oliveira, proprietária da Mercearia Marujo há mais de 30 anos, considera o comercio “familiar” e teve que mudar para combater as grandes superfícies comerciais.
Aqui fica uma pequena entrevista onde Ana Paula conta como o negócio foi evoluindo ao longo dos tempos.

(clique aqui)

 

 

 

 

 

 

Em Paredes ainda, restam algumas lojas de conveniência, mercearias e outras do género.

Após falar com alguns proprietários, muitos falam que o negócio por vezes termina porque "os clientes não pagam", disse José Rocha, proprietário do "Talho Lamarão" que se vê obrigado a fechar o estabelecimento pois não consegue suportar as despesas.

O livro dos "calos" como lhe chamou, conta com mais de 2500 euros em dividas de clientes, com este valor por saldar "não consigo manter o negócio, ou trespasso, ou fecho" afirma o propriétário.

 

 

 

 

 

O governo está a tomar medidas de apoio para que sejam disponibilizadas algumas das ajudas necessárias para que este comércio se mantenha vivo.

 

http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=1139042 (clique aqui)

 

Outras noticias comércio tradicional em Portugal:


http://m.tvi24.iol.pt/503/economia---economia/lojas-comercio-tradicional-falencias-encerramento-algarve-acral/1433368-6377.html

 

http://local.pt/autarquia-e-comerciantes-preparam-acoes-de-promocao-do-comercio-tradicional-da-lousa/

 

http://www.anilact.pt/component/content/3518?task=view

 

http://www.pq-jornal.com/index.php?option=com_content&view=article&id=314:comercio-tradicional&catid=24:editoriais&Itemid=22



Sérgio Ricardo Brito 

publicado por sergioricardo89 às 14:03

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